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A campanha de Maio Vermelho, dedicada à conscientização sobre as hepatites virais, traz o alerta sobre doenças que afetam o fígado e podem evoluir de forma silenciosa, levando a complicações graves como cirrose e câncer hepático. No Brasil, estima-se que mais de 700 mil pessoas vivam com hepatite B ou C, sendo que grande parte desconhece o diagnóstico, segundo dados do Ministério da Saúde. De fato, a estimativa feita com base em dados globais dos diferentes tipos de hepatites virais mostra que 9 em cada 10 infectados ainda não foram devidamente diagnosticados, reforçando a importância da campanha de conscientização abraçada pela Unimed Cerrado.
As hepatites virais são inflamações do fígado causadas por diferentes tipos de vírus (A, B, C, D e E). No Brasil, as ocorrências mais comuns são as hepatites A, B e C. Contudo, a forma de transmissão varia: a hepatite A está ligada à ingestão de água ou alimentos contaminados; já as hepatites B e C são transmitidas por sangue contaminado, relações sexuais desprotegidas ou compartilhamento de objetos cortantes e seringas.
Acima de tudo, o ponto mais preocupante está no fato de as hepatites virais, na maioria dos casos, serem caracterizadas por sintomas leves ou inexistentes nas fases iniciais. Quando aparecem, eles podem incluir cansaço, febre, enjoo, pele e olhos amarelados (icterícia), urina escura e fezes claras. Por isso, exames regulares são fundamentais, especialmente para pessoas com mais de 40 anos, que tenham feito transfusões antes de 1993 ou tenham histórico de uso de drogas injetáveis.
Dadas as formas de contágio, a hepatite A pode ser evitada com boas práticas de higiene e saneamento básico, que, embora já alcance mais de 80% da população brasileira, ainda não é uma realidade universal no País. Já para as hepatites B e C, o uso de preservativos, o não compartilhamento de objetos pessoais, como utensílios de manicure, por exemplo, e a realização de testes rápidos são medidas essenciais.
Cabe ressaltar que a vacina contra a hepatite B é aplicada gratuitamente pelo SUS, sendo considerada segura e eficaz. Já para a hepatite C, embora não exista vacina, há tratamento com altas taxas de cura quando iniciado precocemente, o que reforça a importância do acompanhamento regular com profissionais de saúde.
Em vista disso, os médicos cooperados que integram a rede de cuidados da Unimed Cerrado e os profissionais que fazem parte do programa de Medicina Preventiva da cooperativa destacam que a informação é a principal arma no combate às hepatites. Nesse cenário, a campanha de Maio Vermelho reforça a necessidade de quebrar o silêncio em torno dessas doenças, já que muitas pessoas ainda associam as hepatites apenas a comportamentos de risco, algo que não reflete o quadro real. Sendo assim, é fundamental falar sobre prevenção, testagem e tratamento com responsabilidade e empatia.
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