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As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) têm apresentado aumento substancial de casos em vários países nos últimos anos, incluindo o Brasil. Nesse cenário, a campanha Dezembro Vermelho visa conscientizar a população sobre a importância da prevenção do HIV, Aids e outras infecções. É importante pontuar que dados do Ministério da Saúde (MS) apontam que os novos casos de HIV, por exemplo, têm se concentrado sobretudo em jovens de 15 a 24 anos.
Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que mais de um milhão de ISTs curáveis e não virais ocorram diariamente no mundo em pessoas com idade entre 15 e 49 anos. De volta ao recorte nacional, os dados mais recentes mostram que foram notificados mais de 40 mil novos casos de HIV no Brasil em 2022, número que representa um aumento de registros na comparação com outros anos. Mais do que isso, outras ISTs, como sífilis, gonorreia e clamídia, também têm avançado de forma alarmante no País. Esse quadro geral reforça ainda mais a importância da campanha de Dezembro Vermelho.
É importante esclarecer que o termo “doença” foi substituído por “infecção” pela OMS uma vez que doença tem relação com sintomas visíveis, enquanto infecção faz referência a condições assintomáticas. Assim, as ISTs são transmitidas principalmente por meio de relações sexuais desprotegidas. Por isso, o uso de preservativos ainda é uma das formas mais eficientes de evitar a transmissão dessas infecções, e a conscientização sobre o tema é fundamental para incentivar hábitos seguros, especialmente entre jovens, que são o principal grupo de risco.
Como a nomenclatura sugere, muitas ISTs, incluindo o HIV, podem permanecer assintomáticas por um longo período. No caso do HIV, sintomas como febre, dor de garganta, cansaço extremo e perda de peso sem motivo aparente podem se manifestar meses ou anos após a infecção inicial, dificultando o diagnóstico sem exames regulares. Assim, realizar consultas de rotina com médicos e fazer exames de detecção, como o teste rápido, são medidas essenciais para o diagnóstico precoce. O acompanhamento regular permite não só o tratamento eficaz da doença como também a redução do risco de transmissão.
Dada a dificuldade do rastreio, o Dezembro Vermelho é um lembrete de que, além do uso de preservativos, outros hábitos podem ajudar a reduzir os riscos de infecção. Conversar abertamente com parceiros sobre saúde sexual, realizar exames de rotina e adotar a prática de não compartilhar agulhas são cuidados importantes. Outra medida relevante é a profilaxia pré-exposição (PrEP), um medicamento disponível no SUS para prevenção do HIV em pessoas com maior risco de exposição.
No Brasil, tanto uma vida sexual ativa como o debate sobre ISTs ainda são cercados por tabus. Não por acaso, o tema é carregado de mitos e dúvidas que contribuem para o cenário de avanço no número de casos. Sendo assim, é importante esclarecer pontos principais como:
HIV e Aids são a mesma coisa?
Não. HIV é o vírus que pode levar ao desenvolvimento da Aids se não tratado. Nem todas as pessoas com HIV desenvolvem Aids.
A transmissão ocorre apenas por contato sexual?
Não. O HIV também pode ser transmitido pelo compartilhamento de agulhas e de mãe para filho durante a gravidez, o parto ou a amamentação.
É possível ter uma vida normal com o HIV?
Sim. Com o tratamento adequado, pessoas com HIV podem ter uma vida longa e saudável, com uma carga viral indetectável e reduzido risco de transmissão.
O teste para HIV é confiável?
Sim, o teste rápido de HIV é confiável e disponível gratuitamente no SUS. É recomendado para qualquer pessoa que teve exposição de risco.
A campanha Dezembro Vermelho reforça que a prevenção e a consciência são as melhores armas contra as ISTs. Assim, adotar uma rotina de exames, praticar sexo seguro e fazer acompanhamento médico são medidas que podem transformar vidas e contribuir para uma sociedade mais informada e saudável. Por isso, contar com uma rede que ofereça consultas regulares com especialistas e acesso a exames laboratoriais é fundamental. O acompanhamento preventivo com infectologistas, ginecologistas e urologistas facilita a detecção precoce de ISTs e permite a orientação adequada sobre prevenção e tratamento.
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