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O mês de abril também recebe a campanha de Abril Azul, dedicada à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e trazendo reflexões essenciais sobre o diagnóstico precoce, o respeito às particularidades das pessoas no espectro e a importância de um ambiente inclusivo na sociedade. Para isso, em 2025 a campanha nacional adota o tema "Entenda, respeite e abrace", incentivando a compreensão sobre o TEA e a redução de barreiras que dificultam a participação ativa das pessoas no espectro na sociedade.
A identificação de sinais do autismo ainda na primeira infância é essencial para o desenvolvimento da pessoa no espectro. Segundo a estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), o TEA afeta cerca de 1 em cada 100 crianças no mundo. Partindo da projeção do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos de que o transtorno atinja entre 1% e 2% da população, estima-se que aproximadamente 2 milhões de pessoas estejam no espectro no Brasil. De acordo com especialistas, o diagnóstico pode ser realizado já a partir dos 18 meses de idade.
Para isso, é importante que pais e profissionais de saúde estejam atentos aos marcos de desenvolvimento da criança. Entre os sinais precoces que merecem atenção estão dificuldades na interação social, atraso na aquisição da linguagem, padrões restritos de interesse e comportamentos repetitivos. Contudo, é fundamental que a avaliação seja conduzida por uma equipe multiprofissional, incluindo pediatras, neurologistas, psicólogos e terapeutas ocupacionais, garantindo um olhar amplo e cuidadoso sobre cada caso.
Como mencionado, o diagnóstico do autismo é complexo e requer uma abordagem detalhada por parte dos profissionais de saúde. Isso porque muitos sinais do TEA podem ser confundidos com outros transtornos do neurodesenvolvimento, o que reforça a importância de uma investigação minuciosa e baseada em protocolos internacionais.
Para auxiliar nessa missão, médicos, enfermeiros e terapeutas precisam estar atentos à evolução comportamental de crianças e adolescentes, orientando as famílias para um acompanhamento adequado. Cabe ressaltar que uma equipe multidisciplinar de profissionais capacitados é essencial para guiar os pais e cuidadores dessas crianças acerca de cada passo a ser seguido para confirmar ou descartar suspeitas.
É importante entender que diagnosticar é apenas o primeiro passo. Isso porque é necessário garantir que pessoas com TEA tenham acesso à educação, ao mercado de trabalho e à vida social de maneira plena e isso é uma responsabilidade coletiva. Assim, escolas, empresas e comunidades devem estar preparadas para receber e apoiar pessoas no espectro, promovendo adaptações que favoreçam seu desenvolvimento e bem-estar.
Por fim, é fundamental que pais, educadores, gestores e profissionais de saúde desempenhem seus papéis na inclusão de crianças, adolescentes e adultos com autismo. Embasada neste compromisso, a gestora da área de Terapias Integradas da Unimed Cerrado, Denísia Bahia, reforça o comprometimento da Unimed Cerrado, em garantia de acesso e atendimento de qualidade a todos os seus beneficiários. Para isso, algumas ações importantes incluem:
- Divulgação de informação de qualidade sobre o TEA para reduzir mitos e preconceitos; - Criação de ambientes adaptados em escolas e espaços públicos para facilitar a participação de autistas; - Capacitação de profissionais para melhorar o atendimento e o suporte a essas pessoas; - Incentivo ao protagonismo das pessoas com autismo, valorizando suas habilidades e talentos.
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