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Compliance Week: com governança vamos mais longe, com integridade chegamos mais fortes

Evento acontece entre os dias 12 e 14 de agosto
12 de agosto, 2026


 

Consolidada no calendário de eventos do Sistema Unimed, a Compliance Week 2026 está sendo realizada nesta semana, entre os dias 12 e 14 de agosto, de forma on-line. Abordando o tema "Com governança vamos mais longe, com integridade chegamos mais fortes”, o evento é promovido pela Unimed Fesp, Unimed do Brasil, Seguros Unimed e Unimed CNU, com a participação de especialistas, que debaterão temas que reforçam a importância da ética e da integridade para a sustentabilidade do nosso negócio. 


O primeiro dia do evento teve a participação ativa de representantes da Federação e das Casas Nacionais. Na abertura, os presidentes das instituições reforçaram a relevância da Compliance Week e como trabalham em favor da governança. O presidente da Fesp, Dr. Arnaldo Passafini Neto, destacou que dentro da Federação, a ética, a integridade e a conformidade são grandes pilares que compõem a identidade da cooperativa e sustentam as decisões. “Governança não é um assunto exclusivo da alta direção, ou só dos departamentos de controle. Ela está no dia a dia de todos os dirigentes e colaboradores, sempre que cumprimos nossas responsabilidades com transparência e, principalmente, coragem de fazer o que é certo”, afirmou. 



A abertura do evento também contou com a participação dos responsáveis pelas áreas de governança das instituições. Representando a Fesp, a gerente de GRC, Camila Fagundes Gama, incentivou os participantes a aproveitarem o aprendizado, tirarem suas dúvidas e a levarem o conhecimento adquirido para suas rotinas. “Espero que esse evento possa trazer reflexões importantes para todos”, comentou. 


Governança e sustentabilidade



O primeiro painel do evento abordou o tema “Governança como ferramenta de sustentabilidade do negócio”, debatido pelo superintendente executivo da Fesp, Rogério Muracca, pelo superintendente Jurídico e de Governança da Unimed do Brasil, Daniel Januzzi, pelo superintendente jurídico da Seguros Unimed, Rodrigo Alexandre Cerqueira Augusto, e pelo superintendente executivo jurídico e de governança da Unimed CNU, Renato Campos Leite. Os executivos falaram sobre o impacto da governança nos negócios e como cada instituição trabalha com o tema internamente. 


Muracca explicou que a Fesp incluiu em sua visão ser vista como referência em governança no Sistema Unimed e que o trabalho desenvolvido com esse objetivo tem gerado resultado. “Pelo terceiro ciclo consecutivo conquistamos o selo Pró-ética”, enfatizou. 


O superintendente executivo ressaltou ainda que a Federação já está madura em seu processo de aculturamento sobre governança e que agora iniciou um processo de desburocratização. “Identificamos que algumas ações acabam atrasando alguns processos e tomadas de decisões. Dessa forma, começamos a revisitar as diretrizes para amadurecer ainda mais a nossa governança, pensando na perenidade do negócio”, explicou. 


Auditoria



Ainda na parte da manhã, os gerentes de Auditoria Interna da Fesp, Seguros Unimed, CNU e Unimed Fortaleza, Guilherme Patez, Renata Rebelo, Mariana Alberti e Humberto F. Oriá Filho, respectivamente, participaram de um bate-papo sobre as oportunidades e desafios da Auditoria Interna no Sistema Unimed. 


Guilherme destacou o valor da parceria das áreas e o acompanhamento da evolução dos processos. “Ouvir o feedback da área é importante, pois o auditor precisa avaliar os processos e também se reavaliar”, comentou. 

Sinergia



Quando o assunto é perenidade do negócio, a sinergia entre estratégia, comercial e integridade é essencial. Por isso, a Compliance Week contou com um painel sobre o tema, que teve a participação do superintendente de Mercado da Fesp, Leão Almeida, superintendente de Estratégia e Planejamento da Unimed do Brasil, João Gabriel Pesce, e o gerente de Governança, Riscos, Compliance e Privacidade de Dados na Seguros Unimed Marco Antonio Pereira Fenoglio. 


Os participantes destacaram o impacto positivo do trabalho conjunto para os resultados da empresa. “Integridade não é uma etapa do processo. É o jeito certo de conduzir todo o processo”, enfatizou Leão. 


Corrupção



Fechando a programação do primeiro dia da Compliance Week, a advogada Alessandra Gonzales, ministrou a palestra “O risco de corrupção na Saúde Suplementar”, abordando diferentes tipos de fraudes que afetam o setor e a importância da governança para combatê-los.

Alessandra ressaltou a relevância da implantação de um programa de integridade efetivo para o combate à corrupção e a necessidade do comprometimento de toda a organização. “O programa de compliance é de todos e para todos!”, enfatizou.

