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Dez 2016 | Jan 2017 • N
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26 • Ano 6 • REVISTA UNIMED BR
Desde o início desse caminho,
o que motivava-o?
Vivi uma trajetória com muitas
frustrações. No início, tinha vonta-
de de conversar com meu gerente
e ele não tinha muito tempo para
mim. Então eu não conseguia me
entender com ele, nem saber qual
era sua expectativa com relação ao
meu trabalho.
Ao chegar onde cheguei, quero ven-
cer todas as frustrações que tive. Co-
mo eu não podia falar commeu ges-
tor? Agora, essas coisas são bases da
minha filosofia. Preciso ter proxi-
midade para adquirir credibilidade
e transformá-la em confiança.
Isso faz com que as pessoas encon-
trem modelos. No meu caso, é co-
nectar as pontas para transformar a
sociedade em algo mais moderno
e útil. As empresas evoluem muito
lentamente, ao contrário das pes-
soas. Pego essas frustrações e as
transformo em combustível, para
que a sociedade também as leve ao
mesmo nível de desenvolvimento.
E como administrar as
frustrações no dia a dia?
Acho que a única forma de fazer
com que as frustrações e a ansie-
dades sejam tratadas da manei-
ra ideal é transformando-as em
combustível, energia. Quando a
ansiedade deixá-lo depressivo, é
um problema. Mas, se ela trans-
formar-se em energia, que você
canaliza para os seus propósitos,
vai conseguir vencer.
Por exemplo, quando achar que
seu trabalho não o deixa evoluir,
estude, porque aí você vai cres-
cer. Não é ir para casa e chorar. É
reagir, fazer alguma coisa.
Um cenário de crise deixa
os indivíduos mais receosos
em ousar ou fazer algo que
os torne mais felizes. Como
contornar isso, uma vez que
estamos expostos, o tempo
todo, a notícias ruins e coisas
que acabam minando nossa
força de vontade?
A notícia ruim vai entrar onde
deixarmos. Então, temos de criar
movimento. Quando você tem
um propósito e se joga nele, ocu-
pa-se de uma forma tão podero-
sa e bonita que não sobra tempo
para sofrer.
A melhor forma de fazer com
que a crise não entre é ajudan-
do alguém. Quando compartilha,
cria um ambiente favorável de
construção mútua e não há es-
paço para a crise e o sofrimento.
Perguntam, inclusive, como a
crise não entra na minha empre-
sa. Primeiro, porque a gente está
unido. Segundo, tem movimento.
E, terceiro, porque todos têm al-
gum tipo de propósito e estamos
definitivamente buscando por
eficiência, seja na família, seja na
nossa empresa.
Eu não gosto da crise, pois ela
machuca bastante gente, mas é
um momento de grandes opor-
tunidades. Quem estiver mais
animado sairá melhor dela.
Márcio Fernandes, presidente da Elektro, palestra na 46ª Convenção Nacional Unimed




