Maio Roxo: incidência de doenças inflamatórias intestinais aumento 15% ao ano nos últimos anos - Unimed Cerrado

Maio Roxo: incidência de doenças inflamatórias intestinais aumento 15% ao ano nos últimos anos

Maio também é mês de conscientização acerca da importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado para evitar complicações graves
13 de maio, 2025


 

Em apoio à campanha de Maio Roxo, a Unimed Cerrado chama atenção para as Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs), um grupo de condições crônicas que afetam o sistema digestivo e impactam diretamente a qualidade de vida de milhares de brasileiros. Segundo a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), a incidência de doenças inflamatórias intestinais no Brasil aumentou em média 15% ao ano nos últimos anos, com doença de Crohn e retocolite ulcerativa entre as ocorrências mais comuns. Os dados também mostram que adolescentes e jovens adultos são as faixas mais afetadas pelo problema.

O que são as DIIs?

Tanto a doença de Crohn como a retocolite ulcerativa provocam inflamação no trato gastrointestinal, mas com diferenças importantes. Enquanto a primeira pode afetar qualquer parte do sistema digestivo, desde a boca até o ânus, a retocolite atinge apenas o intestino grosso. Um fator complicador é a ausência de causa definida para as DIIs, no entanto, sabe-se que fatores genéticos, imunológicos e ambientais estão envolvidos no surgimento dessas doenças.

Sendo assim, os possíveis sintomas relacionados a esses problemas não devem ser ignorados. Dentre eles é possível citar dor abdominal persistente, diarréia crônica, perda de peso involuntária, sangue nas fezes e fadiga constante como os principais sinais de alerta. Mesmo assim, muitos pacientes demoram a buscar ajuda por vergonha ou por subestimar os sintomas, o que pode retardar o diagnóstico e agravar o quadro. Cabe ressaltar que a detecção precoce é fundamental para evitar complicações como obstruções intestinais, infecções graves e até a necessidade de cirurgias.

Informação para combater o preconceito

As DIIs ainda são cercadas por mitos. Muitos acreditam, por exemplo, que são causadas apenas por má alimentação ou estresse, quando, na verdade, trata-se de doenças autoimunes que ainda carecem de mais evidências científicas para definir com precisão suas causas. Além disso, outro equívoco comum é achar que o tratamento sempre exige cirurgia, o que só ocorre em casos específicos. Para os médicos cooperados da Unimed Cerrado e os profissionais de saúde que integram o programa de Medicina Preventiva da cooperativa trazer essas informações ao público é essencial para reduzir o preconceito e incentivar o acolhimento e o suporte às pessoas que vivem com essas condições.

Isso acontece porque, embora não tenham cura, as DIIs têm tratamento eficaz. O acompanhamento com especialista permite controlar os sintomas e reduzir a inflamação intestinal com medicamentos específicos, mudanças no estilo de vida e, quando necessário, suporte nutricional ou cirurgia. Acima de tudo, o objetivo é manter o paciente em remissão e preservar sua qualidade de vida.
 

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