 

Cultura de integridade, riscos e inteligência são temas do segundo dia de Compliance Week 


 

Com moderação de Camila Gama, gerente de GRC da Fesp, na manhã desta quinta-feira (13/8), o segundo dia da Compliance Week começou com palestra de Olga Pontes, palestrante, consultora e conselheira, sobre cultura de integridade. Em sua fala, Olga destacou que cultura não é só aquilo que encontramos quando chegamos aos lugares, mas também aquilo que deixamos neles, por meio das nossas falas e atitudes. “Com isso, podemos entender que a cultura nos ensina três verbos: pertencer, sobreviver e crescer. Não se trata apenas do que eu aprendo, mas também do que eu ajudo o outro a aprender, pois todos temos o poder de ser influenciados e de influenciar o ambiente.” 

“Talvez você não tenha criado a cultura que encontrou, mas decide o que continuará passando através de você. Não é possível controlar tudo o que acontece, mas sim o que não continuará acontecendo. Você deu o primeiro passo”, complementou. 

A palestrante também enfatizou que, nas organizações, existem dois tipos de códigos: o escrito, sobre como devemos agir, e o aprendido, de como realmente se vive e se comporta em determinado ambiente. “O código aprendido nunca foi escrito e, mesmo assim, talvez seja o que as pessoas aprendem mais rápido a respeitar e seguir, pois é aprendido apenas observando e seguindo.” 

 

O papel de todos: tendências, riscos e inteligência na prevenção de fraudes 


 

Moderada por Marco Antonio Pereira Fenoglio, gerente de Governança, Riscos e Compliance da Seguros Unimed, o painel “O papel de todos: tendências, riscos e inteligência na prevenção de fraudes” contou com a participação de Guilherme Patez, gerente de Auditoria Interna da Fesp; Alexandre Freire de Melo, head de Riscos, Controles Internos e Prevenção a Fraudes da Seguros Unimed; e Rosângela Franco, gerente de Prevenção a Fraudes da CNU, que apresentaram o que cada casa tem feito no combate às fraudes. 
 
“Na Fesp, além dos benchmarkings e da troca de conhecimento, fizemos também a divulgação da nossa Cartilha de Prevenção à Fraude, que compartilhamos com o Sistema e todos os beneficiários. Em nossas ações, utilizamos o modelo PDCA de melhoria contínua e trocamos informações entre as casas, pois ninguém faz nada sozinho, principalmente quando falamos de prevenção a fraudes”, salientou Patez.​ 

 

Gestão de crises reputacionais e o crime organizado 


 

Na parte da tarde, Patricia Punder, advogada e fundadora da Punder Advogados, foi a palestrante convidada para abordar o tema “Gestão de crises reputacionais e o crime organizado”, no painel moderado por Filipe Passos, analista de Compliance da Fesp. Durante a apresentação, a especialista trouxe alguns casos de investigações policiais sobre empresas que têm relação com as facções criminosas, destacando que os casos têm uma característica em comum: o crime organizado não precisa aparecer com facções na porta da organização, mas pode estar por trás de uma empresa aparentemente regular, de um fornecedor, de um prestador, de uma estrutura societária ou de uma relação comercial legítima na aparência. 

“As empresas precisam entender quem são os fornecedores, mapeando os riscos e a estrutura societária. A infiltração do crime organizado pode gerar uma crise reputacional, que começa muito antes de chegar à imprensa, podendo nascer de um risco que entra na organização, e isso não é algo novo. Em 2026, as facções estão nos grandes polos empresariais, nas mais diversas áreas, e talvez nem nós mesmos saibamos se estamos ajudando ou contribuindo, mas as empresas sabem”, ressaltou. 

 

Programa conheça seu colaborador e o conflito de interesse 


 

Finalizando o segundo dia de evento, Daniela Magalhães, analista de Compliance da Unimed do Brasil, moderou o painel “Programa conheça seu colaborador e o conflito de interesse”, com participação de Sara Crepardi, coordenadora de Compliance da Seguros Unimed; Diogenes Lacerda de Souza, coordenador de Compliance da Unimed CNU; Dener Oliveira, gerente de Riscos, Controles Internos e Compliance; e Filipe Passos, da Unimed Fesp. 

Durante a conversa, foi debatido sobre Due Diligence, conflito de interesse entre colaboradores, prestadores, corretores e empresas contratadas. “Uma Due bem estruturada nos traz segurança. Precisamos falar sobre esses temas de forma recorrente para que entendam sobre a realização do monitoramento das informações, para que as regras estabelecidas funcionem de forma efetiva.” 

 

Concorrência e combate ao assédio são temas que encerram a Compliance Week 2026


 

O terceiro e último dia da Compliance Week 2026 aconteceu na sexta-feira (14/8) com a palestra "Concorrência na prática: como prevenir riscos e fortalecer a governança", de Daniel Gabrilli, doutor em filosofia do direito pela USP, sob moderação da gerente de GRC da Fesp, Camila Gama. 

Camila chamou atenção para o alcance do tema no dia a dia das operadoras. "Em um ambiente cada vez mais complexo e colaborativo, especialmente no setor da saúde, é fundamental compreender como decisões de negócios, relacionamentos institucionais e até interações do cotidiano podem gerar riscos concorrenciais", afirmou. 

