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O desenvolvimento da comunicação envolve muito mais do que dizer as primeiras palavras. É por meio dela que a criança aprende, cria vínculos, expressa sentimentos e interage com o mundo ao seu redor.
Dificuldades de fala e linguagem podem aparecer de formas diferentes na infância. Enquanto algumas envolvem a pronúncia dos sons, outras afetam a compreensão, a organização das palavras ou a construção de frases.
Quando esses sinais passam despercebidos, podem interferir na rotina, na alfabetização e nas relações sociais. Por isso, observar o desenvolvimento da comunicação é uma forma importante de cuidado.
A boa notícia é que a avaliação no momento certo ajuda a entender o que está acontecendo e permite iniciar os estímulos e acompanhamentos mais adequados para cada criança.
Os distúrbios da fala e da linguagem não representam uma única condição e podem afetar diferentes etapas da comunicação, manifestando-se de maneiras distintas.
Entre os quadros mais comuns estão:
Embora alguns sinais possam parecer semelhantes para as famílias, cada quadro exige uma avaliação para que o acompanhamento seja direcionado de forma específica às necessidades da criança.
Leia: Atividades que apoiam o desenvolvimento infantil
O Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem pode se manifestar de diferentes formas ao longo da infância.
Entre os sinais mais observados estão:
Estima-se que o TDL afete cerca de uma em cada 14 crianças. A condição possui forte influência genética e costuma exigir acompanhamento especializado.
Uma dúvida frequente das famílias envolve a diferença entre TDL e atraso de linguagem.
No atraso de linguagem, a aquisição da fala ocorre mais lentamente, mas segue um percurso semelhante ao esperado para a idade. Já no TDL, as dificuldades costumam ser mais persistentes e afetam diferentes aspectos da linguagem.
Reconhecer essas diferenças ajuda a direcionar a investigação e evita que sinais importantes sejam interpretados apenas como uma variação do desenvolvimento.
Confira: Você conhece os quatro tipos de parentalidade?
Não. A apraxia da fala e o Transtorno do Espectro Autista (TEA) são condições distintas.
Na apraxia, a principal dificuldade está relacionada ao planejamento dos movimentos necessários para falar. A criança sabe o que deseja comunicar, mas encontra obstáculos para organizar os comandos motores envolvidos na produção da fala.
No TEA, os desafios podem envolver a comunicação social, o comportamento e a forma de interação com o ambiente.
Outra dúvida comum diz respeito à evolução da apraxia. Com acompanhamento fonoaudiológico adequado e intervenções consistentes, muitas crianças apresentam avanços importantes em sua capacidade de comunicação.
Também é importante lembrar que nem toda dificuldade para falar está relacionada a condições do neurodesenvolvimento. Em alguns casos, fatores ambientais ou alterações de saúde podem estar envolvidos.
Veja: Fases do desenvolvimento da criança
O atraso na linguagem pode ter diferentes causas. Entre os principais aspectos que podem estar associados à condição estão:
O ambiente também pode influenciar esse processo. Conversas, brincadeiras, histórias e momentos de interação estimulam o desenvolvimento da comunicação desde os primeiros anos de vida.
Por outro lado, longos períodos diante de celulares, tablets ou televisões reduzem oportunidades de troca e participação ativa, elementos importantes para a construção da linguagem.
Diante de tantas possibilidades, a tentativa de identificar sozinho a causa do problema pode gerar mais dúvidas do que respostas. O mais indicado é buscar orientação profissional para uma avaliação completa.
Saiba mais em: 12 formas de estimular o desenvolvimento infantil
Cada fase do desenvolvimento tem características próprias. Ainda assim, alguns sinais merecem atenção especial.
Procure orientação médica se houver:
A presença desses sinais não significa necessariamente que existe um transtorno. Eles indicam, porém, que uma avaliação profissional pode ser necessária.
O primeiro passo costuma ser a consulta com o pediatra. A partir dessa avaliação inicial, outros profissionais podem participar da investigação.
Dependendo do caso, o acompanhamento pode envolver o otorrinolaringologista para avaliar a audição e o fonoaudiólogo para investigar e trabalhar as dificuldades identificadas.
Com diagnóstico adequado, intervenção precoce e um ambiente acolhedor, muitas crianças conseguem desenvolver suas habilidades de comunicação e ampliar sua participação nas atividades do dia a dia.
O mais importante é observar os sinais, acolher as necessidades da criança e procurar ajuda sempre que houver dúvidas sobre o desenvolvimento, em vez de buscar respostas rápida
Descubra também: Fases do desenvolvimento da criança
Quer encontrar outras formas de apoiar o desenvolvimento infantil com segurança? Explore os conteúdos focados em saúde familiar aqui no Portal Viver Bem!
Fontes: Revista Médica de Minas Gerais, Sociedade de Pediatria de São Paulo, Sociedade Brasileira de Pediatria, Secretaria Executiva da Rede Nacional Primeira Infância, Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, Raise Awareness of Developmental Language Disorder, Speech Prosody Studies Group
Agência SA365 | Edição e Revisão: Unimed do Brasil
Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil
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