Conflitos no ambiente de trabalho: como identificar, diferenciar do assédio e agir


​A Unimed Fesp mantém o compromisso com um ambiente de trabalho ético, respeitoso, seguro e profissional, incentivando relações baseadas no diálogo, na transparência e no respeito mútuo. Nesse contexto, conflitos podem ocorrer no dia a dia profissional e, quando bem identificados e tratados, fazem parte do amadurecimento das relações de trabalho.

Ao mesmo tempo, a Unimed Fesp não tolera qualquer forma de assédio, conforme estabelecido em seu Código de Conduta e nas diretrizes do Canal de Denúncias.

Compreender a diferença entre conflitos pontuais, práticas legítimas de gestão e condutas que caracterizam assédio é essencial para prevenir situações inadequadas, evitar desgastes desnecessários e garantir o uso correto dos canais institucionais.

O que é conflito no ambiente de trabalho?

Conflitos são divergências de opinião, percepção ou interesses que podem surgir entre colaboradores, líderes ou equipes, geralmente relacionadas a rotinas, processos, prioridades ou formas de atuação. Quando tratados com respeito, diálogo e orientação adequada, não configuram assédio.

O conflito se diferencia do assédio principalmente pela ausência de abuso, repetição sistemática e intenção de constranger ou prejudicar.

O que é assédio moral?

O assédio moral ocorre quando há exposição repetitiva de colaboradores a situações humilhantes, constrangedoras ou abusivas, capazes de afetar sua dignidade, saúde ou desempenho profissional.

Exemplos:
•    Gritos, xingamentos ou tratamento desrespeitoso de forma recorrente;
•    Ameaças, intimidações ou constrangimentos frequentes;
•    Desqualificação constante do trabalho ou da capacidade profissional;
•    Isolamento deliberado ou boicote às atividades do colaborador.

O que é assédio sexual?

É qualquer conduta de natureza sexual não desejada, verbal ou física, que cause constrangimento, intimidação ou prejuízo à pessoa, especialmente quando relacionada à hierarquia ou ao ambiente de trabalho
.
Exemplos:
•    Insinuações, comentários ou piadas de cunho sexual;
•    Contato físico inadequado ou não consentido;
•    Convites insistentes com conotação sexual;
•    Uso da posição hierárquica para obtenção de vantagem sexual.

O que não é considerado assédio

Nem toda situação desconfortável ou conflito caracteriza assédio. O Código de Conduta da Unimed Fesp diferencia claramente condutas inadequadas de práticas legítimas de gestão e convivência profissional.

Não configuram assédio:

•    Cobrança de metas, resultados ou prazos, quando realizada de forma respeitosa;
•    Feedbacks técnicos e profissionais, mesmo quando negativos;
•    Divergências de opinião ou conflitos pontuais entre colegas;
•    Orientações corretivas relacionadas ao desempenho ou à conduta;
•    Decisões gerenciais fundamentadas em critérios objetivos.
Ambientes profissionais pressupõem diálogo, ajustes e avaliações. O assédio se caracteriza pelo abuso, pela repetição e pela intenção de constranger ou prejudicar.

Primeiro passo: buscar orientação

Sempre que houver dúvida se a situação vivenciada se trata de um conflito pontual ou de possível assédio, recomenda-se buscar inicialmente apoio e orientação da consultora de Gestão de Pessoas (GP) da área.

A atuação da consultora de GP tem como objetivo:

•    Ouvir e orientar de forma técnica e imparcial;
•    Avaliar se a situação se trata de conflito ou de possível assédio;
•    Indicar o encaminhamento mais adequado, preservando as partes envolvidas;
•    Contribuir para a resolução preventiva e saudável das relações de trabalho.

Esse diálogo inicial pode evitar agravamentos desnecessários e fortalecer a cultura de respeito e transparência.

Quando utilizar o Canal de Denúncias

Caso, após a orientação, sejam identificados indícios de assédio ou de outra violação ao Código de Conduta, o relato poderá ser formalizado no Canal de Denúncias, que garante:

•    Sigilo das informações;
•    Possibilidade de relato anônimo;
•    Análise técnica e imparcial pelo Núcleo de Ética;
•    Compromisso de não retaliação ao denunciante de boa-fé.

Compromisso institucional

Todos os colaboradores, gestores, dirigentes e terceiros têm o dever de:
•    Conhecer e respeitar o Código de Conduta;
•    Contribuir para um ambiente de trabalho saudável;
•    Comunicar condutas incompatíveis com os valores da Unimed Fesp.

A prevenção ao assédio e a boa gestão dos conflitos são responsabilidades coletivas, baseadas em informação, diálogo, respeito e ética.