Técnica inédita: Hospital Policlínica Unimed realiza cirurgia cardíaca em paciente de 90 anos

27 de outubro, 2025


 

O Hospital Policlínica Unimed acaba de se tornar pioneiro no oeste do estado na execução de uma técnica de cirurgia cardíaca minimamente invasiva para resolver o mal funcionamento de válvula mitral. O procedimento com dispositivo Pascal foi realizado na quarta-feira (22), em um paciente de 90 anos. 

O idoso mora no Paraguai, mas é beneficiário Unimed. Ele foi encaminhado para o HPU, onde a equipe considerou as frequentes internações em UTI que ele vinha tendo nos últimos meses e planejou a melhor forma de reparar a válvula mitral (cuja função é garantir que o sangue rico em oxigênio flua do átrio para o ventrículo esquerdo).


 

O cirurgião cardiovascular Dr. Luciano Leitão explica o caso: “Por ser um paciente de idade avançada, com alto risco para uma cirurgia aberta do coração [com corte da parede torácica], optamos por esse tratamento percutâneo, em que a gente vai pela virilha, na região femoral, sobe com os cateteres até o coração e faz uma ‘clipagem’ da válvula.”

A primeira imagem mostra o funcionamento cardíaco do paciente antes do procedimento. Clique na imagem e assista ao vídeo. 



A segunda imagem mostra o resultado final, pós-procedimento, com resolução do refluxo da válvula mitral. Clique na imagem e assista ao vídeo.


 

Inovação

A técnica é considerada nova na medicina. “Esse procedimento representa o que há de mais moderno no tratamento percutâneo de insuficiência mitral. O dispositivo Pascal é uma tecnologia de última geração para reparar a válvula mitral de forma minimamente invasiva. É uma inovação recente, tanto no Brasil quanto no mundo. Aqui no país, tem em torno de um ano que foi aprovada e que foram realizados os primeiros procedimentos”, explica o Dr. Thomas Coelho, médico cardiologista homodinamicista do HPU.

O caso de Cascavel é o terceiro da história do Paraná. O primeiro foi em Curitiba; o segundo, em Londrina. No sul do país, apenas o Rio Grande do Sul já utilizou a técnica para essa finalidade. “Esse avanço nos permite oferecer aos pacientes mais idosos ou de alto risco cirúrgico uma alternativa segura e eficaz. Para nós, é um motivo de muito orgulho poder trazer essa tecnologia de ponta para a região e reafirmar o compromisso do Hospital Policlínica Unimed com a excelência em inovação tecnológica em cardiologia intervencionista”, acrescenta o Dr. Thomas.

Conforme os médicos, o modelo vem ganhando destaque científico a partir dos bons resultados para os pacientes que tenham indicação, mas ainda não supera a cirurgia tradicional, que é melhor para pessoas com riscos aceitáveis para passarem por uma cirurgia aberta.

Destaque internacional

A cirurgia no Hospital Policlínica Cascavel contou com a presença de uma equipe interestadual e até do exterior. De Porto Alegre (RS) veio o Eduardo Saad, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular; do Rio de Janeiro (RJ), o cardiologista Márcio Siqueira; de São Paulo (SP) vieram os especialistas técnicos no material utilizado, além de dois médicos que vieram do México para acompanhar o procedimento e conduzir um estudo de caso.

Recuperação

O idoso operado em Cascavel ficou cerca de uma hora e meia no centro cirúrgico, de onde saiu conversando. Ele já recebeu alta e foi para casa três dias depois. “O procedimento foi excelente. O foco é devolver qualidade de vida, não tanto a longevidade. Mas quem sabe, no futuro, com a técnica sendo expandida e com os pacientes vivendo mais, pode ser que seja recomendada para um número maior de pessoas, o que eu, particularmente, acredito que será a evolução natural”, finaliza o Dr. Luciano Leitão.

Aqui tem gente. Aqui tem vida. Aqui tem Unimed.