Prevenção à obesidade: conscientização e desafios

08 de novembro, 2024

Com consequências graves para a saúde física e mental, a obesidade é um dos grandes desafios à saúde e têm atingido grandes proporções em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. A boa notícia, no entanto, é que a prevenção é possível e envolve um conjunto de medidas que podem ser adotadas desde a infância até a vida adulta. 

A obesidade é uma doença caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal. Ela é frequentemente associada a um desequilíbrio entre a ingestão calórica e o gasto energético, ou seja, quando o consumo de alimentos ricos em calorias supera a capacidade do corpo de gastar essas calorias por meio de atividades físicas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade está diretamente ligada a uma série de problemas de saúde, como doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão, apneia do sono, entre outras. Conforme alerta um novo estudo apresentado no Congresso Internacional sobre Obesidade (ICO) 2024, quase metade dos brasileiros adultos (48%) terá obesidade e mais 27% terão sobrepeso até 2044.

A prevenção começa na infância

A promoção de hábitos saudáveis, como o consumo de alimentos frescos, vegetais, frutas e cereais integrais, deve ser estimulada para a formação dessa prática. “Cada faixa etária possui uma estratégia individualizada. No entanto, fomentar hábitos saudáveis, como maior ingestão de frutas, hortaliças e comida de verdade, é um dos fatores que pode prevenir a obesidade. Porém, a obesidade possui múltiplas causas, então apenas o controle alimentar não é o único fator, temos também o estímulo ao exercício físico, controle da saúde mental e sono regular”, explica Karla Carvalho, nutricionista clínica e fitoterapeuta do Centro de Clínicas e Terapias Especializadas (CCTE) da Unimed Belém.

Mudança no estilo de vida: alimentação saudável e atividade física

Para a população adulta, adotar uma dieta equilibrada e a prática regular de exercícios físicos são as melhores formas de prevenir e controlar a obesidade. Evitar alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares, gorduras trans e sódio, e dar preferência a preparações caseiras com alimentos frescos, é um passo importante na redução do risco de ganho de peso excessivo.

Um dos desafios apontados pela nutricionista é a conscientização em busca de uma alimentação mais balanceada. “Hoje as pessoas estão deixando de cozinhar e optando por refeições mais rápidas. Esta conscientização, da importância de consumir uma alimentação mais "caseira", é um desafio. O segundo ponto é que as pessoas estão com o paladar "viciado" em açúcar e excesso de sal, o que compromete a adesão de outros sabores como os amargos, ácidos, que você encontra nas frutas e hortaliças. É um trabalho cada vez mais árduo inserir estas fontes alimentares na dieta regular das pessoas”, afirma a nutricionista.

A prática de atividades físicas regulares como caminhadas, corridas, ciclismo e natação, também é uma aliada, não apenas ajuda a controlar o peso, mas também melhora a saúde cardiovascular e o bem-estar mental. 

A educação nutricional, a promoção de estilos de vida saudáveis e a conscientização sobre os riscos associados à obesidade são passos cruciais para garantir uma melhor qualidade de vida para as futuras gerações.

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