IA que funciona

A inteligência artificial já deixou de ser uma promessa distante para se tornar uma ferramenta estratégica na saúde. Mas, para que ela gere resultados concretos, é preciso ir além da tecnologia. Governança de dados, capacitação profissional, interoperabilidade e mudança cultural foram alguns dos temas centrais debatidos durante a mesa “IA que funciona: o que hospitais, operadoras e diagnósticos estão, de fato, fazendo”, realizada na tarde desta quinta-feira, dia 2/7, durante a programação do 41º Suesp. 

Coordenada pelo Dr. Flavio Garbelini de Oliveira, diretor-superintendente da Unimed Fesp, a mesa teve a participação de Reinaldo Manzini, superintendente de Estratégia, Performance e Tecnologia da Fesp; Gabriel Vernalha Ribeiro, executivo de Governança de Dados, Analytics, IA e Inovação da Dasa; e Vivianne Valente, vice-presidente de Finanças da Rede Américas, que falaram sobre as experiências, aprendizados e desafios enfrentados na adoção da IA. 

Ao abrir o debate, Dr. Flavio destacou que o avanço da inteligência artificial tem sido marcado por experimentação constante. “Temos vivido muitas ações relacionadas à IA. Eu diria que tivemos mais erros do que acertos, porque muitas soluções parecem promissoras, mas nem sempre entregam o resultado esperado quando são colocadas em prática”, observou. O dirigente explicou que a Federação investiu na implantação de um Centro de IA e convidou Manzini a falar sobre o trabalho que vem sendo realizado. “A iniciativa busca democratizar o acesso às ferramentas, permitindo que colaboradores explorem o potencial da IA em um ambiente controlado e alinhado às boas práticas de segurança e privacidade”, ressaltou o superintendente, explicando que o núcleo é focado em treinamento, educação e uso seguro das tecnologias. 

Comportamento

Na mesma linha, os demais participantes da mesa enfatizaram que o treinamento em IA é uma das iniciativas mais importantes. Para Gabriel Vernalha, a capacitação deve alcançar todos os níveis da organização. “Tem que colocar todo mundo na sala de aula”, afirmou, ressaltando que as empresas precisam desenvolver novas competências relacionadas a dados, governança e uso consciente da tecnologia. 

Segundo Vivianne Valente, um dos principais fatores de sucesso não está na tecnologia em si, mas no comportamento das pessoas. “Existe uma questão de cultura e comportamento no uso da tecnologia que é aplicável a qualquer tamanho de companhia”, afirmou.