Carnaval e ISTs: festividade está relacionada a aumento sazonal de casos entre jovens - Unimed Cerrado

Carnaval e ISTs: festividade está relacionada a aumento sazonal de casos entre jovens

Especialistas reforçam a importância do uso de preservativos e esclarecem dúvidas acerca das infecções mais comuns
21 de fevereiro, 2025


 

Os dias de festa do Carnaval se aproximam e a expectativa pelo descanso e pela folia toma conta da maioria dos brasileiros. Contudo, o feriado é comumente associado a alguns excessos, o que tende a comprometer também a segurança das relações sexuais. Diante disso, o médico ginecologista e obstetra Miguel Queiroz, cooperado da Unimed Cerrado, alerta para a importância de cuidados básicos para reduzir o risco de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). 

“Infelizmente, há um aumento sazonal dos casos de ISTs no Carnaval. Isso porque as pessoas ficam mais propensas ao uso de álcool, ao uso de drogas e, consequentemente, a terem relações sexuais desprotegidas”, alerta o especialista.

Diante disso, o médico reforça a importância do uso de preservativo em cada relação praticada. Embora a dica pareça simples e, de certo modo, até mesmo banal, o especialista esclarece porque esse cuidado é tão fundamental. “O preservativo é a melhor proteção contra ISTs porque é um método de barreira. Ele evita o contato de secreções genitais dos parceiros e, consequentemente, evita o contágio”.

ISTs mais comuns

Entre os casos registrados na esteira das festividades de Carnaval, os especialistas listam que a sífilis, o HIV, hepatites virais, herpes genital e HPV (vírus do papiloma humano) são as infecções mais comuns. Embora dados do “Boletim Epidemiológico - HIV e aids” do Ministério da Saúde mostram uma queda gradativa nos casos de HIV e aids no Brasil no apanhado histórico entre 2000 e 2023, o índice registra crescimento quando o foco é voltado exclusivamente para homens com idade entre 15 e 29 anos. Já com relação à sífilis, os dados também mostram aumento entre homens, mulheres e gestantes.

Carnaval, ISTs e prevenção

Diante disso, os médicos cooperados que integram a rede de cuidados da Unimed Cerrado reforçam a importância da prática de sexo seguro como a melhor forma de evitar essas infecções. Indo além, eles explicam que as ISTs possuem um período de incubação que precede o aparecimento de sintomas. Isso significa que, normalmente, possíveis infecções só serão notadas dias ou até semanas após o ato sexual.

Sendo assim, o preservativo - quando usado de forma adequada - se mantém como a principal forma de prevenção. Cabe ressaltar que ele deve ser colocado da forma correta e é de uso único, ou seja, deve ser descartado após cada relação sexual.

Para todos os efeitos, o ginecologista Miguel Queiroz explica que algumas ISTs como a hepatite B e o HPV possuem vacinas eficazes disponíveis na rede pública de saúde. Já casos de HIV podem ser submetidos à profilaxia medicamentosa pós-exposição. Porém, é necessário acompanhamento médico para isso.

Sendo assim, é fundamental buscar atendimento médico com um médico de família, ginecologista ou urologista imediatamente após o surgimento de qualquer lesão na região genital, a ocorrência de corrimentos atípicos ou a suspeita de exposição.

“Os principais sinais e sintomas de uma possível infecção de IST são, especialmente, o surgimento de secreção, tanto na vagina como na região peniana, mas também podem ocorrer algumas lesões, verrugas ou algumas vesículas, tanto na região da vagina ou peniana. Além disso, a presença de dor durante a relação sexual, de corrimento na mulher com cheiro mais forte, edema na região genitália, todos esses são sinais e sintomas de uma possível infecção por doença sexualmente transmissível”, destaca o ginecologista.

ISTs: é importante saber

Diante do risco de infecções, é importante saber um pouco mais sobre cada uma delas. Por exemplo, a manifestação da sífilis não se limita aos órgãos genitais, podendo ocorrer manchas espalhadas por todo o corpo, incluindo palma das mãos e planta dos pés.

Já com relação ao HIV, é fundamental destacar que a infecção se dá pelo contato sexual e pelo sangue. O compartilhamento de objetos como agulhas, seringas, materiais perfurocortantes também oferecem risco de contaminação. Porém é importante destacar que objetos como talheres e copos ou mesmo de vasos sanitários não oferecem riscos de contrair a doença. Da mesma forma, pessoas infectadas em tratamento e com carga viral indetectável não transmitem HIV por meio de relações sexuais.

O efeito do álcool x IST

Outro excesso comum durante o Carnaval diz respeito ao consumo de bebida alcoólica. Além dos efeitos nocivos para o organismo no médio e longo prazo, esse fator também tende a afetar a tomada de decisão sobre a adoção de cuidados durante as festas. Se possível, também é recomendada a realização de consultas e exames de rotina antes e depois das festas. Com essas orientações, a Unimed Cerrado espera que o Carnaval seja repleto de bons momentos e recordações felizes.
 

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