Março Vermelho e Azul-Marinho: o que você precisa saber para prevenir câncer renal e colorretal

06 de março, 2026


 

Março carrega duas cores que não estão nas vitrines, mas nos corredores das unidades de saúde e nas estatísticas médicas. O mês é marcado pelas campanhas Março Vermelho, de conscientização sobre o câncer renal, e Março Azul-Marinho, voltado à prevenção do câncer colorretal. Dois tipos de tumor que, quando descobertos cedo, têm altas chances de tratamento bem-sucedido — mas que ainda esbarram no silêncio, no desconhecimento e no adiamento dos exames.

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer colorretal está entre os mais incidentes no Brasil, atingindo homens e mulheres. Já o câncer renal, embora menos frequente, costuma evoluir de forma silenciosa nas fases iniciais. A informação, portanto, deixa de ser acessório e passa a ser ferramenta de proteção.

Câncer colorretal: o inimigo que pode ser interceptado

O tumor colorretal atinge o intestino grosso (cólon) e o reto. Ele geralmente se desenvolve a partir de pólipos — pequenas lesões benignas que podem ser removidas antes de se tornarem câncer.

Principais sinais de alerta:

• Sangue nas fezes
• Alteração persistente do hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre)
• Dor ou desconforto abdominal frequente
• Perda de peso sem causa aparente
• Anemia

O rastreamento é o grande aliado. A colonoscopia é considerada o exame padrão-ouro, permitindo identificar e retirar pólipos durante o próprio procedimento. A recomendação geral é que homens e mulheres iniciem a investigação a partir dos 45 ou 50 anos (a depender da orientação médica), ou antes, se houver histórico familiar.

Fatores de risco:

• Alimentação rica em carnes processadas e pobre em fibras
• Sedentarismo
• Obesidade
• Tabagismo
• Consumo excessivo de álcool
• Histórico familiar

A boa notícia é que mudanças no estilo de vida reduzem significativamente o risco: alimentação rica em frutas, verduras, legumes e fibras, prática regular de atividade física e abandono do cigarro fazem diferença real na prevenção.

Câncer renal: silencioso, mas detectável

Os rins exercem função vital na filtragem do sangue e no equilíbrio do organismo. O câncer renal, em muitos casos, não apresenta sintomas nas fases iniciais, sendo descoberto incidentalmente em exames de imagem.

Quando surgem, os sinais podem incluir:

• Sangue na urina
• Dor lombar persistente
• Massa palpável na região abdominal
• Perda de peso inexplicada
• Fadiga

Diferentemente do câncer colorretal, não há um programa de rastreamento populacional definido para o câncer renal. A prevenção está ligada principalmente ao controle dos fatores de risco.

Fatores associados:

• Tabagismo
• Hipertensão arterial
• Obesidade
• Doença renal crônica
• Histórico familiar

Manter a pressão arterial controlada, evitar o cigarro, cuidar do peso e realizar check-ups periódicos são medidas que ajudam na detecção precoce.

Informação como estratégia de cuidado

As campanhas de março não são apenas simbólicas. Elas funcionam como um chamado à responsabilidade individual e coletiva. Falar sobre câncer não provoca a doença — ao contrário, reduz o impacto dela.

Prevenção não é apenas realizar exames; é construir uma rotina de autocuidado. É observar o próprio corpo, respeitar sinais persistentes e buscar orientação médica sem adiar. É compreender que diagnósticos precoces ampliam possibilidades terapêuticas e reduzem intervenções mais agressivas.

Março Vermelho e Azul-Marinho lembram que o cuidado não pode esperar por sintomas intensos. Ele começa antes — na informação, na mudança de hábitos e na decisão de fazer os exames no tempo certo.

Aqui tem gente. Aqui tem vida. Aqui tem Unimed.