Outubro Rosa: cuidar das mamas também é cuidar da vida

01 de outubro, 2026


 

Informação, prevenção, atenção aos sinais do corpo e acompanhamento de saúde fazem parte de um cuidado que começa antes da doença. Neste Outubro Rosa, a Unimed Cascavel reforça que cada mulher tem uma história, necessidades e momentos de vida diferentes — e que cuidar de forma individualizada também é uma forma de prevenção.

Falar sobre câncer de mama é falar sobre informação, mas também sobre presença. É entender os fatores de risco, reconhecer mudanças no corpo, manter os exames em dia e procurar atendimento quando algo despertar dúvida. É, sobretudo, não deixar o cuidado para depois.

O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras. Para o triênio 2026–2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 78.610 novos casos por ano no Brasil, o equivalente a 71,57 casos para cada 100 mil mulheres. Em 2024, foram registradas 20.849 mortes pela doença no país.

Os números ajudam a dimensionar o problema. Mas também mostram por que informação e diagnóstico oportuno são tão importantes.

Conhecer o próprio corpo é parte do cuidado

O câncer de mama pode se manifestar de diferentes maneiras e, principalmente nas fases iniciais, nem sempre provoca sintomas. Por isso, a atenção às mamas deve fazer parte da rotina de saúde da mulher.

Entre os principais sinais de alerta estão:

• Caroço ou nódulo endurecido na mama, especialmente quando persiste;
• Alteração no formato ou tamanho da mama;
• Mudanças na pele, como retração, vermelhidão ou aspecto semelhante à “casca de laranja”;
• Alterações no mamilo, como retração;
• Saída espontânea de líquido pelo mamilo, principalmente quando sanguinolento;
• Nódulo ou aumento de volume na região da axila.

O Ministério da Saúde reforça que alterações suspeitas devem ser avaliadas por um profissional de saúde. Ter um desses sinais não significa necessariamente ter câncer, mas significa que merece investigação.

Por isso, observar o próprio corpo não deve ser motivo de medo. Deve ser um exercício de atenção e autonomia.

Nem todo câncer de mama é igual

Uma das principais evoluções no tratamento do câncer de mama está justamente na compreensão de que cada tumor apresenta características próprias.

O tratamento pode envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapias direcionadas, entre outras estratégias. A escolha depende de fatores como o tipo e as características biológicas do tumor, o estágio da doença, as condições clínicas, a idade, o status menopausal e as preferências da paciente.

Segundo o Imva, os avanços dos últimos anos incluem cirurgias menos mutilantes e uma crescente individualização do tratamento. Quando o diagnóstico acontece no início, o tratamento apresenta maior potencial curativo.

E aqui existe uma informação importante: não há um único “índice de cura” para o câncer de mama. As chances de controle e cura variam conforme o tipo de tumor e, principalmente, o estágio em que ele é identificado.

Como referência internacional, dados da American Cancer Society baseados em mulheres diagnosticadas entre 2015 e 2021 mostram sobrevida relativa em cinco anos superior a 99% para tumores localizados, 87% quando a doença alcançou estruturas ou linfonodos próximos e 32% quando havia doença à distância. Esses números são estatísticas populacionais e não determinam o prognóstico de uma pessoa individualmente.

Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores podem ser as possibilidades de tratamento e controle.

O que pode ajudar a prevenir?

Nem todos os fatores associados ao câncer de mama podem ser modificados. A idade, características hormonais e reprodutivas e fatores genéticos, por exemplo, fazem parte da história individual de cada mulher.

Mas existem atitudes que podem contribuir para reduzir o risco.

De acordo com o Inca entre os fatores modificáveis estão excesso de peso corporal, inatividade física e consumo de bebidas alcoólicas. Praticar atividade física, manter um peso adequado, ter uma alimentação saudável, evitar bebidas alcoólicas e não fumar são medidas que contribuem para a prevenção de diferentes tipos de câncer. A amamentação também exerce efeito protetor contra o câncer de mama.

Isso não significa que uma pessoa que desenvolveu câncer tenha “falhado” na prevenção. Câncer não tem uma causa única, e mesmo pessoas que mantêm hábitos saudáveis podem desenvolver a doença. O cuidado está em reduzir riscos possíveis e manter acompanhamento adequado.

E a mamografia?

A mamografia é uma importante ferramenta para o rastreamento do câncer de mama, mas a indicação deve considerar idade, histórico familiar, fatores de risco e orientação profissional.

O rastreamento de mulheres assintomáticas não deve ser confundido com a investigação de um sintoma. Quando existe uma alteração suspeita, a mulher deve procurar atendimento independentemente da idade, para que o profissional indique a investigação adequada.

O acompanhamento individualizado é especialmente importante para mulheres com histórico familiar relevante de câncer de mama ou ovário, casos em idade jovem ou câncer de mama masculino na família, situações que podem indicar predisposição hereditária. O INCA estima que os casos de caráter hereditário correspondam a aproximadamente 5% a 10% do total.

