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Uma marmita equilibrada combina feijões, cereais ou raízes, legumes, verduras e uma porção de carne ou ovo. Depois de pronta, deve ir para a geladeira em até uma hora e ser consumida em até três dias. No freezer, preparações prontas duram cerca de 30 dias. O descongelamento seguro é feito na geladeira, nunca em temperatura ambiente.
Organizar as marmitas da semana pode facilitar a rotina, reduzir o desperdício e ajudar no planejamento das refeições. Mas não basta preparar os alimentos com antecedência: é importante pensar tanto na variedade da alimentação quanto na forma correta de armazenar cada preparação.
De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, a base da refeição deve ser formada por uma grande variedade de alimentos in natura ou minimamente processados, predominantemente de origem vegetal, e por preparações culinárias feitas a partir deles.
Alimentos processados podem fazer parte da rotina em pequenas quantidades, enquanto os ultraprocessados devem ser evitados.
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Não existe uma divisão única ou uma quantidade fixa de cada alimento que funcione para todas as pessoas. O próprio Guia Alimentar não estabelece proporções rígidas, já que as necessidades variam conforme fatores como idade, características corporais e nível de atividade física.
Para variar as marmitas, vale combinar alimentos de diferentes grupos presentes nas refeições:
Cereais ou raízes e tubérculos – arroz, milho, massas, mandioca, batata-doce, cará e inhame são algumas possibilidades. Eles são fontes importantes de carboidratos, fibras, vitaminas e minerais.
Feijões e outras leguminosas – além dos diferentes tipos de feijão, entram nesse grupo lentilha, ervilha e grão-de-bico. Alternar entre eles ajuda a ampliar a diversidade da alimentação.
Legumes e verduras – podem aparecer cozidos, assados ou refogados na marmita que você vai congelar.
Carnes ou ovos – carne vermelha, aves, pescados e ovos podem acompanhar alimentos de origem vegetal para a sua dose diária de proteínas. O Guia recomenda uma porção dupla de leguminosas como alternativa vegana.
Óleos, gorduras e sal – podem ser utilizados no preparo, mas em pequenas quantidades. Temperos naturais, como alho, cebola e ervas, ajudam a diversificar os sabores.
Frutas – podem integrar as refeições principais, inclusive como sobremesa no almoço ou jantar. Nesse caso, ficam fora da marmita congelada. Você leva à parte.
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Um planejamento simples ajuda a ganhar praticidade sem transformar o cardápio em uma sequência de refeições iguais:
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Preparações já cozidas podem permanecer por até três dias na geladeira, mantidas entre 1°C e 5°C. Também é importante não deixar a comida por muito tempo “parada” no fogão. A orientação dos nutricionistas é que tudo seja refrigerado em até uma hora.
Importante dizer que, durante o preparo dos pratos, os alimentos crus e cozidos permaneçam separados e armazenados em recipientes fechados, reduzindo o risco de contaminação cruzada.
As marmitas devem ser consumidas em até quatro semanas após o congelamento, segundo o Conselho Federal de Nutrição.
Também é recomendado não colocar alimentos ainda quentes ou mornos diretamente no freezer, pois isso pode elevar a temperatura interna e comprometer a qualidade dos produtos que já estão congelados.
Esses são alimentos que exigem cuidados específicos. De acordo com o guia da Secretaria de Serviços Integrados de Saúde, o branqueamento é uma forma de conservação que pode ser aplicada à maioria das hortaliças antes do congelamento.
A técnica consiste em colocar o alimento por alguns minutos em água fervente ou no vapor e, depois, transferi-lo para água com gelo pelo mesmo período. Em seguida, a hortaliça deve ser escorrida, embalada, identificada e levada ao congelador.
Ao fazer o branqueamento, as enzimas que deterioram as hortaliças ficam “bloqueadas”, matando a maioria dos micro-organismos. Por isso, hortaliças submetidas ao processo podem ser conservadas no congelador, entre -10°C e -18°C, por seis meses.
Sem esse processo, a orientação indicada é consumi-las em até 30 dias.
Nem tudo, porém, é indicado para congelamento. Saladas cruas, maionese, iogurte, creme de leite e queijo fresco estão entre os itens que correm o risco de ter alterações importantes de textura e sabor se forem ao freezer (o que pode levar ao desperdício de alimentos).
Sempre sob refrigeração. Para isso, retire a preparação do freezer e coloque-a na geladeira de um dia para o outro. Esse processo gradual ajuda a minimizar o risco de proliferação de bactérias.
Se for necessário acelerar o processo, o micro-ondas também pode ser utilizado para o descongelamento. Outra possibilidade, para determinadas preparações, como sopas e ensopados, é levar os ingredientes congelados diretamente ao fogo, dentro de uma panela.
O que deve ser evitado é deixar a marmita descongelando em temperatura ambiente ou imersa em água. Essas situações podem favorecer a contaminação.
A recomendação é não recongelar um alimento após o descongelamento. Depois de descongelado, ele deve ser consumido ou descartado.
A exceção é quando um alimento cru é descongelado e depois passa por cocção completa. Nesse caso, já cozido, ele pode ser congelado novamente. Por exemplo: você descongelou o frango e, com ele, fez um escondidinho. O prato pode ser congelado normalmente.
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Posso congelar arroz e feijão? Pode, e o Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda exatamente isso: cozinhar feijão em maior quantidade e congelar para a semana. O arroz também pode seguir a mesma regra. Os dois entram na validade de 30 dias das preparações prontas.
Quanto tempo a marmita pode ficar fora da geladeira? Até uma hora, segundo o Conselho Federal de Nutrição. Se o trajeto for longo ou não houver geladeira no destino, leve a marmita em bolsa térmica com gelo.
Marmita de vidro ou de plástico? Tanto faz, desde que o recipiente seja próprio para congelamento. O que pesa mais na sua escolha é o pote fechar direito e não deixar ar sobrando no seu interior (é isso que causa a formação de cristais de gelo que comprometem a textura dos alimentos).
Dá para montar marmita vegetariana equilibrada? Sim, e o princípio é o mesmo: leguminosa com cereal. Feijão com arroz, grão-de-bico com trigo, lentilha com milho.
Posso montar as marmitas do mês inteiro de uma vez? Tecnicamente, sim, já que preparações prontas duram cerca de 30 dias no freezer. Na prática, uma semana por vez funciona melhor: isso evita sobrecarregar o congelador e, se houver alguma queda de energia importante, não corre o risco de um grande volume de comida ser descongelado ao mesmo tempo.
Sobra do jantar pode virar marmita? Pode, desde que vá para a geladeira em até 1 hora depois de pronta e seja consumida em até três dias. Se for congelar, porcione e etiquete no mesmo dia.
Organizar as marmitas pode ser uma forma prática de reservar espaço para a comida feita em casa no dia a dia. Vamos investir nessa mudança de hábito? Para outras dicas de como ter mais qualidade de vida, conheça outros conteúdos do Portal Viver Bem.
Fontes: Conselho Federal de Nutrição, Secretaria de Serviços Integrados de Saúde e Guia Alimentar Para a População Brasileira
Agência SA365 | Edição e Revisão: Unimed do Brasil
Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil
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