Maio e a saúde das mães: o cuidado que começa antes do nascimento e continua depois do colo

21 de maio, 2026


 

Quando um bebê chega, quase toda a atenção naturalmente se volta para a nova vida. Mas, com o nascimento de um filho, também nasce uma nova mulher — física, emocional e socialmente. Por isso, falar sobre maternidade é, necessariamente, falar sobre a saúde da mãe.

No mês em que a maternidade ganha ainda mais visibilidade, especialistas reforçam um ponto essencial: cuidar da mulher durante a gestação, no pós-parto e nos primeiros anos da maternidade é tão importante quanto acompanhar o desenvolvimento do bebê.

Amamentação: alimento, vínculo e proteção

A amamentação vai muito além da nutrição. O leite materno oferece anticorpos, reduz o risco de infecções e contribui para o desenvolvimento saudável da criança. Para a mulher, amamentar também traz benefícios: ajuda na recuperação pós-parto e está associada à redução do risco de câncer de mama e de ovário.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o bebê seja amamentado na primeira hora de vida, receba aleitamento materno exclusivo até os seis meses e mantenha a amamentação, junto com outros alimentos, até os dois anos ou mais.

Apesar disso, muitas mães enfrentam dores, inseguranças e dificuldades técnicas nos primeiros dias. Nesses casos, orientação profissional faz diferença para transformar um momento desafiador em uma experiência mais tranquila.

Gravidez: um período que exige atenção integral

A gestação provoca mudanças profundas no organismo feminino. O coração trabalha mais, os hormônios se reorganizam e o corpo inteiro se adapta para sustentar uma nova vida. Por isso, o pré-natal não é apenas um acompanhamento de rotina — é uma ferramenta fundamental para prevenir complicações.

Entre os problemas que merecem atenção estão:

• Diabetes gestacional - Pode surgir mesmo em mulheres sem histórico anterior e aumenta o risco de parto prematuro e de complicações para mãe e bebê.

• Pressão alta na gestação - A hipertensão pode evoluir para pré-eclâmpsia, condição séria que pode comprometer órgãos maternos e a saúde fetal.

• Anemia gestacional - Comum durante a gravidez, pode causar fadiga intensa e prejudicar a oxigenação adequada do bebê.

• Infecções urinárias - Frequentemente silenciosas, podem aumentar o risco de parto antecipado quando não tratadas.

A OMS destaca que o cuidado pré-natal deve incluir prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo durante toda a gravidez.

O pós-parto também precisa de cuidado

Depois do nascimento, muitas mulheres escutam perguntas sobre o bebê, mas poucas sobre como elas estão. E esse silêncio pode ser perigoso.

O pós-parto envolve:

• Alterações hormonais intensas
• Privação de sono
• Mudanças na rotina
• Adaptação emocional à nova identidade materna

Além do cansaço físico, algumas mães podem desenvolver ansiedade ou depressão pós-parto, condição que pode surgir nas primeiras semanas ou meses após o nascimento. Reconhecer sinais como tristeza persistente, irritabilidade, culpa excessiva ou dificuldade de conexão com o bebê é essencial para buscar ajuda precocemente.

Cuidar da saúde mental materna é cuidar da família inteira.

O corpo muda — e precisa ser respeitado

Muitas mulheres sentem pressão para “voltar ao normal” logo após o parto. Mas a verdade é que o corpo materno não volta a ser o mesmo — ele se transforma.

Mudanças como, enfraquecimento do assoalho pélvico, dores lombares, alterações hormonais prolongadas, queda de cabelo, ressecamento da pele e variações emocionais são comuns e precisam ser acompanhadas com acolhimento, não com cobrança.

A recuperação da mulher deve ser tratada com o mesmo cuidado dedicado ao recém-nascido.

Informação também é cuidado

Maternidade não combina com culpa, excesso de cobrança ou solidão. Combina com informação segura, rede de apoio e acompanhamento multiprofissional.

Quanto mais a mulher entende seu corpo, seus sinais e suas necessidades, maiores são as chances de viver a maternidade com mais segurança, saúde e confiança.

Programa Cegonha

Na Unimed Cascavel, o Programa Cegonha foi criado para oferecer acompanhamento integral à gestante, desde a descoberta da gravidez até os primeiros cuidados com o bebê.

Com orientação especializada, suporte multiprofissional e acolhimento em cada etapa, o programa busca tornar a jornada materna mais segura, humanizada e tranquila — porque cuidar da chegada de um bebê também significa cuidar, com atenção, da mulher que o traz ao mundo.

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