Notícias

Blog Unimed Franca

Voltar Hepatites virais: tipos, transmissão, prevenção e tratamento

Hepatites virais: tipos, transmissão, prevenção e tratamento

Entenda o que são as hepatites virais, conheça os tipos A, B, C, D e E, saiba como ocorre a transmissão e veja formas de prevenção e tratamento.
Texto: Diego Godoi | Marketing Unimed Franca e SJHM
24 de junho, 2026

O que são hepatites virais?

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado e podem causar inflamação, comprometendo o funcionamento desse órgão tão importante para o organismo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, existem cinco principais tipos de vírus causadores das hepatites: A, B, C, D e E. Eles podem provocar doença no fígado, mas se diferenciam nas formas de transmissão, gravidade, prevenção e tratamento.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. A hepatite D é mais frequente na região Norte do país, enquanto a hepatite E é considerada menos comum no Brasil.

O mês de julho é marcado pela campanha de conscientização e prevenção às hepatites virais, conhecida como Julho Amarelo. A data reforça a importância da informação, da vacinação, do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico.

Por que falar sobre hepatites é tão importante?

Muitas pessoas podem ter hepatite e não saber. Isso acontece porque, em alguns casos, a infecção não apresenta sintomas no início. As hepatites B, C e D, por exemplo, podem se tornar crônicas e evoluir por anos sem diagnóstico, aumentando o risco de complicações como cirrose e câncer de fígado.

Por isso, cuidar da saúde do fígado também é uma forma de prevenção. Fazer exames, manter a vacinação em dia e buscar orientação médica são atitudes simples que podem fazer muita diferença.

Principais sintomas das hepatites virais

Nem sempre as hepatites causam sintomas. Quando aparecem, os sinais podem variar conforme o tipo de vírus e a fase da infecção. Entre os sintomas mais comuns estão:

  • cansaço;
  • febre;
  • enjoo ou vômitos;
  • dor abdominal;
  • perda de apetite;
  • urina escura;
  • fezes claras;
  • pele e olhos amarelados, condição conhecida como icterícia.

Esses sintomas também podem estar relacionados a outras condições de saúde. Por isso, a avaliação médica é essencial para confirmar o diagnóstico e indicar o cuidado adequado.

Tipos de hepatites virais

Hepatite A

A hepatite A é transmitida principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados, além do contato direto com pessoas infectadas. Ela está muito relacionada às condições de saneamento, higiene e manipulação de alimentos.

Na maioria dos casos, a hepatite A tem evolução aguda, ou seja, não costuma se tornar crônica. A prevenção envolve vacinação, higienização correta das mãos, consumo de água tratada e cuidado com alimentos crus ou mal lavados.

Hepatite B

A hepatite B pode ser transmitida pelo contato com sangue, sêmen e outros fluidos corporais contaminados. Isso pode ocorrer em relações sexuais sem preservativo, compartilhamento de agulhas, seringas, lâminas, alicates de unha ou outros objetos perfurocortantes.

Também pode haver transmissão da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto, o que reforça a importância do pré-natal e da testagem. A vacinação contra hepatite B é uma das principais formas de prevenção, e a OMS destaca a vacinação como prioridade no controle da doença.

Hepatite C

A hepatite C é transmitida principalmente pelo contato com sangue contaminado. Pode ocorrer pelo compartilhamento de objetos perfurocortantes, materiais não esterilizados em procedimentos como tatuagens, piercings, manicure e uso de instrumentos contaminados.

Ao contrário das hepatites A e B, não existe vacina contra hepatite C. Por isso, a prevenção depende de cuidados com materiais cortantes, uso de preservativo em situações indicadas e realização de exames para diagnóstico.

A hepatite C tem tratamento, e os medicamentos antivirais de ação direta são recomendados internacionalmente para a maioria das pessoas com infecção crônica, conforme orientação da OMS.

Hepatite D

A hepatite D só acontece em pessoas que já têm hepatite B, pois o vírus da hepatite D depende do vírus da hepatite B para se multiplicar no organismo. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com sangue contaminado e, em menor proporção, por fluidos corporais.

