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Quem já deixou de doar sangue por ter feito uma tatuagem recentemente, passado por uma endoscopia ou realizado outros procedimentos de saúde pode encontrar regras diferentes a partir de agora. Novos critérios para a doação de sangue entraram em vigor no Brasil e reduziram alguns períodos de espera, além de permitir que mais pessoas sejam avaliadas como possíveis doadoras.
As mudanças foram definidas pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria GM/MS nº 11.685/2026 e já estão sendo adotadas pelos serviços de hemoterapia. Em Goiás, a Rede Estadual de Serviços Hemoterápicos também atualizou seus protocolos para seguir as novas orientações.
Na prática, algumas pessoas que antes precisavam esperar mais tempo para voltar a doar poderão retornar ao hemocentro mais cedo. Ainda assim, cada candidato passa por uma avaliação antes da coleta para verificar se está apto naquele momento.
O que mudou nas regras para doação de sangue?
Uma das principais mudanças está relacionada a procedimentos comuns, como tatuagem e exames endoscópicos. Quem fez tatuagem, maquiagem definitiva, aplicação de botox ou colocou piercing, exceto na boca ou na região genital, passa a ter período de espera de quatro meses. Anteriormente, em algumas dessas situações, o prazo chegava a 12 meses.
No caso de piercing na boca ou na região genital, a pessoa poderá ser considerada para doação quatro meses após a retirada do acessório. Para quem realizou endoscopia ou colonoscopia, o período de espera caiu de seis para quatro meses.
Já quem passou por cirurgia bariátrica deve aguardar seis meses. Antes, o prazo era de 12 meses.
Quem teve câncer pode doar sangue?
As novas regras também modificaram alguns critérios para pessoas que já tiveram câncer. Quem terminou o tratamento há pelo menos cinco anos, está em remissão completa e não apresenta doença ativa poderá ser avaliado para doação.
Algumas condições continuam impedindo a doação de forma definitiva, entre elas leucemia, linfoma, mieloma múltiplo e melanoma.Isso não significa que toda pessoa que teve câncer estará automaticamente apta a doar. Cada caso precisa ser analisado pela equipe responsável pela triagem.
E quem faz reposição hormonal?
Pessoas que fazem reposição hormonal ou utilizam hormônios injetáveis prescritos por médico também passam a ter a situação avaliada individualmente.
A nova regulamentação ainda permite a avaliação de pessoas com condições como hemocromatose, desde que não existam complicações que impeçam a doação.
Outro ponto atualizado envolve o hipertireoidismo, que deixa de ser uma contraindicação definitiva em determinadas situações. A possibilidade de doar dependerá da condição clínica da pessoa no momento da avaliação.
Quem usa canetas para emagrecimento pode doar sangue?
O uso de medicamentos injetáveis, como as chamadas canetas de GLP-1, também exige atenção. Segundo as novas regras adotadas em Goiás, o compartilhamento da caneta de aplicação pode gerar impedimento temporário para doação por quatro meses, devido ao risco de transmissão de infecções.
Por isso, durante a entrevista antes da doação, é importante informar todos os medicamentos utilizados e responder corretamente às perguntas da equipe de saúde.
Pessoas com mais de 70 anos podem doar sangue?
A nova regulamentação também detalha a possibilidade de continuidade da doação por pessoas com mais de 70 anos que já são doadoras frequentes. Nesses casos, a possibilidade de doar depende de uma avaliação médica individualizada realizada pelo serviço de hemoterapia.
Isso reforça um ponto importante: idade, medicamentos, doenças anteriores ou procedimentos recentes nem sempre significam impedimento automático. A avaliação é feita considerando a saúde e o histórico de cada pessoa.
As novas regras tornam a doação menos segura?
Não. Apesar da redução de alguns períodos de espera, os cuidados para proteger o doador e quem recebe o sangue continuam sendo obrigatórios. Antes da coleta, os candidatos passam por entrevista, avaliação clínica e exames laboratoriais.
Quem pode doar sangue?
De forma geral, o candidato precisa estar em boas condições de saúde, estar descansado, alimentado e apresentar documento oficial com foto.
O peso de referência para a doação habitual é de pelo menos 50 quilos. A nova norma prevê que pessoas abaixo desse peso possam ser avaliadas individualmente por um médico em situações específicas.
Outros critérios, como idade, uso de medicamentos, cirurgias recentes, doenças e comportamentos que possam representar riscos, são analisados durante a triagem. Por isso, quem tem dúvida sobre se pode doar sangue deve procurar um hemocentro e informar seu histórico à equipe de saúde.
Onde doar sangue em Goiás?
Quem deseja doar sangue em Goiás pode consultar os pontos de atendimento, horários e orientações atualizadas diretamente nos canais oficiais da Rede Hemo. Como a disponibilidade de coleta pode variar conforme a cidade e a realização de campanhas externas, a recomendação é verificar previamente o local mais próximo e as condições para atendimento. Consulte onde doar sangue em Goiás.
Doar sangue é um ato voluntário que contribui para o atendimento de pacientes em cirurgias, emergências, tratamentos contra o câncer e diversas outras situações de saúde. Com as novas regras, mais pessoas podem descobrir que estão aptas a fazer parte dessa rede de cuidado.
Fontes:
Diário Oficial da União — Portaria GM/MS nº 11.685, de 2 de julho de 2026
Novas regras para doação de sangue no Brasil: veja o que muda
Novas regras para doação de sangue entram em vigor e ampliam público apto em Goiás
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