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Doação de sangue

Doação de sangue

Esse simples ato pode salvar até quatro vidas. Entenda a importância e como se tornar um doador

Doação de sangue

24 Novembro 2017

Todos os dias, centenas de pessoas precisam de uma transfusão de sangue seja em decorrência de um acidente, queimadura grave; ou por ser portador de hemofilia, leucemia ou anemia. No entanto, o estoque do banco de sangue muitas vezes está abaixo do ideal. Se cada pessoa saudável doasse sangue duas vezes ao ano, o sangue doado seria suficiente para manter os bancos em níveis satisfatórios.

Atualmente, 1,8% da população é doadora de sangue e cada doação pode salvar até quatro vidas. Doar sangue não é perigoso e não prejudica o doador. Durante a doação são retirados menos de 10% do sangue em circulação no corpo, o que corresponde a cerca de 450 ml. Além de salvar vidas, a doação é um ato de solidariedade.

Como doar

O Brasil conta com 27 hemocentros e cerca de 500 serviços de coleta. Para doar sangue basta se dirigir ao posto de coleta da sua cidade, fazer o cadastro, passar pela triagem, entrevista clínica e seguir as orientações das equipes do local. Os requisitos são:

 

 

•   Estar em boas condições de saúde;

•   Ter entre 16 e 69 anos; 

•   Pesar acima de 50 kg;

•   Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas;

•   Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação);

•   Estar com documento original com foto;

•   Homens devem aguardar um intervalo de 60 dias para repetir a doação (no máximo quatro doações em 12 meses); e as mulheres, 90 dias (no máximo três doações em 12 meses).

 

 

Quem não pode doar

O processo de doação de sangue segue regras internacionais de segurança para proteção para tanto do receptor quanto do doador. Sendo assim, não podem doar sangue: 

 

•   Quem é portador de:

Hepatite;

AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas;

Malária;

Lepra (Hanseníase);

Hipertireoidismo e tireoidite de Hashimoto;

Doença autoimune;

Diabetes;

Câncer;

Febre, gripe ou resfriado

 

•  Gravidez e pós-parto, mulheres que estejam amamentando (com exceção se o parto tiver ocorrido há mais de um ano);

•  Quem faz uso de drogas ilícitas injetáveis;

•  Pessoas com comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis;

•  Após ingestão de bebida alcoólica nas últimas 12 horas; 

•  Pessoas que tenham feito tatuagem devem aguardar 12 meses para fazer uma doação.

 

Pessoas que estiveram em situações de risco para contaminação por DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) devem aguardar o período de 12 meses, tempo conhecido como janela imunológica. Nesse período, o exame pode vir falsamente negativo, ou seja, o resultado é negativo, mas a pessoa pode estar contaminada com vírus da Hepatite B e C ou HIV e transmiti-lo. 

Além de responsabilidade em relação ao ato de doação, é preciso honestidade na entrevista, a fim de garantir a saúde dos futuros receptores.

Há ainda outros fatores impeditivos para doação que requer intervalos que variam de 30 a 365 dias. Para mais informações procure o hemocentro da sua cidade ou fale com o Disque Saúde pelo 136. 


Texto: Jailde Barreto / Design: Carolina Moura

Fonte: Fundação Pró-Sangue/ Ministério da Saúde/ Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (HEMOSC)

Conteúdo aprovado pelo responsável técnico-científico do Portal Unimed.


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