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Falar sobre saúde mental tem se tornado cada vez mais necessário, principalmente quando se trata de adolescentes. Segundo dados do SUS, o número de casos de ansiedade entre jovens dobrou em apenas 10 anos.
Hoje, ela afeta mais adolescentes do que adultos. Por isso, reconhecer os sinais e agir cedo faz toda a diferença para evitar que o problema se agrave.
A ansiedade não é, em si, um vilão. Trata-se de uma reação natural, que nos ajuda a identificar riscos e a nos preparar para lidar com eles.
O problema começa quando o grande volume de informações, situações, cenários e consequências que a realidade atual nos oferece, a ansiedade acaba se intensificando, deixando de ser pontual para algo frequente e difícil de controlar.
Além do impacto emocional, a ansiedade também gera sintomas físicos. Ao entrar nesse estado de atenção, o corpo pode ter reações como:
A adolescência é marcada por diversas transformações – físicas, sociais, emocionais, comportamentais – o que torna essa fase ainda mais delicada quando o assunto é saúde mental. Segundo a SciElo Brasil (Biblioteca Científica Eletrônica Online), a prevalência cumulativa para algum transtorno ansioso em crianças e adolescentes de países ocidentais gira em torno de 15 a 20%.
Por isso, é comum que mudanças de comportamento sejam vistas apenas como “coisa da idade”. No entanto, alguns sinais merecem mais atenção:
Muitos desses sintomas são vistos como personalidade forte, falta de interesse ou preguiça, mas, na verdade, podem indicar que o adolescente precisa de apoio emocional e , em alguns casos, acompanhamento profissional.
O diálogo é sempre o primeiro passo, por isso, mostre-se aberto para conversar sem julgamentos e entender o que está acontecendo. De maneira geral, crianças e adolescentes podem apresentar quadros de intensidade leve, moderada e grave, que irão demandar condutas diferentes para cada caso. Por isso é muito importante buscar o especialista para a conduta mais adequada, podendo ser necessária até mesmo a prescrição de medicamentos. Procure ajuda.
Além disso, algumas atitudes simples no dia a dia podem ajudar:
A ansiedade na adolescência pode afetar não só a saúde mental, mas também os estudos, as relações sociais e a autoestima. Por isso, reconhecer os sinais e agir cedo é essencial.
Lembre-se: o acolhimento e a presença da família fazem toda a diferença. Esteja atento, esteja por perto e, sempre que necessário, busque apoio profissional.
Fontes: Organização Mundial da Saúde, Hospital Sírio Libanês, Universidade de São Paulo, Hospital Israelita Albert Einstein, SciElo Brasil
Agência SA365 | Edição e Revisão: Unimed do Brasil
Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil
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