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Saúde mental: como lidar com a gestação e a maternidade em meio à pandemia

        20 de abril, 2021

Diante das incertezas em meio à pandemia da Covid-19, gestantes e puérperas têm enfrentado desafios psicológicos para lidar com a gestação e a maternidade. Especialistas da Maternidade Unimed, em Cachoeiro de Itapemirim, separaram dicas sobre como lidar com este período de estresse e ansiedade para tantas mulheres.


De acordo com a psicóloga da Linha Assistencial Materno Infantil da Maternidade da Unimed, Mariana Machado de Melo, entre as principais dificuldades psicológicas que gestantes e puérperas têm enfrentado estão as mudanças do que é idealizado e sonhado sobre a maternidade, o que, devido ao momento de pandemia, pode trazer desajustes emocionais. 

“Sonhos como ter a família sempre junto, fazer o chá de bebê e comprar o enxoval são expectativas que, devido à pandemia, sofreram desajustes. Não podemos ter nossa rede de apoio por perto com tanta afetividade quanto temos no formato presencial, por exemplo. Isso também traz dificuldades”, afirma Mariana de Melo.

Outros desafios apontados pela psicóloga são o medo e a incerteza em relação à Covid-19 e suas consequências, e a própria questão hormonal e de mudança do corpo da mulher com a gestação e o pós-parto, que já é natural durante o período. “Isso traz um grande desconforto, a mulher incha muito e todo o organismo dela tem que dar conta de dois corpos. E, no puerpério, tem o cansaço, porque elas têm que administrar um ser que depende exclusivamente delas e ainda passaram por um processo cirúrgico", completa Mariana de Melo.

Para reduzir a ansiedade e o estresse neste contexto, a psicóloga recomenda limitar o acesso excessivo às informações sobre a Covid-19, ter uma rede de apoio emocional presente, fazer atividades prazerosas, ter autoconhecimento e respeitar os próprios limites com relação ao tempo de aprendizagem da maternidade.

 

Medo leva à ansiedade na gestação e no pós-parto

Segundo o obstetra e coordenador da Especialidade Obstetrícia na Maternidade Unimed, Watson Viana Vieira, geralmente, na gestação e no pós-parto, as mulheres têm tido um quadro mais exacerbado de transtornos de ansiedade e insônia relacionados ao medo da pandemia. O médico explica que a limitação do convívio social e da prática do exercício físico contribui para a aflição, a angústia e as incertezas geradas durante a gestação. No caso do puerpério, tem se observado o aumento desses transtornos e da depressão no pós-parto, principalmente, devido à limitação do apoio familiar, por causa do isolamento social.


“Para amenizar essas dificuldades, é sempre importante aceitar o apoio da família e manter um bom relacionamento com o parceiro. Cultivar os bons hábitos de saúde, como alimentação saudável e atividade física supervisionada, e aumentar a prática da leitura e o aprendizado sobre cuidados com o bebê. Tudo isso tem o intuito de otimizar o equilíbrio emocional – que está diretamente relacionado à autoestima, prevenir os transtornos de ansiedade, confiar em seus instintos e não se cobrar demasiadamente, para que essa fase seja leve e de aprendizado”, recomenda.

 

 

Quem passou por situações de ansiedade e estresse durante a gestação e no puerpério foi a comerciante de Marataízes Carolina Rezende Sobreira, 34 anos. Desde o início da gestação, em fevereiro de 2020, Carolina permaneceu em casa, mas, em maio,  teve complicações na gestação e precisou ficar 10 dias internada na Maternidade Unimed.  Em julho, o bebê, que ganhou o nome de José Pedro Pazzini Rezende, nasceu de forma prematura.

“Como o José Pedro nasceu com baixo preso, precisou ficar 12 dias na Utin e só pude pegar meu filho no colo depois de oito dias do nascimento. A parte mais difícil foi essa, queria ficar com ele e não podia. Devido à pandemia,  ele só podia receber uma visita de 20 minutos na Utin – ou o pai ou a mãe. Imagina deixar todo dia um pedacinho seu lá”, conta.

A comerciante afirma que não pode realizar grande parte do que tinha idealizado, como visitas após o nascimento, chá de bebê, ensaio fotográfico, mesversário. “Tudo o que planejei para quando fosse engravidar, teve que ser cancelado. A equipe da Maternidade me deu todo um suporte emocional naquele momento. Eles nos acolheram com tanto carinho que tenho contato com todos até hoje”, finaliza.

 

Visita virtual, oficinas e lives para confortar as futuras mamães

Na Maternidade da Unimed, gestantes e puérperas recebem, desde o pré-natal, o apoio de uma equipe multidisciplinar, com psicólogos, fonoaudiólogos, médicos e enfermeira obstetra. Em decorrência da pandemia e para reduzir a ansiedade das futuras mamães e suas famílias, a unidade realiza visitas virtuais à sala de parto e à estrutura da maternidade, possibilitando que as gestantes conheçam todo o local, que conta com cama elétrica, banheira, bola de¿bobath, sonar, cardiotocógrafo¿e equipamentos para monitoramento dos sinais vitais¿da mãe e do bebê, entre outros.

Durante as visitas virtuais, as clientes também podem tirar dúvidas com a equipe da maternidade e manter a proximidade familiar, em casos em que esteja suspensa a visita presencial. Os agendamentos ocorrem pelo WhatsApp (28) 99993-1502 e as visitas acontecem de segunda a sexta, por videochamada, com o acompanhamento de uma enfermeira. 

Outra iniciativa da Maternidade para manter a proximidade com as clientes e deixá-las mais tranquilas em relação ao parto são as lives e oficinais virtuais gratuitas para discutir temas relacionados à gestação e à maternidade. A programação pode ser acompanhada pelas redes sociais da Unimed Sul Capixaba, tendo atividades inclusive para quem não é cliente Unimed.

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