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Fevereiro Roxo: Conscientização sobre Lúpus, Fibromialgia e Alzheimer

25 de fevereiro, 2025

A campanha Fevereiro Roxo foi criada para conscientizar, informar e educar a população sobre doenças crônicas como lúpus, fibromialgia e Alzheimer. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre prevenção, diagnóstico e tratamento dessas condições, promovendo uma sociedade mais informada e engajada na promoção da saúde e no apoio às pessoas afetadas e seus familiares.

Iniciativas como essa campanha são fundamentais para reduzir o estigma associado a essas doenças e promover o diagnóstico precoce. Ao aumentar o conhecimento da população, é possível encaminhar pacientes para tratamento médico de forma mais rápida, garantindo um atendimento humanizado e diminuindo o preconceito em relação às doenças crônicas.

A educação e a informação de qualidade são a base para o sucesso do tratamento e a recuperação dos pacientes. Por isso, é essencial que toda a sociedade esteja engajada e informada sobre essas condições, contribuindo para uma vida mais saudável e digna para todos. “É muito importante que se fale sobre essas doenças, até porque a educação é a base do sucesso do tratamento.Uma informação de qualidade para o paciente leigo é a base da sua recuperação. É importante falar em doenças autoimunes porque assim se amplia a forma correta de conhecimento delas. É o primeiro passo”, afirma a reumatologista Maria Izabel Morhy, médica cooperada da Unimed Belém.

Lúpus: uma doença autoimune complexa

Segundo a reumatologista, o lúpus é uma doença autoimune que produz autoanticorpos, que podem se depositar em diversos órgãos do corpo, causando inflamação crônica. Os sintomas variam de acordo com o órgão afetado, podendo incluir fadiga, dor nas articulações, lesões na pele e problemas renais. “O diagnóstico principal, o diagnóstico clínico, é o exame físico, é a história que você colhe na consulta mesmo. Depois o paciente vem para os exames complementares, onde nós fazemos a pesquisa dos autoanticorpos, que são exames muito específicos para doenças do colágeno”, explica.

Para pacientes idosos com lúpus, a geriatra Dra. Sheyla Calixto, médica cooperada da Unimed Belém, ressalta que o diagnóstico precoce é fundamental para melhorar a qualidade de vida e aumentar a sobrevida dos pacientes. “É necessário usar corretamente os medicamentos, tomar as vacinas, manter os exames atualizados e não esquecer do tratamento de outras doenças crônicas como hipertensão e diabetes”, alerta .

Fibromialgia: diagnóstico por exclusão

A fibromialgia, por sua vez, é uma condição caracterizada por dor crônica generalizada, fadiga e distúrbios do sono. A doença causa dor em todo o corpo, principalmente nos músculos e tendões. A síndrome também provoca fadiga, distúrbios do sono, ansiedade, alterações de memória e de atenção, cansaço excessivo e depressão.

Como explica a reumatologista, Dra. Maria Izabel, o diagnóstico é feito por exclusão, ou seja, são realizados exames para descartar outras doenças que possam causar sintomas semelhantes. Não há um exame específico para fibromialgia, o que torna o processo diagnóstico ainda mais desafiador.

Alzheimer: sinais de alerta e cuidados

A geriatra, Dra. Sheyla Calixto, destaca que o Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que se manifesta com perda progressiva de memória, mudanças de humor e personalidade, além de dificuldades na realização de atividades diárias, como vestir-se e alimentar-se. Familiares e cuidadores devem estar atentos a sinais como confusão mental, irritabilidade, apatia e distúrbios de linguagem.

No caso do Alzheimer, o apoio dos familiares e cuidadores é essencial. “Eles devem oferecer suporte e cuidados contínuos. É preciso que pacientes recebam estímulos de sua família ou cuidadores para realizar atividades ou tarefas simples como se vestir e comer sozinho. Também é preciso estimular comunicação, contando histórias e conversando sobre assuntos do dia a dia”, sugere a médica cooperada.

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