Endometriose: doença pode comprometer fertilidade de 7 milhões de brasileiras - Unimed Cerrado

Endometriose: doença pode comprometer fertilidade de 7 milhões de brasileiras

Foco da campanha de Março Amarelo, doença tem diagnóstico difícil e depende inicialmente da avaliação clínica e do acompanhamento ginecológico regular
26 de março, 2025


 

O Mês da Mulher é também repleto de campanhas de conscientização sobre a saúde feminina como a de Março Amarelo, que trata da endometriose. Classificada como uma doença inflamatória crônica, ela afeta cerca de 10% da população feminina brasileira, o que corresponde a mais de 7 milhões de mulheres, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Como explica o ginecologista Leandro Urzeda, médico cooperado da Unimed Cerrado, a endometriose é caracterizada pelo crescimento anormal do endométrio - tecido que reveste o interior do útero - em regiões fora do órgão, como ovários, trompas e intestino. Diante disso, ela pode provocar dores intensas e dificuldades reprodutivas. “A endometriose é a presença de tecido endometrial na pelve e outros órgãos, o que pode desencadear sérias complicações para a saúde da mulher”, destaca.

Março amarelo e os principais sintomas da endometriose

O especialista esclarece que os sintomas da endometriose podem variar de mulher para mulher, mas entre os mais comuns estão cólicas menstruais intensas e progressivas, dor no baixo ventre - região inferior do abdômen que também é conhecida como “pé da barriga” - fora do período menstrual, desconforto ou dor durante a relação sexual, alterações intestinais e urinárias no período menstrual e até mesmo dificuldade para engravidar.
“As dores intensas e persistentes são um alerta para procurar um especialista e investigar a endometriose. O diagnóstico precoce pode evitar complicações e melhorar a qualidade de vida da mulher”, destaca o ginecologista Leandro Urzeda.

Diagnóstico e tratamento

Como frisa o médico cooperado da Unimed Cerrado, o diagnóstico da endometriose é complexo, depende do acompanhamento regular com o ginecologista para investigar possíveis sinais e é feito por meio da combinação de avaliação clínica, exames de imagem, como ultrassonografia de rastreamento e ressonância magnética, e, em alguns casos, laparoscopia.

Já o tratamento pode variar de acordo com a gravidade dos sintomas e o desejo de gravidez da paciente, incluindo opções como uso de anticoncepcionais hormonais para controle da doença, analgésicos e anti-inflamatórios para alívio da dor e até mesmo cirurgia para remoção dos focos da endometriose em casos mais graves.

A endometriose pode ser prevenida?

É importante destacar que a campanha de Março Amarelo tem foco na conscientização e disseminação de informação sobre a endometriose. Isso porque, embora não exista uma prevenção específica para a doença, alguns hábitos podem ajudar a reduzir o risco e aliviar os sintomas. Assim, o ginecologista Leandro Urzeda lista algumas dicas:

  • Manter uma alimentação equilibrada e rica em fibras;
  • Praticar atividades físicas regularmente;
  • Tentar reduzir o estresse e manter uma rotina de sono adequada;
  • Realizar consultas ginecológicas periódicas para monitoramento da saúde.

Impactos na fertilidade e na qualidade de vida

De fato, a endometriose é uma das principais causas de infertilidade feminina, pois pode provocar alterações na anatomia das trompas e ovários.

Quando avançada, a doença pode comprometer significativamente a capacidade reprodutiva da mulher e causar dor pélvica crônica, impactando sua vida pessoal e profissional”, ressalta o especialista.

Sendo assim, o Março Amarelo reforça a importância da informação e do diagnóstico precoce. Diante disso, mulheres que apresentam sinais relacionados à endometriose devem recorrer ao acompanhamento ginecológico para um diagnóstico preciso e tratamento adequado, garantindo mais qualidade de vida e bem-estar.
 

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