Embora afete 1% da população mundial, doença celíaca ainda é subnotificada no Brasil - Unimed Cerrado

Embora afete 1% da população mundial, doença celíaca ainda é subnotificada no Brasil

Rede de especialistas da Unimed Cerrado alerta para sinais e importância do acompanhamento médico no controle e prevenção de complicações associadas à intolerância ao glúten
30 de maio, 2025


 

A doença celíaca também é foco das medidas de conscientização e prevenção do mês de maio. Embora seja estudada pela medicina científica desde o século XIX, a condição ganhou cada vez mais relevância e nas últimas décadas, reconhecendo-a como uma condição autoimune que provoca inflamação no intestino delgado sempre que a pessoa consome glúten - proteína presente no trigo, centeio e cevada. O glúten está presente principalmente nos seguintes alimentos e ingredientes:

  • Trigo (e todos os seus derivados, como farinha, pão, bolo, salgados, biscoitos, macarrão, pizza, entre outros);
  • Cevada (encontrada em cervejas, malte, alguns temperos industrializados e doces);
  • Centeio (comum em pães de centeio);
  • Malte (derivado da cevada, usado em bebidas, cereais, chocolates e outros produtos industrializados);
  • Espelta, Kamut, triticale e outras variedades antigas de trigo.

Atualmente, estima-se que ela atinja cerca de 1% da população mundial, segundo a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra), a maioria dos casos no Brasil permanece sem diagnóstico. Nesse cenário, a Unimed Cerrado aproveita o mês de conscientização sobre a doença para reforçar a importância da escuta médica, dos exames preventivos e do acompanhamento contínuo para garantir saúde e qualidade de vida aos pacientes celíacos.

Doença celíaca: sintomas variam e podem confundir

Embora sintomas gastrointestinais como diarreia crônica, dor abdominal, distensão e perda de peso sejam comuns, a doença celíaca também pode se manifestar de forma atípica: anemia persistente, osteoporose precoce, enxaquecas, infertilidade e até distúrbios neurológicos. Em crianças, sinais como atraso no crescimento, irritabilidade e distúrbios no desenvolvimento também devem levantar suspeitas. Em vista disso, o diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações como desnutrição, doenças autoimunes associadas e até câncer intestinal.

No entanto, a confirmação da doença celíaca envolve exames de sangue específicos (sorologia) e, em alguns casos, até mesmo biópsia do intestino delgado. Assim, o acompanhamento deve ser feito por gastroenterologistas e, comumente, precisa do suporte de nutricionistas, endocrinologistas e psicólogos, especialmente durante o processo de adaptação alimentar. Cabe ressaltar que a retirada do glúten da dieta é, até hoje, o único tratamento eficaz e essa mudança drástica demanda a ajuda de especialistas e bastante cuidado.

Adaptação e estilo de vida

De fato, eliminar o glúten da rotina não é simples. Além dos alimentos óbvios, muitos produtos industrializados contêm traços da proteína, o que motivou campanhas que resultaram na inclusão clara dessa informação em embalagens de produtos. Também por isso, a orientação nutricional individualizada é fundamental, tanto para garantir a eficácia do tratamento quanto para prevenir deficiências nutricionais. Por outro lado, o apoio familiar e psicológico também são importantes para lidar com as mudanças na alimentação, que impactam diretamente o convívio social e a vida cotidiana.

Mais do que isso, a Unimed Cerrado destaca que o acompanhamento contínuo com especialistas é essencial para celíacos diagnosticados, especialmente no controle de sintomas persistentes e na prevenção de complicações associadas. Além disso, pessoas com histórico familiar de doença celíaca devem conversar com seu médico de referência sobre a possibilidade de investigação. Ainda que a condição ofereça impactos profundos à vida do paciente, com a rede de cuidados adequada é possível manter a qualidade de vida para desfrutar de bons momentos.
 

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