O palestrante destacou que o combate às infrações à ordem econômica no Brasil deixou de se concentrar na punição e passou a apostar na prevenção, como acordos de confidencialidade acompanhados de treinamento, controles de tecnologia e o engajamento da alta direção.  

"Sistemas de integridade às vezes são vistos como gasto desnecessário ou como algo que prejudica a performance comercial. É o contrário: uma área robusta, caminhando junto com o negócio e o jurídico, é motor de crescimento sustentável no longo prazo", afirmou. 

 

O papel da área de Compliance no combate ao assédio 


 

Na segunda palestra do dia, a advogada Cátia Veloso falou sobre o papel da área no combate ao assédio, com mediação de Sara Crepardi, coordenadora de Compliance da Seguros Unimed. Na abertura, Sara lembrou o contexto da NR-1 e a atenção crescente com a saúde emocional nas organizações. "Falar sobre assédio é falar sobre integridade, respeito e, principalmente, sobre pessoas", afirmou. 

O compliance eficiente, explicou Cátia, é aquele que passa despercebido, porque já foi incorporado à rotina, enquanto o ineficiente se torna o "dono do não". A advogada lembrou que cabe à área alinhar comportamento, e não personalidade, tendo o respeito como balizador coletivo. "O papel dos profissionais de GRC vai muito além de mitigar riscos. É de construção de cultura, é proteger gente e decisões, não apenas legislações", destacou. 

Sobre controles e processos, Cátia defendeu que as regras não existem apenas para dizer não, mas para encontrar soluções com os riscos mitigados e construir confiança. "Só em ambientes em que as pessoas se sentem seguras teremos desempenho adequado, produtividade de forma sustentável e inovação", afirmou. 

 

ESG: integridade ambiental – Quando a sustentabilidade vira tema de Compliance 


 

Na sequência, a analista ambiental do Hospital Sírio-Libanês, Janny Rodrigues, abordou a relação entre compliance e sustentabilidade, com moderação de Rodrigo Henriques, sócio-diretor da Lanakaná Princípios Sustentáveis. Ela ressaltou que a sustentabilidade está cada vez mais no radar das instituições e defendeu que as duas frentes andem juntas.  "Não existe o ESG atuando sozinho, sem o compliance estar envolvido. Sem essa conexão, algo pode seguir por um caminho inadequado e gerar um risco institucional, reputacional ou de impacto social e ambiental", afirmou. 

A palestrante destacou o papel das instituições de saúde no desenvolvimento dos colaboradores e da cadeia de fornecedores, em favor de melhores práticas, da redução do impacto ambiental e de mais segurança. Nesse cenário, de acordo com ela, o compliance funciona como a estrutura que garante às práticas assumidas pela instituição. 

 

Eu Compliance, o que é ser um profissional de Compliance 


 

O último painel trocou o tom técnico das palestras anteriores por um bate-papo descontraído sobre o ofício: o que faz, afinal, quem trabalha com Compliance. Mediado por Renata Lopes, analista de Compliance da Unimed do Brasil, o encontro reuniu três profissionais da área: Sara Crepardi, coordenadora na Seguros Unimed; Filipe Passos, analista na Unimed Fesp e Diogenes Lacerda de Souza, coordenador na Unimed CNU. Os participantes partiram de um exercício, o de explicar a própria profissão para alguém de fora e chegaram aos mitos que ainda cercam o trabalho no dia a dia das instituições. 

Os participantes debateram sobre duas ideias recorrentes: a de que a área existe para dizer não e a de que ela toma decisões pelas demais. No lugar delas, defenderam uma atuação que dá respaldo técnico e ajuda a construir as soluções. "A tomada de decisão nunca é do Compliance. Nosso papel é apresentar os riscos e trabalhar em conjunto para construir um sim com qualidade", afirmou Filipe. 

A conversa se encerrou com o que motiva quem escolheu essa carreira. "Compliance é uma forma de mudança. A atividade que você exerce transforma a cultura e traz uma mudança positiva e necessária", destacaram. 

 

Encerramento 


 

 

O encerramento reuniu Camila Gama, gerente de GRC da Unimed Fesp, Marco Antonio Pereira Fenoglio, gerente de Governança, Riscos, Compliance e Privacidade de Dados da Seguros Unimed, Odilon Oliveira, gerente de Privacidade e Compliance da Unimed do Brasil e Ricardo Corsaro Junior, gerente de GRC da Unimed CNU. Eles agradeceram a participação do público e destacaram que a realização conjunta do evento traduz a essência do cooperativismo, com as quatro instituições trabalhando para entregar uma programação que faça diferença para todo o Sistema Unimed. 

"A Compliance Week 2026 encerra hoje, mas a integridade continua, em cada decisão e em cada atitude. É importante levar os ensinamentos para o dia a dia, e não apenas durante essa semana, porque o compliance permeia o ano inteiro", afirmou Camila.