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O grande objetivo das terapias é garantir à criança, maior autonomia e independência possível. Para isso, a criança precisa ser capaz de GENERALIZAR, ou seja, reproduzir todos os aprendizados da terapia, para os demais ambientes em que está inserida Algumas estratégias podem ser implementadas ao dia a dia da criança, pois os treinos realizados em ambiente clínico podem ser treinados também em ambiente natural, promovendo a generalização dos comportamentos aprendidos. Abaixo alguns exemplos:
Atividades rotineiras como um simples trajeto para a escola, podem ser oportunidades para o treino de habilidades de atividades de vida diária, treino de habilidades de comunicação, tato (nomeação), entre outras.
Para indivíduos com TEA, que têm dificuldades na comunicação verbal, é importante ensinar habilidades de comunicação funcional com o apoio do uso de imagens, gestos ou sistemas de comunicação aumentativa e alternativa (CSA/CAA) e/ou dispositivos de comunicação assistida. Estratégias: use sistemas de comunicação visual; ensine-a a solicitar objetos ou necessidades básicas por meio de cartões ou imagens; incentive-lhe a comunicação social e ensine-lhe habilidades de conversação simples.
Ensine-lhe habilidades de autocuidado, como escovar os dentes, tomar banho, vestir-se e alimentar-se de maneira independente, de acordo com as capacidades individuais da pessoa. Estratégias: quebre as habilidades em passos simples e ensine cada passo de forma sequencial e repetida. Escove os seus dentes enquanto a criança escova os dentes dela.
Ensine para a criança habilidades práticas de vida diária, como preparar lanches simples, arrumar a cama, organizar objetos pessoais e ajudar com tarefas domésticas leves. Estratégias: utilize rotinas consistentes; forneça instruções claras e simples; modele as habilidades desejadas. Você pode ajudar a criança a fazer as atividades.
Ensine ao autista habilidades sociais básicas, como: fazer contato visual, cumprimentar outras pessoas, esperar a vez, compartilhar brinquedos e participar de jogos simples. Estratégias: brinque com a criança usando massinha de modelar; façam leituras de livros infantis; simule situações do cotidiano que necessitem de interação por parte da criança.
Promova o desenvolvimento motor fino e grosso, como habilidades de manipulação de objetos, coordenação motora, equilíbrio e coordenação visomotora. Estratégias: ofereça atividades sensoriais (massinha de modelar, slime) e motoras variadas; use brincadeiras (pular corda, andar de bicicleta) e jogos (twister, boliche) que estimulem o movimento e a coordenação, e forneça suporte físico e visual conforme necessário
Incentive a autonomia e a tomada de decisão, permitindo que a pessoa faça escolhas simples e participe ativamente das atividades diárias. Estratégias: ofereça três opções de roupas (de acordo com a ocasião), para que a criança faça a escolha. Encoraje a tomada de decisões simples; forneça-lhe apoio e orientação conforme for necessário, e elogie as tentativas e sucessos.
Considerando a curva da crise de desregulação, se a família identificar e agir antes do ápice da crise, poderá evitar que ela ocorra ou que se prolongue.
Entendendo a causa: identifique o que pode estar desencadeando o comportamento. Pode ser algo na mudança da rotina, dificuldade de comunicação ou frustração. Comunique-se com ela de forma clara e direta: use linguagem simples e direta para explicar o que é o adequado; utilize também comunicação visual, se necessário ou possível. Ofereça apoio sensorial: se o comportamento estiver relacionado com as sensibilidades sensoriais, ofereça-lhe apoio sensorial adequado, como redução de estímulos ou objetos sensoriais para ajudar a se acalmar. Implemente estratégias de regulação emocional: ajude a criança a desenvolver habilidades de regulação emocional como: contar até dez, soprar objeto de auxílio à respiração regulada, usar palavras ou mostrar figuras que expressem suas emoções.
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