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Prevenindo acidentes com animais peçonhentos

Prevenindo acidentes com animais peçonhentos

Com as chuvas e o calor intenso, esses acidentes são mais comuns no verão, mas algumas medidas de prevenção podem reduzir os riscos

Prevenindo acidentes com animais peçonhentos

8 Fevereiro 2019

O verão é, sem dúvidas, uma das estações mais esperadas: sol, calor intenso, mais tempo para curtir atividades ao ar livre, como parques, praia, piscina. Mas a estação também traz muito calor e chuva, fatores que aumentam a possibilidade de ocorrência de acidentes com animais peçonhentos, como escorpiões, aranhas e cobras. Como gostam de ambientes quentes e úmidos, eles podem ser encontrados em mata fechada e trilhas. Mas nesta época do ano, eles também podem buscar abrigo inclusive dentro da nossa casa.

Segundo o Ministério da Saúde, animais peçonhentos são aqueles que produzem veneno (peçonha) capaz de ser injetado por meio de dentes modificados, aguilhão, ferrão, cerdas urticantes, nemacistos (pequenos órgãos semelhantes a arpões carregados de toxinas), ferrões, entre outros, e envenenar a vítima.

Os animais peçonhentos que mais causam acidentes no Brasil são serpentes, escorpiões, aranhas, mariposas e suas larvas, abelhas, formigas e vespas, besouros, lacraias, peixes, águas-vivas e caravelas. Em áreas urbanas se concentra a maioria dos acidentes com escorpiões, seguidos de aranhas e abelhas. Já em áreas rurais, a maior incidência de casos também envolve escorpiões, seguidos de serpentes e aranhas.

Dependendo da espécie do animal e da gravidade da picada, os acidentes podem levar até mesmo à morte, caso a pessoa não seja socorrida e receba o tratamento adequado a tempo. Por isso, em caso de qualquer picada de animal peçonhento, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente. Todos os casos devem ser notificados, segundo o Ministério da Saúde, pois essas informações podem auxiliar nas estratégias e ações para prevenir esse tipo de acidente.

 

Algumas recomendações para prevenir acidentes com animais peçonhentos

 

Em casa

A recomendação é manter a casa sempre limpa, removendo lixo, entulho e material de construção. Deve-se manter rebocados muros e paredes.

Outra recomendação é manter a grama aparada e os arredores da casa limpos, para evitar o surgimento de insetos que podem servir de alimento para os animais peçonhentos, como baratas.

Não deixe que plantas trepadeiras se encostem na casa e que folhagens entrem pelo telhado ou pelo forro.

Limpe regularmente móveis, cortinas, quadros, cantos de parede e terrenos baldios (este último sempre com uso de equipamentos de proteção individual).

Vede frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros e rodapés.

Utilize telas, vedantes ou sacos de areia em portas, janelas e ralos.

É preciso ter cuidado ao entrar em locais que estão fechados há muito tempo, como casas de veraneio, mantendo algumas precauções:

Bata os colchões e a roupa de cama antes de usá-los.

Balance cuidadosamente roupas, sapatos e toalhas que ficaram no imóvel durante o período em que permaneceu fechado.

Afaste as camas das paredes e evite pendurar roupas fora dos armários.

Limpe o interior e o exterior da casa usando luvas, botas e calças compridas.

Nunca coloque as mãos em buracos ou frestas.

Caso encontre algum animal peçonhento dentro de casa, afaste-se dele sem assustá-lo e entre em contato com o centro de controle de zoonoses da sua cidade.

 

Fora de casa

Se estiver em algum lugar ao ar livre, verifique cuidadosamente a área ao redor de onde você pretende se instalar.

Não monte acampamento próximo a áreas onde normalmente há roedores (plantações, pastos ou matos) que, por conseguinte, podem atrair serpentes.

Evite piqueniques às margens de rios, lagos ou lagoas.

Em regiões de mato alto, use sempre calça comprida e botas.

Próximo a matas e na beira de estradas, evite deixar as portas do carro abertas, principalmente ao anoitecer.

Nunca pegue animais peçonhentos com as mãos.


Texto: Fabiana Gonçalves | Edição: Thaís Guimarães de Lima | Design: Alex Mendes

Fonte: Ministério da Saúde e Instituto Vital Brazil

Conteúdo aprovado pelo responsável técnico-científico do Portal Unimed.


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