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Outubro Rosa: informação ajuda na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de mama

Em entrevista para a TV Passos, o oncologista da Unimed Sudoeste de Minas, Pedro Henrique Maia, aborda rastreamento, mamografia, fatores de risco, histórico familiar e sinais de alerta
05 de outubro, 2026

O Outubro Rosa é um período dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, uma das principais doenças que afetam a saúde das mulheres. Para ampliar o acesso à informação, a Unimed Sudoeste de Minas participou de uma entrevista para a TV Passos com o oncologista Pedro Henrique Maia, que trouxe orientações sobre prevenção, rastreamento e cuidados com a saúde das mamas.

Durante a entrevista, o especialista abordou temas como rastreamento do câncer de mama, mamografia, autoexame, fatores de risco, histórico familiar, predisposição genética, sintomas, diagnóstico e tratamento.

O que é o câncer de mama?

O câncer de mama ocorre quando células da mama passam a se multiplicar de forma desordenada, podendo formar um tumor. Existem diferentes tipos e características da doença, por isso a avaliação médica e o diagnóstico adequado são fundamentais para definir a melhor conduta em cada caso.

Embora o risco aumente com a idade, o câncer de mama também pode ocorrer em mulheres mais jovens. Por isso, alterações nas mamas devem ser avaliadas por um profissional de saúde, independentemente da idade.

Rastreamento e diagnóstico precoce

Uma das principais questões abordadas pelo oncologista Pedro Henrique Maia foi a importância do rastreamento do câncer de mama.

O rastreamento busca identificar alterações suspeitas antes mesmo do aparecimento de sintomas. A mamografia é um dos principais exames utilizados nesse acompanhamento, mas a indicação e a periodicidade dos exames devem considerar a idade, o histórico de saúde e os fatores de risco de cada mulher.

O diagnóstico precoce aumenta as possibilidades de tratamento e pode contribuir para melhores resultados. Por isso, manter o acompanhamento de saúde e realizar os exames indicados para cada caso são atitudes importantes.

Histórico familiar e fatores genéticos

Ter familiares que tiveram câncer de mama é um fator que merece atenção. Algumas alterações genéticas hereditárias podem aumentar o risco de desenvolvimento da doença, especialmente quando existem vários casos de câncer de mama ou de ovário na família, casos em idades mais jovens ou outros padrões familiares específicos.

Por isso, mulheres com histórico familiar de câncer de mama devem conversar com seu médico para avaliar individualmente o risco e verificar se é necessário um acompanhamento diferenciado.

Câncer de mama em mulheres mais jovens

O diagnóstico de câncer de mama em mulheres mais jovens também foi abordado durante a entrevista. Embora a idade seja um dos fatores relacionados ao risco, mulheres jovens não estão livres da doença.

A presença de alterações como nódulos, mudanças na pele ou no formato da mama, alterações no mamilo ou secreções deve ser avaliada por um profissional. Nem toda alteração significa câncer, mas investigar é fundamental.

Quais sinais merecem atenção?

Entre as alterações que podem indicar a necessidade de avaliação médica estão:

  • presença de um nódulo ou caroço na mama;
  • alteração no formato ou tamanho da mama;
  • mudanças na pele, como retração ou aspecto semelhante à “casca de laranja”;
  • alterações no mamilo;
  • secreção mamilar, especialmente quando ocorre de forma espontânea;
  • alterações persistentes que não eram habituais.

A dor nas mamas, por sua vez, pode ter diferentes causas e nem sempre está relacionada ao câncer. Por isso, sintomas persistentes ou alterações percebidas pela mulher devem ser avaliados individualmente.

Autoexame substitui a mamografia?

O conhecimento sobre o próprio corpo é importante e pode ajudar a mulher a perceber alterações nas mamas. No entanto, o autoexame não substitui a avaliação médica nem os exames de rastreamento indicados para cada mulher.

Mais importante do que seguir uma técnica rígida de autoexame é estar atenta às mudanças nas próprias mamas e procurar atendimento quando perceber alguma alteração.

Informação também é cuidado

O Outubro Rosa reforça a importância de falar sobre o câncer de mama durante todo o ano. Conhecer os fatores de risco, manter o acompanhamento de saúde, realizar os exames recomendados e procurar atendimento diante de alterações são atitudes que fazem parte do cuidado com a saúde das mamas.

Na entrevista para a TV Passos, o oncologista Pedro Henrique Maia, da Unimed Sudoeste de Minas, reforça que informação de qualidade também é uma forma de cuidado.

Assista à entrevista completa e compartilhe informação. Cuidar da saúde também é estar atento, buscar orientação e não deixar o acompanhamento para depois.

 

Perguntas e respostas 

O que é o câncer de mama?
O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células da mama, que pode levar à formação de um tumor. Existem diferentes tipos de câncer de mama, com características e tratamentos distintos.

Quais são os principais fatores de risco para o câncer de mama?
Entre os fatores de risco estão idade, histórico familiar, alterações genéticas hereditárias, fatores hormonais, excesso de peso, consumo de álcool e sedentarismo. Ter um fator de risco não significa que a mulher necessariamente desenvolverá a doença.

Ter casos de câncer de mama na família aumenta o risco?
Sim. O histórico familiar pode aumentar o risco, principalmente quando há vários casos na família, diagnósticos em idades mais jovens ou ocorrência de câncer de mama e ovário. Nesses casos, é importante conversar com um médico para avaliar o risco individual.

Mulheres mais jovens também podem ter câncer de mama?
Sim. Embora o risco aumente com a idade, o câncer de mama também pode ocorrer em mulheres mais jovens. Por isso, alterações nas mamas devem ser avaliadas por um profissional de saúde, independentemente da idade.

O que é o rastreamento do câncer de mama?
É o acompanhamento realizado para identificar alterações suspeitas antes que apareçam sinais ou sintomas. A estratégia de rastreamento deve considerar a idade e os fatores de risco de cada mulher.

Quando fazer a mamografia?
A indicação da mamografia e a periodicidade do exame dependem da idade, do histórico familiar e de outros fatores de risco. A recomendação deve ser individualizada pelo profissional de saúde que acompanha a mulher.

O autoexame substitui a mamografia?
Não. Conhecer as próprias mamas ajuda a perceber alterações, mas o autoexame não substitui a avaliação médica nem os exames de imagem indicados para o rastreamento.

Todo nódulo na mama é câncer?
Não. Existem diversos tipos de nódulos e alterações benignas nas mamas. Entretanto, qualquer alteração nova ou persistente deve ser avaliada por um profissional de saúde.

Dor na mama pode ser câncer?
A dor nas mamas pode ter diversas causas e, isoladamente, nem sempre está relacionada ao câncer. Quando é persistente ou acompanhada de outras alterações, é importante buscar avaliação médica.

Por que o diagnóstico precoce do câncer de mama é importante?
A identificação da doença em fases iniciais pode ampliar as possibilidades de tratamento e contribuir para melhores resultados. Por isso, o acompanhamento adequado e a investigação de alterações são fundamentais.

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