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A medicina da Região Norte viveu um momento histórico nesta quinta-feira, 28 de maio de 2026. O Hospital Unimed Oeste do Pará, em Santarém, realizou a primeira aplicação de polilaminina do Norte do Brasil, consolidando o município como referência em procedimentos de alta complexidade e inovação médica na Amazônia.
O paciente foi o soldador Matheus André de Oliveira, de 28 anos, que sofreu uma lesão medular após um grave acidente de trabalho ocorrido há cerca de seis meses, no distrito de Moraes de Almeida, região de Itaituba, no sudoeste do Pará. Desde então, Matheus vinha sendo acompanhado pelo neurocirurgião Dr. Lauro José, responsável pela cirurgia inicial e pelo acompanhamento especializado do caso.
O procedimento inédito foi realizado no Hospital Unimed Oeste do Pará com suporte da equipe multiprofissional da instituição, seguindo protocolos rigorosos de segurança, critérios técnicos e acompanhamento médico especializado.
A aplicação, além da participação do Dr. Neurocirurgião Dr. José Lauro, contou com o neurocirurgião Dr. Luiz Felipe Lobo, do Rio de Janeiro, responsável pela realização da aplicação da polilaminina, além do médico generalista e cientista Luiz Freitas Forte, que faz parte do grupo de pesquisa da Polilaminina.
Para o Dr. Lauro José, o momento representa um marco para a medicina regional e demonstra a evolução da capacidade técnica instalada no interior da Amazônia.
“Este é um momento histórico para a medicina no interior da Amazônia. Realizar um procedimento dessa complexidade mostra que o Oeste do Pará está preparado para atuar com medicina de ponta, tecnologia e segurança. É um avanço que reforça o protagonismo da nossa região na alta complexidade e na evolução da medicina regional”, destacou o neurocirurgião.
O que é a polilaminina
A polilaminina foi desenvolvida pela pesquisadora brasileira Tatiana Sampaio, responsável pelo Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A tecnologia é resultado de mais de 20 anos de pesquisas voltadas à regeneração neural.
O composto é derivado da laminina, proteína produzida naturalmente pelo organismo humano e que possui importante atuação em processos de recuperação celular e reparação de tecidos, especialmente em lesões complexas, como as que afetam a medula espinhal.
Atualmente, estima-se que entre 30 e 37 aplicações de polilaminina tenham sido realizadas em todo o Brasil, a maioria autorizada por decisões judiciais em caráter de uso compassivo. Como se trata de uma tecnologia experimental, desenvolvida em parceria entre a UFRJ e o laboratório Cristália, o tratamento ainda não possui registro definitivo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo o Dr. Lauro José, é fundamental que o procedimento seja tratado com responsabilidade e dentro dos critérios científicos adequados.
“A polilaminina é uma tecnologia em fase de pesquisa clínica, estudada pelo seu potencial em processos relacionados à regeneração neural. É importante reforçar que não se trata de promessa de cura, mas de uma abordagem que deve ser conduzida com critérios técnicos, segurança e acompanhamento médico especializado”, explicou.
Marco para a saúde da Amazônia
A realização do procedimento reforça o protagonismo do Hospital Unimed Oeste do Pará na ampliação do acesso regional à medicina especializada, historicamente concentrada nos grandes centros do país.
Com estrutura hospitalar preparada, equipe qualificada e atuação voltada à segurança assistencial, o Hospital Unimed segue fortalecendo sua presença como ref
erência em cuidado, inovação responsável e alta complexidade no Oeste do Pará.
Para o presidente da Unimed Oeste do Pará, Dr. Alberto Tolentino, o momento simboliza um avanço importante para a medicina regional e para a população amazônica.
“Este procedimento reforça o compromisso do Hospital Unimed Oeste do Pará com a alta complexidade, a inovação responsável, a segurança do paciente e o cuidado com a vida”, afirmou.
A aplicação da polilaminina foi realizada em caráter particular, sem cobertura do plano de saúde, considerando que a tecnologia ainda está em fase de pesquisa clínica e não integra o rol de procedimentos obrigatórios. O caso contou com apoio jurídico para obtenção das autorizações e licenças necessárias junto à Anvisa e demais órgãos competentes, respeitando todos os critérios legais, técnicos e sanitários exigidos para a realização do procedimento.
A evolução clínica do paciente seguirá sendo acompanhada pela equipe médica responsável, considerando os critérios éticos envolvidos no caso.A evolução clínica do paciente seguirá sendo acompanhada pela equipe médica responsável, obedecendo todos os critérios clínicos que garantem a segurança e boa evolução do paciente
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