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Hepatite em crianças: sintomas pra ficar de olho

Hepatite em crianças: sintomas pra ficar de olho

Saiba como proteger os pequenos dos diferentes tipos de hepatites virais

Hepatite em crianças: sintomas pra ficar de olho

26 Julho 2022
A hepatite é uma inflamação no fígado que pode afetar crianças, adolescentes e adultos, com sintomas e intensidades diferentes.

 

As causas também variam. Apesar de haver casos desencadeados por doenças autoimunes ou pelo consumo excessivo de álcool, drogas e medicamentos, as mais comuns são as hepatites virais, ou seja, causadas por vírus. Nesse sentido, os vírus de hepatite já conhecidos são os de tipo A, B, C, D e E.

A hepatite A é mais comum em regiões com saneamento básico inadequado e está relacionada aos índices de pobreza. Esse tipo de hepatite costuma ter sintomas leves e tem cura. Porém, é importante estar atento às outras formas de hepatite, sintomas e prevenção.

 

Neste texto, vamos abordar:

A hepatite aguda grave que acendeu o alerta da OMS

Sintomas de hepatite para ficar atento

Como proteger as crianças contra a hepatite

 

 

A hepatite aguda grave que acendeu o alerta da OMS

Em abril de 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um alerta sobre novos casos de hepatite aguda grave em crianças, com causa ainda misteriosa.

Nessas ocorrências de inflamação do fígado não foram identificados os vírus das hepatites A, B, C, D ou E.

Cientistas apontam quatro hipóteses para a causa dessa hepatite: um adenovírus, possíveis sequelas pós-covid-19, imunidade alterada pelo isolamento social e uma toxina encontrada no ambiente ou nos alimentos. Como as causas ainda estão sendo investigadas, a prevenção segue o mesmo protocolo das demais hepatites, que veremos ao final do texto.

 

 

Sintomas de hepatite para ficar atento

criança com feebre

Nem todas as hepatites apresentam sintomas. Muitos casos só são detectados por meio de exames de sangue.

Enquanto a hepatite A pode apresentar sintomas inespecíficos ou leves, a hepatite B é marcada por uma evolução silenciosa, com características assintomáticas e geralmente tem diagnóstico após vários anos da infecção. Já a hepatite C, por mais que, na maioria das vezes, não apresente manifestações, pode apresentar maior variação, evolução de sintomas e levar a complicações de fígado no futuro, como cirrose ou insuficiência hepática. Por isso, é importante que sejam identificadas e tratadas.

Principais sintomas de hepatite em crianças:

  • náuseas
  • vômitos
  • cansaço
  • tontura
  • febre
  • icterícia (aspecto amarelado na pele e na parte branca dos olhos)

 

A nova variação de hepatite percebida em crianças ainda está sendo estudada, mas costuma se apresentar na forma aguda – e com o aspecto amarelado da icterícia mais evidente. Além disso, acompanha sintomas gastrointestinais, como diarreia, vômito, febre e dores musculares.

No caso do aparecimento de sintomas, a orientação é buscar avaliação médica o quanto antes.

 

 

Como proteger as crianças contra a hepatite

criança vacinada

A forma mais eficaz de prevenir a hepatite é a vacinação. As vacinas contra o tipo A e o tipo B já fazem parte do calendário de vacinação infantil e são disponibilizadas pelo SUS.

O saneamento básico também é fundamental. Em regiões onde não há água e esgoto tratados, os casos de hepatite A são mais frequentes. Nessas situações, é preciso então redobrar os cuidados básicos com higiene, e cobrar ações de melhorias das autoridades.

criança lavando as mãos

Ainda no aspecto da higiene, alguns dos vírus causadores da hepatite podem ser transmitidos a partir de contato com fezes ou coliformes presentes na água e em alimentos. Por isso, é importante caprichar na lavagem de mãos (especialmente antes de manipular alimentos e depois de ir ao banheiro), consumir apenas água tratada e higienizar corretamente os alimentos.

Vale reforçar: essas informações não substituem a orientação médica. Em caso de dúvidas ou sintomas, procure atendimento, combinado?

 

Para saber mais sobre cuidados com as crianças, leia Virose em crianças: como lidar com esse diagnóstico

 

Fontes: OMS | Ministério da Saúde | Instituto Pensi

 


Agência Babushka | Edição e Revisão: Unimed do Brasil

Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil


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