Sistemas de Saúde no Mundo

Nos mais diferentes locais do mundo, a saúde é sempre um pilar a ser discutido, seja pelos desafios, mudanças ou inovações. Para debater o tema e trazer um panorama sobre os sistemas de saúde no mundo, Luís Fernando Vieira Joaquim, sócio-líder da Deloitte, realizou uma palestra na tarde desta sexta-feira (3/7).

O especialista buscou apresentar forças e fraquezas, lições e alertas para o Brasil, em especial para o Sistema Unimed. Segundo ele, epidemiologia, gestão e uso de tecnologia são os pilares que mais geram preocupação, além do fato de que nenhum sistema de saúde no mundo está livre de desafios.

Mesmo aqueles que são considerados as maiores referências para o setor, apresentam problemas como longas filas de espera (Reino Unido, Canadá, China), altos custos e fragmentação (EUA), sustentabilidade financeira (Colômbia), envelhecimento populacional (Japão, China) e saúde mental (Holanda).

Entre os destaques em comum apresentados para cada nação, a maioria dos países considera a atenção primária como a principal porta de entrada do sistema de saúde e praticamente todos os sistemas, exceto os EUA, buscam ou já alcançaram cobertura universal.

“No Brasil, há coisas que funcionam muito bem, principalmente cobertura e universalidade, além da saúde suplementar e da atenção primária à saúde. Um dos nossos principais desafios é descobrir como caminhar em um país com regiões desiguais, em que, em diferentes áreas da cidade, existe uma lacuna gigante em relação à expectativa de vida.”

Em uma reflexão sobre os desafios do sistema de saúde brasileiro, citou o subfinanciamento, a judicialização e a fragmentação. Em relação ao Sistema Unimed, o palestrante comparou-o ao tamanho da Austrália em termos de população atendida, hospitais, participação no mercado e presença nacional.

“O grande desafio para o Sistema é a integração de quase 340 unidades, a transição do analógico para o digital e a automação de processos manuais. Por outro lado, existem muitos avanços; já estão à frente em ações tecnológicas com o projeto Synergia e iniciativas de interoperabilidade de dados”, concluiu.