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A infância é uma fase decisiva para o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional. É nesse período que a criança consolida habilidades relacionadas ao movimento, à aprendizagem, à linguagem e à convivência social.
Ao mesmo tempo, esse desenvolvimento disputa um espaço significativo com o uso crescente de telas. Esse cenário pode reduzir experiências fundamentais para o crescimento saudável, como o movimento ativo, a interação social e as vivências fora do ambiente digital.
Embora essa mudança nem sempre seja percebida no dia a dia, os estudos em saúde infantil ajudam a dimensionar esse impacto.
De acordo com o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, crianças de 3 a 5 anos devem realizar pelo menos 3 horas diárias de atividade física ao longo do dia. Quando essa recomendação não é atingida, os efeitos podem surgir precocemente.
Dados do Sistema Nacional de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) apontam que 14,3% das crianças de até 5 anos acompanhadas pelo SUS apresentam risco de sobrepeso ou obesidade.
Nesse contexto, incentivar atividades para crianças fora do ambiente escolar pode ser uma estratégia importante para fortalecer três pilares do desenvolvimento infantil:
Não existe uma atividade única ou ideal. A melhor escolha é aquela que a criança consegue manter com constância, prazer e segurança.
O valor está menos na atividade “perfeita” e mais na combinação de estímulos variados ao longo da semana.
Algumas perguntas ajudam nessa decisão:
A seguir, conheça opções que reúnem esses benefícios bem documentados.
Leia também: Atividade física para crianças: quais as melhores?
1) Aulas de circo são boas para o desenvolvimento das crianças?
As artes circenses unem movimento, desafio e ludicidade. Estudos associam a prática a melhorias consistentes na coordenação motora, força, flexibilidade e condição física geral. As pesquisas também apontam impacto positivo na autoestima, confiança, resiliência e interação social.
Isso acontece porque o circo propõe desafios progressivos, respeita o ritmo individual e oferece um ambiente seguro para tentativa e aprendizado.
Na prática, pode ser uma boa escolha para famílias que buscam:
Por reunir esses elementos em uma única prática, o circo se encaixa bem em diferentes perfis de crianças e rotinas familiares.
2) Teatro infantil e desenvolvimento emocional
O teatro funciona como um espaço de aprendizagem social. Ao interpretar personagens, a criança exercita comunicação verbal e não verbal, criatividade, empatia e convivência em grupo. O foco está no processo, não apenas na apresentação. Isso favorece a expressão emocional e fortalece a segurança social, especialmente em crianças que precisam ampliar essas habilidades fora do contexto escolar tradicional.
3) Como a música contribui para o desenvolvimento cognitivo
O aprendizado musical envolve memória, coordenação motora fina, atenção e disciplina. Alguns estudos indicam que crianças expostas ao ensino musical estruturado podem apresentar ganhos em habilidades cognitivas, incluindo memória de trabalho e raciocínio espaço-temporal.
Além do aspecto artístico, a música funciona como um treino cognitivo complexo, com impacto progressivo ao longo do tempo.
4) Importância do esporte para crianças
A prática esportiva facilita o cumprimento da recomendação de 60 minutos diários de atividade física para crianças e adolescentes. Também contribuem para a saúde cardiovascular, o controle do peso e a formação de hábitos ativos desde cedo.
No campo emocional e social, favorecem:
Esse conjunto de fatores contribui para o desenvolvimento físico e emocional.
Saiba mais em: Dê um “chega pra lá” no sedentarismo infantil
Nem toda rotina cheia significa desenvolvimento saudável.
O equilíbrio depende de observação contínua e ajustes ao longo do tempo.
Vale refletir:
Quando a atividade vira obrigação, parte do benefício emocional pode se perder.
Reconhecer sinais de que a criança está sobrecarregada é fundamental para os ajustes necessários.
Além disso, o apoio familiar é decisivo para garantir constância sem excesso, respeitando o ritmo individual de cada criança e favorecendo um desenvolvimento infantil saudável e sustentável.
Veja também: Sinais de que a criança está sobrecarregada
Fontes: Australian Occupational Therapy Journal, Camisa de Circo, Circonteudo, Journal of Clinical Medicine, Wacana Seni Journal of Arts Discourse, UNICAMP, Jornal USP, Loudoun Pediatric Associates, Rast Musicology Journal, Centro Universitário Internacional Uninter, Stamford School, Fundação Abrinq Ministério da Saúde (1, 2)
Agência SA365 | Edição e Revisão: Unimed do Brasil
Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil
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