Outubro Rosa também fala de outros cuidados

A saúde da mulher não termina nas mamas. O Outubro Rosa pode ser uma oportunidade para olhar para a saúde de maneira mais ampla.

Colo do útero: prevenção que começa antes do câncer

O câncer do colo do útero está fortemente associado à infecção persistente pelo HPV. Para 2026–2028, o INCA estima 19.310 novos casos por ano no Brasil, além de 7.493 mortes registradas em 2024.

A prevenção envolve vacinação contra o HPV e rastreamento adequado. O Ministério da Saúde vem implantando progressivamente o teste molecular para detecção do DNA-HPV oncogênico como método primário de rastreamento. O Papanicolau continua sendo uma alternativa segura e eficaz nos locais que ainda não oferecem o novo teste.

Endometriose: dor não deve ser normalizada

Cólicas menstruais intensas, dor durante as relações sexuais, dor pélvica persistente, alterações intestinais ou urinárias associadas ao ciclo e dificuldades para engravidar podem estar relacionadas à endometriose.

A doença não pode ser totalmente prevenida porque sua causa ainda não é completamente compreendida. Entretanto, reconhecer os sintomas e buscar avaliação pode favorecer o diagnóstico oportuno e melhorar a qualidade de vida.

Menopausa também merece acompanhamento

A menopausa é uma fase natural da vida, mas sintomas como ondas de calor, alterações do sono, mudanças de humor, ressecamento vaginal e alterações na saúde óssea e cardiovascular podem exigir acompanhamento individualizado.

Não existe uma receita única para atravessar essa fase. A avaliação médica ajuda a compreender os sintomas, os fatores de risco e as possibilidades de cuidado mais adequadas para cada mulher.

Cuidar é também não adiar

Há consultas que são adiadas. Exames que ficam para o mês seguinte. Um sintoma que parece pequeno demais para merecer atenção.

Mas o cuidado não precisa esperar aparecer um problema grande.

Fazer acompanhamento. Conhecer o próprio corpo. Manter os exames indicados em dia. Conversar com um profissional quando algo mudar. Cuidar da alimentação. Movimentar-se. Não fumar. Evitar o consumo de álcool.

São atitudes diferentes que fazem parte de uma mesma escolha: olhar para a própria saúde com atenção.

É esse olhar individualizado que traduz o Jeito de Cuidar Unimed: um cuidado humano, acolhedor e respeitoso, que entende que cada mulher tem uma história e precisa ser acompanhada de acordo com suas necessidades.

Conte com a Unimed Cascavel

Durante todo o ano — e especialmente no Outubro Rosa — a Unimed Cascavel reforça a importância de buscar orientação profissional diante de dúvidas, sintomas ou alterações.

As beneficiárias contam com duas importantes frentes de cuidado à saúde da mulher, na Clínica Unimed: o Ambulatório de Mama e o Programa de Rastreamento do Câncer de Mama, que atuam de forma complementar na prevenção, investigação, diagnóstico e acompanhamento das alterações mamárias.

O Ambulatório de Mama oferece atendimento especializado para avaliação e condução de alterações mamárias, incluindo investigação de nódulos, avaliação de exames alterados, realização de biópsias e apoio diagnóstico e terapêutico, conforme a necessidade de cada paciente.

Já o Programa de Rastreamento do Câncer de Mama tem como objetivo promover a detecção precoce do câncer de mama, por meio de um protocolo organizado de rastreamento. A iniciativa busca identificar alterações em estágios iniciais, possibilitando o encaminhamento adequado para investigação e tratamento.

O programa contempla beneficiárias de 40 a 74 anos que não realizaram o exame nos últimos dois anos. A partir de um banco de dados de acompanhamento, essas beneficiárias são convidadas a realizar a mamografia sem custo de coparticipação. A Enfermeira de referência do projeto da Unimed Cascavel realiza o agendamento em uma clínica de imagem parceira, facilitando o acesso ao exame e tornando o processo mais simples para a beneficiária. Após a realização da mamografia, o exame é avaliado pelo médico de referência do Centro de Oncologia da Unimed Cascavel. A Enfermeira então, entra em contato com a beneficiária para informar o resultado e, quando necessário, realizar os encaminhamentos para o acompanhamento adequado.

Além da realização periódica dos exames, o programa também busca orientar e conscientizar as beneficiárias sobre a importância do cuidado com a saúde das mamas, da identificação de sinais de alerta e da adoção de hábitos de vida saudáveis.

Dessa forma, a Unimed Cascavel oferece uma linha de cuidado que integra rastreamento, investigação, diagnóstico, tratamento e acompanhamento, fortalecendo a assistência à mulher em diferentes etapas do cuidado, que também conta com a ampla rede credenciada da Cooperativa, aumentando as possibilidades de acompanhamento, investigação, diagnóstico e tratamento.

Porque cuidar da saúde da mulher é olhar para cada fase, cada sinal e cada história com a atenção que ela merece.

Aqui tem gente. Aqui tem vida. Aqui tem Unimed.