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Setembro Amarelo reforça valorização à vida

Dedicado à conscientização e valorização à vida, o mês de setembro acolhe a campanha Setembro Amarelo.
Texto: Revista Ampla
14 de setembro, 2026

A iniciativa busca ampliar o espaço para o diálogo sobre o tema, promover um debate público e reforçar a importância de ações concretas para o cuidado com a vida.

Anualmente, cerca de 727 mil vidas são interrompidas de forma intencional pelo próprio indivíduo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), enquanto muitas outras pessoas tentam tirar a própria vida. Em 2021, essa foi a terceira principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos em todo o mundo.

Por se tratar de uma questão complexa e decorrente de variados fatores, a tentativa de tirar a própria vida pode atingir indivíduos de qualquer classe social, contexto socioeconômico, idade, gênero ou orientação sexual. Mas apesar de uma alta complexidade, ainda pode ser evitado – e estar atento aos indícios de alerta, seja em si mesmo ou em alguém próximo, é a chave para oferecer auxílio a quem mais precisa.

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Identificação dos sinais de alerta 

Não existe uma fórmula exata que possa determinar quando alguém está prestes a atentar contra a própria vida e, por isso, os sinais não devem ser considerados de maneira isolada. Ainda assim, quem passa por momentos de grande sofrimento pode apresentar mudanças de comportamento que exigem atenção especial de amigos e familiares, principalmente quando diferentes “sintomas” aparecem ao mesmo tempo. Entre os sinais estão:

  • Aparecimento ou agravamento de problemas de comportamento ou de manifestações verbais em um período de pelo menos duas semanas;
  • Sentimento de falta de esperanças, culpa, visão negativa de sua vida e futuro;
  • Expressão de ideias ou de intenções contra a própria vida;
  • Isolamento.

Ademais, outros fatores como perda de emprego, crises econômicas, conflitos familiares, discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, agressões psicológicas ou doenças, ainda que não determinantes, podem ser fatores de maior vulnerabilidade.

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Onde buscar ajuda:

  • CAPS e Unidades Básicas de Saúde (saúde da família, postos e Centros de Saúde);
  • UPA 24H, SAMU 192, pronto-socorro; hospitais;
  • Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita).

Centro de Valorização da Vida – CVV

Para quem busca suporte emocional e apoio imediato, o Centro de Valorização da Vida (CVV) disponibiliza atendimento gratuito e sigiloso. O serviço voluntário opera pelo telefone 188 (24 horas por dia e sem custo de ligação), chat, e-mail e pessoalmente em alguns endereços. Acesse o site e confira os pontos de atendimento.

Conversa Ampla

No episódio abaixo do Conversa Ampla, a psiquiatra Fernanda Nedel, explica como foi criada a data e destaca também a importância de ficar atento aos sinais dados por quem está em dificuldade. Lembre-se: cada um de nós pode fazer algo para ajudar quem precisa. Confira AQUI!

Fonte: OMS; Ministério da Saúde.