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Na última sexta-feira (29), o Hospital Unimed promoveu um treinamento voltado aos líderes da instituição dentro da campanha Maio Laranja, movimento nacional de conscientização e enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Com o tema “Proteger a infância é responsabilidade de todos”, a capacitação foi conduzida pelas psicólogas Glaucia Guimarães e Brenna Cassiaris, reunindo mais de 15 líderes em um momento de aprendizado, reflexão e fortalecimento do compromisso com a proteção da infância.
A iniciativa teve como objetivo ampliar o conhecimento dos participantes sobre os sinais de violência e exploração sexual, além de reforçar a importância da identificação precoce e do encaminhamento adequado de casos suspeitos. Em um ambiente de saúde, onde profissionais e lideranças estão frequentemente em contato com crianças e adolescentes, saber reconhecer indícios de abuso pode fazer toda a diferença na interrupção de ciclos de violência e na preservação da integridade física e emocional das vítimas.
Segundo a psicóloga Brenna Cacciaris, que atua no Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS, no acompanhamento e atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violações de direitos, falar sobre o Maio Laranja é ampliar a compreensão da sociedade sobre o que caracteriza a violência sexual e os mecanismos de proteção existentes. Ela destacou que as ações educativas ajudam a expandir o entendimento sobre os direitos das crianças e adolescentes, os sinais de abuso, as formas de exploração e os espaços destinados ao acolhimento das vítimas. Além disso, reforçou que a proteção da infância é uma responsabilidade coletiva. “Não existe apenas um agente responsável. A sociedade como um todo tem um papel fundamental na proteção e na garantia dos direitos de crianças e adolescentes”, ressaltou.
Já a psicóloga Gláucia Guimarães, do CREAS, destacou que as ações educativas são fundamentais para que mais pessoas compreendam o que caracteriza o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes, tornando-se agentes de proteção. “Fazer Bonito é agir em defesa das crianças, não ter medo de denunciar e entender que uma atitude responsável, pautada no respeito e no acolhimento, pode transformar vidas”, ressaltou.
Durante o treinamento, foram abordados aspectos fundamentais para a atuação responsável diante dessas situações, destacando a necessidade de atenção, sensibilidade e preparo para lidar com casos que, muitas vezes, apresentam sinais sutis. O conhecimento sobre o tema contribui para reduzir falhas na identificação dos casos e fortalece a rede de proteção, garantindo que crianças e adolescentes recebam o acolhimento e o suporte necessários.
Além de ser uma obrigação ética e social, a conscientização sobre o abuso e a exploração sexual infantil é uma ferramenta essencial para salvar vidas e minimizar impactos que podem acompanhar as vítimas por toda a vida. Traumas decorrentes dessas violências podem comprometer o desenvolvimento emocional, social e psicológico das crianças e adolescentes, tornando ainda mais importante a atuação preventiva e o engajamento de todos os profissionais.
A assistente social Marta Pereira destacou a importância de capacitações como essa para fortalecer a rede de proteção à infância. “O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que a proteção é um dever da família, da sociedade e do Estado, e o ambiente hospitalar também faz parte dessa rede de cuidado. Por isso, é fundamental capacitar as equipes para identificar situações de violência, realizar os encaminhamentos necessários e garantir um atendimento humanizado, ético e sigiloso”, afirmou.
Ao promover ações como essa, o Hospital Unimed reafirma seu compromisso com a saúde integral, a responsabilidade social e a construção de um ambiente mais seguro e acolhedor para crianças e adolescentes. Afinal, proteger a infância não é apenas uma missão de especialistas ou instituições específicas, mas um dever coletivo que exige atenção, conhecimento e ação de toda a sociedade.
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