A melhor forma de prevenir a hepatite D é prevenir a hepatite B, especialmente por meio da vacinação.

Hepatite E

A hepatite E é menos frequente no Brasil e é encontrada com maior facilidade em regiões da África e da Ásia, segundo o Ministério da Saúde.

Assim como a hepatite A, sua transmissão está relacionada principalmente à ingestão de água ou alimentos contaminados. A prevenção envolve saneamento básico, higiene das mãos e cuidados com o consumo de água e alimentos.

Como ocorre a transmissão das hepatites?

As formas de transmissão variam de acordo com o tipo de hepatite. De modo geral, elas podem ocorrer por:

  • consumo de água ou alimentos contaminados;
  • contato com sangue contaminado;
  • relações sexuais sem preservativo;
  • compartilhamento de agulhas, seringas, lâminas, alicates e outros objetos cortantes;
  • uso de materiais não esterilizados em tatuagens, piercings ou procedimentos estéticos;
  • transmissão da mãe para o bebê durante a gestação ou parto, especialmente nas hepatites B e C.

As hepatites A e E estão mais associadas à contaminação por água e alimentos. Já as hepatites B, C e D têm relação importante com contato com sangue e fluidos corporais contaminados.

Como prevenir as hepatites virais?

A prevenção é uma das principais formas de cuidado. Algumas atitudes ajudam a reduzir o risco de infecção:

  • manter a vacinação contra hepatite A e B em dia, quando indicada;
  • lavar bem as mãos, especialmente antes das refeições e após usar o banheiro;
  • consumir água tratada;
  • higienizar bem frutas, verduras e legumes;
  • usar preservativo nas relações sexuais;
  • não compartilhar agulhas, seringas, lâminas, escovas de dente, alicates ou outros objetos cortantes;
  • verificar se materiais usados em tatuagens, piercings, manicures e procedimentos estéticos são descartáveis ou esterilizados;
  • realizar o pré-natal corretamente;
  • fazer exames quando houver indicação médica.

A OMS reforça que a prevenção das hepatites B e C envolve vacinação contra hepatite B, segurança em procedimentos com sangue e injeções, prevenção da transmissão da mãe para o bebê e estratégias de redução de risco para populações mais vulneráveis.

Diagnóstico: quando procurar atendimento?

É importante procurar atendimento médico ao perceber sintomas como pele e olhos amarelados, urina escura, dor abdominal, náuseas persistentes ou cansaço intenso. Também é recomendado buscar orientação se houve exposição a alguma situação de risco, como contato com sangue, relação sexual desprotegida ou compartilhamento de objetos perfurocortantes.

O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais. Como muitas hepatites podem não causar sintomas no início, a testagem é fundamental para identificar a infecção e iniciar o acompanhamento adequado.

Tratamento das hepatites virais

O tratamento depende do tipo de hepatite, da fase da infecção e das condições de saúde de cada pessoa.

Nas hepatites A e E, o cuidado costuma ser de suporte, com acompanhamento médico, hidratação, repouso quando necessário e orientação sobre alimentação e medicamentos. Já as hepatites B, C e D exigem avaliação especializada, pois podem se tornar crônicas e precisar de acompanhamento contínuo.

A hepatite C, por exemplo, conta com tratamento antiviral. A OMS recomenda tratamento para pessoas com hepatite C crônica, com exceções específicas, como gestantes, conforme avaliação profissional.

Nunca use medicamentos por conta própria. O fígado é responsável por metabolizar diversas substâncias, e alguns remédios podem agravar lesões hepáticas quando usados sem orientação.

Cuidar do fígado é cuidar da vida

As hepatites virais podem ser prevenidas, diagnosticadas e tratadas. A informação é uma grande aliada para reduzir riscos e proteger a saúde.

Neste Julho Amarelo, aproveite para colocar seus cuidados em dia: verifique sua carteira de vacinação, mantenha hábitos de higiene, evite compartilhar objetos cortantes e converse com seu médico sobre a necessidade de realizar exames.

Curta nossa página