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Voltar Dr. Eduardo Silveira
“Minha profissão é um presente de Deus para ser útil às pessoas”.
Nada identifica melhor o médico Dr. Eduardo Silveira do que o amor pela Medicina e o desejo de cuidar de pessoas. São 55 anos de exercício da profissão. Na oncologia, descobriu a possibilidade de unir ciência e sensibilidade em cada atendimento.
Dr. Silveira é responsável pelo Centro de Infusões da Unimed Santos, dando sequência a uma relação que se iniciou em 21 de março de 1979, quando se tornou cooperado Unimed Santos. A história de dedicação à arte de cuidar de pessoas começou bem antes, em 1965, quando entrou na Universidade de Campinas, a Unicamp, para cursar Medicina.
“Pertenço à infância da Unicamp, sou da terceira turma”, conta. Na mesma Universidade, fez residência em Clínica Médica, nos anos de 1971 e 1972. Em 1973, foi contratado como professor de Propedêutica da instituição, e lá ficou até se transferir para Santos, em 1977.
CIÊNCIA E CORAÇÃO Sobre a profissão que abraça, considera “um presente de Deus para ser útil às pessoas”. Afirma que é importante “a gente vir ao mundo para construir”.
Para aqueles que estão chegando agora à profissão, envia um recado: “Estude, estude e estude, porque o paciente vai depender do seu conhecimento”. O trabalho do Dr. Eduardo Silveira é um exemplo da missão da Unimed Santos: cuidar de pessoas com respeito, ciência e coração.
Natural de Campinas, veio para a cidade acompanhar o grande amor, a ginecologista e obstetra Maria Isabel. Seus olhares se cruzaram quando a jovem foi sua aluna, na Unicamp. Concluído os estudos, ela retornou a Santos, onde moravam os pais.
“Larguei a carreira universitária, que estava indo bem, e vim para cá”, revela. O casamento já dura 51anos, e a cidade do grande médico Dr. Martins Fontes ganhou mais um nome, Dr. Eduardo Silveira, para honrar a Medicina. Parêntesis: em 16 de outubro de 2025, a turma de Maria Isabel completou 50 anos de formatura, e Dr. Silveira compareceu, não só como esposo, mas como professor homenageado. CONTRIBUIÇÃO Logo que se transferiu para Santos, em 1977, Dr. Eduardo Silveira foi trabalhar na Santa Casa e já ofereceu contribuição inestimável, com a criação do serviço de quimioterapia no hospital. “Eu tinha que internar os pacientes para fazer quimioterapia porque não havia serviço ambulatorial”, relembra. Como possuía título de especialista, foi à luta o conseguiu cadastrar a Santa Casa junto ao antigo INPS. Resultado: o atendimento quimioterápico ambulatorial começou a ser oferecido pelo hospital, a partir de novembro de 1977. Dr. Silveira tornou-se nome respeitado e reconhecido. Em 1979, foi contratado como Professor de Propedêutica da Faculdade de Ciências Médicas de Santos (FCMS), do Centro Universitário Lusíada (Unilus), onde permaneceu, até dezembro de 2007. Na instituição, destacou-se como preceptor voluntário da Liga de Oncologia, por 18 anos. “Foi muito importante e gratificante para mim os trabalhos nessa instituição. Da referida Liga, saíram vários oncologistas, que são destaques em diversos hospitais no Brasil." Quando, por questões administrativas, a Santa Casa ficou fechada por alguns meses, os pacientes do Dr. Silveira, cerca de 80, a maioria do sistema público de saúde, não ficaram abandonados. Ele os levou para a Casa de Saúde, onde também montou um serviço de quimioterapia, que não era oferecido até então. A história de dedicação no hospital percorreu o tempo, até 2017. Em 1989, a Casa de Saúde saiu do SUS, e lá foi Silveira com seus pacientes de volta para a Santa Casa. Em 1996, um novo capítulo: foi atender pelo SUS na Beneficência Portuguesa, onde permaneceu até 2018. VOLUNTARIADO Em meio à movimentada vida profissional, anos antes, em 1987, Dr. Eduardo Silveira recebeu convite do médico Dr. Carlos Nicola Abamonte para montar um serviço de atendimento aos casos de mola hidatiforme, no Hospital Guilherme Álvaro. “Estavam morrendo pacientes por uma doença que é curável 90%”, destaca. Só que, por questões burocráticas, Silveira não pode ser contratado. Conclusão: tornou-se voluntário do ambulatório, e lá se vão 38 anos praticando o voluntariado, agora sob a chefia do médico obstetra Dr. José Roberto Del Sant. O ambulatório tornou-se um dos centros brasileiros de referência em Doença Trofoblástica Gestacional, um tipo de tumor, que tem a mola hidatiforme (benigna) como a apresentação mais comum. EDUARDOS Muitas crianças receberam o nome Eduardo por gratidão das mães, que foram curadas e puderam engravidar. São muitas as ricas histórias nas mais de cinco décadas e meia de prática da Medicina do Dr. Eduardo Silveira. Até partos nos confins da Bahia ele realizou, com o espírito de servir que sempre o caracterizou.