Cozinha que acolhe: Unimed Cascavel aproxima nutrição e afeto no cuidado oncológico

14 de outubro, 2026


Uma refeição pode representar muito mais do que a ingestão de nutrientes. Também pode trazer conforto, despertar memórias e aproximar pessoas. Durante o tratamento do câncer, quando a alimentação pode exigir adaptações, preservar esses significados é parte importante do cuidado. Foi com esse olhar que a Unimed Cascavel preparou a oficina “Cozinha que acolhe”, destinada a pacientes oncológicos e seus familiares.

 Na noite de 9 de outubro, na cozinha gourmet do Espaço Viver Bem (EVB), a iniciativa foi organizada sob a condução da nutricionista Tainá Caroline Wagner. A proposta foi oferecer um espaço humanizado de integração e aprendizado prático, com orientações sobre o manejo de sintomas e adaptações nutricionais, respeitando as necessidades de cada pessoa.

Durante o tratamento oncológico, alterações no paladar, falta de apetite e náuseas podem tornar as refeições mais desafiadoras. O acompanhamento nutricional ajuda a encontrar estratégias adequadas a cada situação, considerando os sintomas e as condições de saúde do paciente. As orientações precisam ser individualizadas: o que funciona para uma pessoa pode não ser indicado para outra.

Nesse contexto, a oficina foi pensada para aproximar o conhecimento nutricional do cotidiano. O objetivo é ajudar pacientes e familiares a compreender possibilidades de adaptação da alimentação e favorecer uma relação mais acolhedora com a comida, respeitando preferências, limites e o momento de cada participante.

“Cuidar de uma pessoa em tratamento oncológico também é olhar para o que ela vive à mesa: suas dificuldades, suas preferências e os momentos que compartilha com a família. Ao aproximar orientação nutricional e acolhimento, queremos ajudar o paciente a se sentir respeitado e apoiado. Esse é o nosso Jeito de Cuidar: reconhecer cada pessoa em sua individualidade e caminhar ao lado dela”, destaca a *Dra. Karin Erdmann, Conselheira de Medicina Preventiva e Atenção Integral à Saúde da Unimed Cascavel*.

A participação dos familiares integra essa proposta porque o cuidado continua em casa. Ouvir o que a pessoa deseja e consegue comer, conversar sobre suas dificuldades e compartilhar essas informações com a equipe de saúde são formas de contribuir. O guia de nutrição do Instituto Nacional de Câncer (Inca) orienta que pacientes conversem com familiares ou cuidadores sobre suas preferências antes do preparo das refeições, incluindo temperos, quantidades e temperatura dos alimentos.

Ao incluir a família e valorizar o aprendizado compartilhado, a “Cozinha que acolhe” propõe um cuidado que considera tanto a alimentação quanto os vínculos afetivos. Um convite para que o preparo e o momento da refeição também sejam oportunidades de escuta, presença e carinho — com orientação profissional e respeito à história de cada pessoa.




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