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Bem-estar mental se conquista no dia a dia

Psicóloga explica a importância de pequenos hábitos para a saúde mental que ajudam a manter a rotina equilibrada
01 de setembro, 2026


 

Quando falamos em saúde mental, é muito provável de as pessoas associarem facilmente o tema unicamente à terapia clínica ou, então, acenderem o alerta para a depressão e a ansiedade. Talvez isso não seja à toa: de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS-OMS), o Brasil está entre os países com maiores índices de transtornos mentais da América Latina. Estudos mostram que ansiedade e depressão, somadas, acometem cerca de 38% da população brasileira.

Os números evidenciam a necessidade de reverter esse cenário, com políticas públicas que impactem positivamente na saúde mental das pessoas. Contudo, o que fazemos por nós mesmos para manter o bem-estar psicológico?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde mental como um estado de bem-estar que permite à pessoa lidar com as emoções, reconhecer suas habilidades, aprender, trabalhar bem e ajudar a comunidade. Além disso, fatores individuais, familiares, socioculturais e econômicos também impactam a qualidade da saúde mental. “Não significa estar bem o tempo todo, mas ter recursos e apoio para enfrentar as dificuldades de maneira equilibrada”, explica a psicóloga Janaína Oliveira.

Clique aqui e confira o bate papo sobre saúde mental com a psicóloga Janaína Oliveira.

Sinais de alerta e como superar os sintomas

De acordo com Janaína, não existe saúde sem saúde mental. “Uma pessoa com a saúde mental prejudicada pode apresentar alguns sintomas os quais a gente muitas vezes ignora ou, então, convenciona como ‘algo da rotina’, mas que, na verdade, pode ser um alerta de que algo nas nossas emoções e no nosso psicológico não está legal”, destaca a psicóloga.

Mudanças persistentes no humor e no comportamento, falta de sono e de apetite, isolamento social, desinteresse por atividades que antes eram prazerosas, irritabilidade e falta de foco são alguns exemplos dos sintomas mais comuns que podem indicar alguma descompensação psicoemocional no indivíduo.

“Com isso, é importante, primeiramente, tentar entender o que está acontecendo, pedir apoio e, principalmente, buscar ajuda profissional, para que esses sintomas não se agravem levando a consequências mais extremas, sejam transtornos mentais ou até mesmo outras doenças”, alerta Janaína.

“Um hábito sempre leva a outro, e os benefícios são complementares para a mente e para o corpo no geral. Se você pratica atividades físicas, o corpo libera hormônios que contribuem para a saúde mental, mas, também, consequentemente você vai buscar a se alimentar melhor, ter mais qualidade de vida”, complementa.

Além da prática regular de atividades físicas, cuidar da saúde do sono, manter uma alimentação equilibrada, cultivar vínculos sociais, reservar momentos de descanso e lazer são outras dicas que a psicóloga elenca como fatores importantes para a qualidade da saúde mental.

Envelhecimento e saúde mental

Com o envelhecimento da população é fundamental pensar alternativas para uma velhice com mais qualidade de vida, e isso também está relacionado à saúde mental. Estima-se que uma em cada seis pessoas no mundo terá mais de 60 anos em 2030. Atualmente, cerca de 15% dos adultos com mais de 70 anos convivem com algum tipo de transtorno mental. Então, o que fazer para garantir o bem-estar emocional na velhice?

A psicóloga Janaína Oliveira explica que mudanças na rotina, luto, perda de vínculos sociais e redução da autonomia são alguns fatores que afetam a saúde mental dos idosos. “O idoso hoje em dia ele é ativo e por isso a sociedade precisa acompanhar essa mudança e não o tratar como um indivíduo incapaz. É preciso manter os vínculos, garantir a autonomia, estimular a prática de atividades físicas e cognitivas, gerando uma valorização para esse idoso”, destaca.

Rede de Apoio

Em qualquer fase da vida, uma rede de apoio consistente, seja por familiares ou amigos, contribui para o desenvolvimento social, e isso tem um impacto positivo na saúde mental das pessoas, reduzindo o risco de agravamento de transtornos mentais e fortalecendo o processo de recuperação.

Se você está passando por alguma dificuldade emocional, busque ajuda profissional. No Guia Médico da Unimed você encontra os profissionais de psicologia disponíveis para atendimentos em nossa rede credenciada.