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Voltar Setembro Amarelo reforça a importância do cuidado com a saúde mental durante todo o ano

Setembro Amarelo reforça a importância do cuidado com a saúde mental durante todo o ano

Falar sobre saúde mental, reconhecer sinais de sofrimento, combater o estigma e fortalecer as redes de apoio são atitudes que fazem parte da prevenção e do cuidado
28 de setembro, 2026


 

O Setembro Amarelo é um movimento de conscientização e prevenção do suicídio que amplia, especialmente durante o mês de setembro, o espaço para conversas sobre saúde mental, valorização da vida e busca por ajuda. Mais do que uma campanha realizada em um período específico, a data também representa uma oportunidade para fortalecer uma cultura de cuidado que deve estar presente durante todo o ano.

Para falar sobre o assunto, a TV Passos entrevistou a psicóloga Geovana Silva Marques (CRP 04/83479), que aborda a importância de falar sobre saúde mental de forma aberta, acolhedora e sem julgamentos.

Por que falar sobre saúde mental?

Nem todo sofrimento é visível. Uma pessoa pode manter sua rotina, trabalhar, conviver socialmente e até demonstrar estar bem, mesmo enfrentando um período de intenso sofrimento emocional.

Por isso, criar espaços para conversas francas é uma forma de cuidado. O diálogo pode ajudar a pessoa a expressar o que está vivendo, perceber que não precisa enfrentar as dificuldades sozinha e se aproximar de uma rede de apoio.

O cuidado com a saúde mental também passa pela prevenção. Não é necessário esperar uma situação chegar ao limite para buscar ajuda ou oferecer apoio a alguém.

O estigma pode afastar as pessoas do cuidado

O medo do julgamento, a vergonha, a dificuldade de encontrar palavras e a ideia de que é preciso resolver tudo sozinho podem fazer com que uma pessoa esconda o que está vivendo.

Nesse contexto, combater o estigma é parte importante da promoção da saúde mental. Informação, escuta, empatia, acolhimento e acesso ao cuidado ajudam a diminuir essa distância e favorecem a busca por apoio.

Também é importante evitar julgamentos baseados apenas na aparência ou no comportamento de uma pessoa. Nem todo sofrimento aparece de maneira evidente.

Quais sinais podem indicar sofrimento emocional?

Não existe um único sinal capaz de definir uma situação, já que o sofrimento pode ter diferentes causas e manifestações. Entretanto, algumas mudanças merecem atenção, especialmente quando são persistentes ou representam uma alteração significativa na rotina.

Entre os sinais que podem ser observados estão:

  • mudanças bruscas de comportamento;
  • isolamento ou afastamento;
  • perda de interesse por atividades antes prazerosas;
  • alterações no sono e na rotina;
  • irritabilidade ou sofrimento intenso;
  • sensação de ser um peso;
  • dificuldade de concentração;
  • sensação de sobrecarga;
  • desmotivação;
  • queda no rendimento;
  • dificuldade de pedir ajuda.

No ambiente de trabalho, perceber mudanças também pode ser uma forma de cuidado. A atenção, porém, deve vir acompanhada de respeito e compreensão, sem transformar um comportamento isolado em um diagnóstico.

Como ajudar alguém que não está bem?

Quando percebemos que alguém pode estar passando por um momento difícil, não é necessário ter todas as respostas. Muitas vezes, o primeiro passo é simplesmente abrir espaço para a conversa e escutar sem julgamento.

Uma abordagem acolhedora pode envolver:

Perceber: notar mudanças e possíveis sinais de sofrimento.

Perguntar: demonstrar disponibilidade para conversar.

Escutar: ouvir sem julgamentos e sem tentar resolver imediatamente a situação.

Validar: reconhecer que aquele sofrimento importa.

Encaminhar: aproximar a pessoa de um cuidado adequado quando necessário.

Também é importante evitar frases prontas que possam minimizar aquilo que a pessoa está sentindo. Em vez de tentar encontrar rapidamente uma solução, ouvir e compreender pode ser uma forma mais efetiva de oferecer apoio.

Cuidar da própria saúde mental também é prevenção

O autocuidado não precisa começar somente quando uma pessoa chega ao limite. Observar como estão os pensamentos, as emoções, o corpo, os relacionamentos e a relação com o trabalho pode ajudar a reconhecer sinais de sobrecarga.

Dificuldade de concentração, pensamentos acelerados, ansiedade, tristeza, cansaço, alterações no sono, tensão, isolamento, conflitos, desmotivação e sensação de estar funcionando no “automático” são alguns sinais que podem indicar que é importante olhar com mais atenção para si.

Pedir ajuda também é uma forma de cuidado.

Onde buscar ajuda?

Ao perceber sofrimento emocional ou a necessidade de apoio, é importante procurar profissionais e serviços de saúde e também contar com uma rede de apoio formada por familiares, amigos e pessoas de confiança.

Em situações de emergência, podem ser procurados serviços como UPA ou pronto-socorro, além do SAMU, pelo telefone 192.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) também oferece apoio emocional pelo telefone 188, de forma gratuita, voluntária, sigilosa e anônima.

Na Unimed Sudoeste de Minas, o Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) também integra a rede de cuidado. O contato é (35) 3529-2636.

Sobre a profissional entrevistada

Geovana Silva Marques — Psicóloga (CRP 04/83479) é graduada em Psicologia pelo Centro Universitário Municipal de Franca (Uni-FACEF). Possui experiência em Psicologia Clínica, Hospitalar e Social, com atuação em saúde mental, acolhimento e cuidado psicológico.

Assista à entrevista

Na entrevista à TV Passos, Geovana Silva Marques conversa sobre Setembro Amarelo, saúde mental, prevenção, estigma, sinais de sofrimento, acolhimento e a importância de fortalecer redes de apoio.

Confira a entrevista completa:

 

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