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Maternidade solo: atenção com a saúde mental

Maternidade solo: atenção com a saúde mental

Descubra dicas para enfrentar os desafios diários e cuidar das emoções.

Maternidade solo: atenção com a saúde mental

9 Maio 2024

 

 

Assumir sozinha a responsabilidade pela criação dos filhos é uma realidade e um desafio enfrentado por milhares de mulheres no mundo todo.

 

Para se ter uma ideia, segundo o artigo da Universidade de Brasília, uma a cada oito dessas mulheres na faixa dos 18 aos 60 anos é mãe solo, e esse número tende a crescer.

A tentativa de equilibrar integralmente os múltiplos papéis envolvidos na criação dos filhos torna esse grupo mais suscetível a problemas como pânico, ansiedade e depressão quando comparado a outras mães, prejudicando sua saúde mental.

 

 

Além de impactar o bem-estar emocional, o estresse materno traz consequências para as crianças, já que está associado ao risco de complicações durante a gravidez, à maior ocorrência de partos prematuros, ao baixo peso de bebês e, também, pode afetar o vínculo mãe-filho.

Para garantir um ambiente saudável tanto para as mães quanto para os filhos, é essencial buscar apoio e recursos para lidar com os problemas do dia a dia.

 

Sobrecarga de responsabilidades

imagem de uma mãe descansando com seu bebe

Quando uma mulher está sozinha na criação dos filhos, toda a responsabilidade recai sobre ela.

A sobrecarga imposta pelos problemas cotidianos da monoparentalidade é, sem dúvida, um dos principais desafios da maternidade solo e pode impactar a saúde mental dessas mulheres.

Além de ter que trabalhar para sustentar a família, em muitas realidades, é ela quem precisa cuidar da casa, da alimentação, da educação e dos desafios emocionais, financeiros e logísticos que surgem nesse contexto.

 

Solidão e isolamento

 

Lidar com todas as responsabilidades da maternidade sem alguém com quem compartilhar as alegrias e os desafios do dia a dia pode levar à sensação de isolamento e insegurança.

Além disso, a falta de tempo para si e para interações sociais contribui para o sentimento de solidão, podendo levar à exaustão emocional.

 

Quando o corpo todo reclama

 

Além da sobrecarga das tarefas e da falta de tempo para o autocuidado, essas mães ainda precisam lidar com as mudanças hormonais típicas da gravidez e do período pós-parto. Essas alterações hormonais também podem levar as mulheres a sentirem irritabilidade, tristeza e ansiedade.

Buscar ajuda profissional, ter um olhar mais amoroso para si e manter uma comunicação aberta sobre seus sentimentos são estratégias importantes para lidar com os desafios emocionais associados a todas essas mudanças.

 

Baby Blues: você conhece esse termo?

O termo em inglês, que não possui, necessariamente, uma tradução para o português, trata-se de uma tristeza profunda que pode durar até a segunda semana pós-parto, quando as mulheres ficam mais chorosas, inseguras e sobrecarregadas. Vale lembrar que o baby blues não tem as mesmas características de uma depressão pós-parto, pois tende a se resolver sem tratamento específico, mas sempre com o suporte familiar. Caso os sintomas não desapareçam, é importante buscar orientação profissional.

Fonte: Fiocruz

 

 

 

Dicas para mães solo

imagem de uma mãe estudando com seu filho

A maternidade solo traz desafios únicos que podem exigir muita força, paciência e resiliência. Nesse contexto, é fundamental buscar estratégias de autocuidado. Algumas delas estão listadas abaixo:

•             Crie uma rede de apoio – nem sempre a principal rede de apoio está centrada no contexto familiar. Conecte-se com outras mães solo, que compartilham situações semelhantes às suas, e crie uma rede colaborativa.

•             Peça ajuda – não tenha medo de recorrer ao apoio de pessoas que fazem parte do seu círculo de amigos, familiares e aliados nos momentos de necessidade. É muito importante entender que você não é uma super-heroína capaz de fazer tudo sozinha o tempo todo.

•             Cuide de sua saúde física – exercícios regulares, alimentação saudável e descanso suficiente ajudam na manutenção da saúde. Se o tempo for escasso, considere uma maneira de adaptar a sua rotina para favorecer a atividade física, como trocar elevadores por escadas ou fazer a caminhada enquanto passeia com o bebê.

•             Procure apoio profissional – caso tenha dificuldade em lidar com estresse, emoções, solidão e ansiedade, não hesite em buscar ajuda psicológica. A saúde emocional em dia é o primeiro passo para conseguir dar mais tranquilidade para sua rotina e os outros tantos desafios da maternidade.

 

Lembre-se: cuidar da saúde mental é fundamental para manter o equilíbrio emocional e lidar de forma eficaz com as exigências da maternidade, e a resiliência da mãe solo fica fortalecida com autocuidado e apoio.

 

Ainda neste tema, fique por dentro dos principais dados sobre gravidez na adolescência e entenda um pouco mais como isso afeta os jovens.

 

Fontes: USP, Universidade de Brasília, Fiocruz


Agência SA 365 | Edição e Revisão: Unimed do Brasil

Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil


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