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A iniciativa, promovida pela Organização Pan-Americana da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde, também reforça a importância de políticas públicas, ações educativas e estratégias de prevenção que auxiliem a população a reduzir o uso de sal no cotidiano.
O tema tem ganhado cada vez mais espaço entre nutricionistas e profissionais da saúde, especialmente porque o excesso de sal na alimentação está diretamente ligado ao aumento de doenças crônicas, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e problemas renais. Assim como o açúcar, o sal passou a ser visto como um dos grandes vilões das refeições modernas, principalmente diante do crescimento do consumo de alimentos industrializados e ultraprocessados.
Segundo pesquisa da Revista Brasileira de Epidemiologia, o consumo médio de sal pela população adulta chega a aproximadamente 9,3 gramas por dia, quase o dobro do limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que orienta uma ingestão máxima de 5 gramas diárias. Os estudos também apontam que os homens consomem mais sal do que as mulheres. Mesmo diante desses números, muitas pessoas ainda não percebem que exageram na quantidade de sódio presente na alimentação diária.
Além do sal adicionado durante o preparo dos alimentos em casa, existe outro fator importante: o consumo “invisível” de sódio presente em produtos industrializados. Temperos prontos, embutidos, macarrão instantâneo, salgadinhos, refrigerantes, molhos, biscoitos recheados e alimentos congelados concentram quantidades elevadas de sódio e acabam contribuindo significativamente para o excesso diário. Muitas vezes, mesmo sem adicionar mais sal ao prato, a pessoa já ultrapassou o recomendado apenas com os alimentos consumidos ao longo do dia.
Dados apresentados na cartilha “Redução do sódio em alimentos processados e ultraprocessados no Brasil”, do Ministério da Saúde, mostram que o consumo excessivo de sódio está entre os principais fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis. O material também destaca que o excesso de sódio pode favorecer não apenas o aumento da pressão arterial, mas também elevar os riscos de doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral, câncer gástrico, osteoporose, cálculos renais e doença renal crônica. Outro ponto importante apontado pela publicação é a mudança no padrão alimentar dos brasileiros, com aumento progressivo da participação dos alimentos processados e ultraprocessados na ingestão total de sódio.
Uma pesquisa relevante sobre o tema, divulgada pela Universidade de São Paulo (USP), traz informações sobre o conhecimento, a percepção e os hábitos da população brasileira em relação ao consumo de sal e sódio, ajudando a compreender como os brasileiros enxergam a própria alimentação e os impactos desse consumo na saúde.
Dicas para reduzir o consumo de sal no dia a dia
Diante desse cenário, pequenas mudanças de hábito podem fazer grande diferença na saúde e na qualidade de vida.
Substitua o sal por temperos naturais
Faça pequenas mudanças no preparo das refeições
Nesse contexto, especialistas reforçam que iniciativas educativas, campanhas de conscientização e medidas públicas voltadas à melhoria da alimentação da população são fundamentais para estimular hábitos mais saudáveis e reduzir os impactos das doenças relacionadas ao consumo excessivo de sal. Afinal, cuidar da alimentação é também uma forma de investir em saúde, prevenção e qualidade de vida.
Fonte: Revista Ampla
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