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Apesar de serem bem intencionados, os pitacos em excesso às vezes confundem e estressam a grávida. Neste texto, vamos reunir algumas dicas sobre quais alimentos de fato representam algum prejuízo para a gestação e quais são os nutrientes importantes para a saúde da gestante e do feto – além de tirar algumas das dúvidas mais frequentes nas buscas online.
Apesar de muitas restrições serem mitos, algumas são comprovadas cientificamente e fazem parte das contraindicações alimentares para gestantes. Confira a lista de alimentos que a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) recomenda evitar:
Gestantes precisam de uma alimentação saudável e equilibrada, com carboidratos (preferencialmente integrais), proteínas, vitaminas e minerais. Mas alguns nutrientes se tornam ainda mais importantes durante esse período. São eles:
Ferro: presente no feijão, lentilha, brócolis, ovos e carnes em geral, ajuda a evitar a anemia durante a gestação
Folato (ou ácido fólico): encontrado no fígado, verduras verde-escuras, leguminosas, amendoim, peixes, gema de ovo e frutas cítricas, o folato ajuda na formação do sistema nervoso do bebê
Cálcio: ajuda no desenvolvimento cardíaco e ósseo do feto. Encontrado em laticínios, gergelim, sardinha, castanhas e vegetais verde-escuros
Vitaminas A e C: presentes em frutas amarelas, laranjas e vermelhas, ajudam a fortalecer o sistema imunológico. A vitamina C ainda ajuda na absorção do ferro pelo organismo
Diante de tantos palpites e superstições, muitas grávidas recorrem aos mecanismos de busca da internet na hora que bate um desejo. Para ajudar, reunimos aqui respostas para as 6 perguntas mais frequentes:
A resposta para a dúvida campeã entre as grávidas é que as grávidas podem comer sushi, mas aqueles que são selados. Isso porque, quando esses alimentos passam pela cocção, o risco de doenças diminui consideravelmente.
Se o desejo de comer sushi com peixe cru for muito intenso, a orientação é que se consuma em restaurantes confiáveis. Dê preferência àqueles que já frequentavam antes da gravidez sem nunca passar mal. De qualquer forma, é bom não exagerar na dose!
Além do risco de infecção por salmonela, já mencionado acima, é preciso considerar o risco de contaminação por mercúrio. Alguns peixes, como atum e cação, podem apresentar níveis mais altos dessa substância nociva à saúde.
A grávida pode comer camarão e outros moluscos, desde que devidamente cozidos. Quando crus, apresentam risco de intoxicação alimentar por salmonela.
Apesar da crença popular de que a canela prejudicaria a fertilidade da mulher ou que induza contrações, nada disso encontra respaldo na ciência. Assim, a canela pode ser consumida normalmente. Aliás, a especiaria é ótima para dar um sabor especial a sobremesas com frutas, como banana, maçã e abacaxi. Não há especificação sobre quantidade máxima recomendada. A única observação da Febrasgo é não consumir suplementos (de canela ou qualquer outro) em forma de cápsulas sem a devida orientação médica.
Sim! O consumo de todas as frutas não só é permitido, mas também recomendado como parte de uma alimentação balanceada. Porém, por ser uma fruta mais ácida, algumas pessoas podem sentir incômodos, como azia ou refluxo, ao comer abacaxi. A dica é prestar atenção a como seu organismo reage.
Grávidas que não tenham problemas com diabetes ou com obesidade podem comer chocolate. Mas, por conter cafeína, é recomendado que o chocolate seja consumido com moderação. O ideal é que o consumo diário não ultrapasse 30 gramas. Em alguns estômagos mais sensíveis, o açúcar e a gordura do chocolate podem provocar azia e enjoo.
O consumo do amendoim é permitido para as grávidas – inclusive, a leguminosa é fonte de ácido fólico, um nutriente importante para a gestação. A única restrição é, naturalmente, para pessoas que já sofram com a alergia a amendoim.
Fontes: Febrasgo | Einstein
Agência Babushka | Edição e Revisão: Unimed do Brasil
Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil
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