Ansiedade em adolescentes: como reconhecer os sinais?

Falar sobre saúde mental tem se tornado cada vez mais necessário com jovens
04 de setembro, 2025

Falar sobre saúde mental tem se tornado cada vez mais necessário, principalmente quando se trata de adolescentes. Segundo dados do SUS, o número de casos de ansiedade entre jovens dobrou em apenas 10 anos.

Hoje, ela afeta mais adolescentes do que adultos. Por isso, reconhecer os sinais e agir cedo faz toda a diferença para evitar que o problema se agrave.

 

O que é ansiedade?

A ansiedade não é, em si, um vilão. Trata-se de uma reação natural, que nos ajuda a identificar riscos e a nos preparar para lidar com eles.

O problema começa quando o grande volume de informações, situações, cenários e consequências que a realidade atual nos oferece, a ansiedade acaba se intensificando, deixando de ser pontual para algo frequente e difícil de controlar.

Além do impacto emocional, a ansiedade também gera sintomas físicos. Ao entrar nesse estado de atenção, o corpo pode ter reações como:

  • Tensão muscular;
  • Tontura;
  • Tremores;
  • Sudorese excessiva;
  • Taquicardia;
  • Dor no peito.

 

Quais os sinais de ansiedade em adolescentes?

A adolescência é marcada por diversas transformações – físicas, sociais, emocionais, comportamentais – o que torna essa fase ainda mais delicada quando o assunto é saúde mental. Segundo a SciElo Brasil (Biblioteca Científica Eletrônica Online), a prevalência cumulativa para algum transtorno ansioso em crianças e adolescentes de países ocidentais gira em torno de 15 a 20%.

Por isso, é comum que mudanças de comportamento sejam vistas apenas como “coisa da idade”. No entanto, alguns sinais merecem mais atenção:

  • Queda repentina no desempenho escolar;
  • Isolamento social;
  • Perda de interesse em atividades que antes davam prazer;
  • Alta irritabilidade;
  • Mudanças de humor;
  • Alterações no sono (excesso ou falta);
  • Dores de cabeça e no estômago sem causa aparente.

Muitos desses sintomas são vistos como personalidade forte, falta de interesse ou preguiça, mas, na verdade, podem indicar que o adolescente precisa de apoio emocional e , em alguns casos, acompanhamento profissional.

 

Como ajudar um adolescente com ansiedade?

O diálogo é sempre o primeiro passo, por isso, mostre-se aberto para conversar sem julgamentos e entender o que está acontecendo. De maneira geral, crianças e adolescentes podem apresentar quadros de intensidade leve, moderada e grave, que irão demandar condutas diferentes para cada caso. Por isso é muito importante buscar o especialista para a conduta mais adequada, podendo ser necessária até mesmo a prescrição de medicamentos. Procure ajuda.

Além disso, algumas atitudes simples no dia a dia podem ajudar:

  • Incentivar a manter uma rotina saudável, com boa alimentação e boas noites de sono;
  • Estimular a prática de atividades físicas e momentos de lazer;
  • Oferecer acolhimento, ficar por perto e disposto a ouvir.

 

Esteja atento, esteja presente

A ansiedade na adolescência pode afetar não só a saúde mental, mas também os estudos, as relações sociais e a autoestima. Por isso, reconhecer os sinais e agir cedo é essencial.

Lembre-se: o acolhimento e a presença da família fazem toda a diferença. Esteja atento, esteja por perto e, sempre que necessário, busque apoio profissional.

 

Fontes: Organização Mundial da SaúdeHospital Sírio LibanêsUniversidade de São PauloHospital Israelita Albert EinsteinSciElo Brasil

 

Agência SA365 | Edição e Revisão: Unimed do Brasil

Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil