Mesa debate os desafios da cibersegurança na saúde suplementar

Especialistas em proteção de dados apresentaram estratégias essenciais para a segurança da informação das Unimeds 
As soluções tecnológicas têm proporcionado avanços para o setor de saúde. Entretanto, elas trazem um grande desafio para o negócio das Unimeds: a proteção de dados sensíveis. Para falar sobre cibersegurança na saúde suplementar, no dia 3/7, o 40º Suesp recebeu dois especialistas no tema, que alertaram sobre a necessidade de uma ação estratégica para conter as ações de cibercriminosos. 

O advogado e especialista em direito digital, Rony Vainzof, alertou sobre os riscos cibernéticos, apresentando casos reais que paralisaram a operação e fizeram as instituições perderem milhões de dólares. “Se o cibercrime fosse um país, seria a terceira maior economia do mundo. Estamos falando de um impacto estimado em 10 trilhões de dólares em 2025. No Brasil, esse custo pode chegar a 18% do PIB”, afirmou.

Como estratégia para as operadoras de saúde, Rony recomendou o investimento na governança corporativa. “Não basta ter tecnologia. É preciso ter plano de resposta, governança, comunicação estratégica e envolvimento da alta liderança. Segurança cibernética é pauta organizacional, não apenas técnica”, concluiu.

Já o especialista em segurança cibernética da Delloite, José Pela Neto, abordou os desafios enfrentados pelos Centros de Operações de Segurança (SOCs) no setor da saúde suplementar, destacando a urgência de modernização diante do aumento da complexidade dos ataques e da sensibilidade dos dados envolvidos. Ele alertou que o setor de saúde, por lidar com informações altamente sensíveis, tornou-se um dos alvos preferenciais de grupos criminosos. “A digitalização acelerada, combinada com tecnologias obsoletas e falta de integração entre sistemas, cria um ambiente propício para ataques. O SOC precisa evoluir para acompanhar esse cenário em constante transformação”, ressaltou.