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O papel do pai na amamentação

O papel do pai na amamentação

Quando o pai participa do processo e estuda o tema, as chances de sucesso no aleitamento são maiores

O papel do pai na amamentação

3 Agosto 2022
O Dia dos Pais acontece no mesmo mês em que ocorre a campanha de incentivo ao aleitamento materno: o Agosto Dourado.
E, sim, as duas datas estão conectadas!

 

Isso porque, mesmo que não possa amamentar, o pai e seu apoio impactam positivamente todo o núcleo familiar. É bom tanto para os bebês quanto para os pais, que fortalecem seu vínculo desde o início da vida. Além disso, é bom para as mães, que podem compartilhar a carga emocional e física de cuidar e nutrir a criança.

Pai levando bebê para amamentação

 

Não é à toa que famílias que fizeram imersão prévia no tema alcançam maiores taxas de sucesso no aleitamento materno.

Segundo estudo canadense divulgado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, nessas famílias, chega a 95% a taxa de crianças em aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade. No grupo em que os pais só se informaram sobre o assunto após o nascimento, esse número cai para 88%.

Está se preparando para ser pai e exercer uma paternidade ativa? Este texto é para você!

 

 

5 fatos sobre amamentação que o pai precisa saber

 

A paternidade ativa começa antes do parto, ainda no pré-natal. Isso porque estar preparado para as dificuldades comuns dos primeiros dias ajuda a família a se manter firme no propósito do aleitamento materno. Nesse sentido, existem algumas informações sobre a amamentação que os pais também precisam saber antes mesmo do nascimento do bebê.

2. Não existe leite fraco

O leite materno tem cerca de 250 substâncias bioativas, proteínas, vitaminas, gorduras, açúcares e água. Além disso, ele oferece anticorpos que ajudam a proteger a criança contra infecções, alergias e outras doenças.

 

3. O estresse pode afetar a produção de leite

Isso porque a glândula que regula as emoções é a mesma que produz os hormônios, como a prolactina, que é responsável pela produção do leite

 

4. Amamentar cansa e pode doer

O organismo da mulher gasta cerca de 500 calorias por dia para produzir leite. Demanda muito esforço. Além disso, pode haver fissuras no mamilo e ingurgitamentos mamários (empedramento do leite), que provocam dores muito fortes. É importante entender para ajudar!
 

 

5. Nem todo choro do bebê é fome

Essa é a única forma que o bebê tem de comunicar todas as suas necessidades: calor, frio, fralda suja, cólica, ou vontade de colinho. E o pai também pode atender a todas essas demandas. Por isso, não é necessário entregar o bebê para a mãe a cada vez que ele chorar, certo?

 

 

Como o pai pode apoiar o aleitamento materno

Pai auxiliando na amamentação do bebê

Ao se informar sobre o assunto, o pai percebe o quanto é importante apoiar a decisão materna de amamentar. E ele pode ajudar proporcionando um ambiente confortável, dividindo outras tarefas e acolhendo mãe e bebê. Veja algumas dicas práticas:

 

  1. À noite, pegar o bebê e levar até a mãe na hora de mamar. Ficar com o bebê para ajudar na hora de arrotar.
  2. Assumir tarefas da casa e com outros filhos para que a mãe tenha disponibilidade para amamentar.
  3. Reconhecer o esforço e elogiar a mãe e a decisão de amamentar.
  4.  Levar água para a mãe, e ajudar a ela e ao bebê a ficarem confortáveis para o aleitamento, em casa ou em qualquer outro ambiente.
  5.  Aprender técnicas para oferecer leite materno com copinho, quando a mãe precisar se ausentar. Isso porque a mamadeira pode gerar confusão de bicos e vir a atrapalhar a pega no peito.

 

 

A relação entre pai e filho começa antes mesmo do nascimento e se renova e fortalece a cada dia. E é natural que surjam muitas dúvidas. Por isso, aprender e conversar sobre as decisões em conjunto é muito melhor para todos.

 

Aliás, você sabe quais são os exames feitos em bebês recém-nascidos?
Confira aqui:
Além do teste do pezinho: exames essenciais para recém-nascidos

 

Fontes: SBP |  Laboratório Oswaldo Cruz | Instituto Nascer | Artigo Revista USP


Agência Babushka | Edição e Revisão: Unimed do Brasil

Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil


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