Respirar é um ato automático. Cuidar dos pulmões, uma escolha diária

25 de setembro, 2026


 

Respirar é tão natural que, na maior parte do tempo, nem percebemos o trabalho extraordinário realizado pelos pulmões. A cada minuto, eles promovem as trocas gasosas essenciais para que o oxigênio chegue aos tecidos e o organismo funcione adequadamente.

Mas os pulmões não estão protegidos do mundo ao redor. Tudo o que respiramos pode chegar até eles. E, no mundo moderno, isso significa estar exposto a fumaça de cigarro, poluentes atmosféricos, partículas finas, produtos químicos, poeiras, gases, queimadas e outros agentes que, ao longo do tempo, podem prejudicar a saúde respiratória.

O Dia Mundial do Pulmão, celebrado em 25 de setembro, é uma oportunidade para transformar um gesto automático em uma atitude consciente: cuidar da respiração também é cuidar da vida.

O ar que respiramos nem sempre é tão inofensivo

Um dos grandes desafios da saúde pulmonar atualmente é a poluição do ar. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 99% da população mundial respira ar que ultrapassa os níveis considerados seguros pelas diretrizes da entidade. A poluição atmosférica está associada a doenças respiratórias e cardiovasculares, câncer de pulmão e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), entre outros problemas.

O problema não está apenas nas grandes cidades ou nos congestionamentos. Fumaça de queimadas, emissões industriais, combustíveis, poeira e até a poluição dentro de casa podem contribuir para a exposição a partículas e gases prejudiciais.

A OMS estima que a combinação da poluição do ar ambiente e da poluição doméstica esteja relacionada a aproximadamente 7 milhões de mortes prematuras por ano em todo o mundo.

Para os pulmões, portanto, qualidade do ar não é apenas uma questão ambiental. É uma questão de saúde.

O cigarro continua sendo um dos maiores inimigos dos pulmões

Se existe um hábito que merece atenção especial quando o assunto é prevenção das doenças respiratórias, é o tabagismo.

De acordo com a OMS, o tabaco provoca mais de 7 milhões de mortes por ano. Mais de 1,6 milhão dessas mortes ocorrem entre pessoas que não fumam, mas estão expostas à fumaça do tabaco. A entidade reforça que todas as formas de consumo de tabaco são prejudiciais e não existe nível seguro de exposição.

E não é apenas o cigarro convencional que exige atenção. Produtos de tabaco aquecido e cigarros eletrônicos também podem expor o organismo a substâncias tóxicas. A OMS destaca que os dispositivos eletrônicos não são inofensivos e podem representar riscos à saúde.

Parar de fumar é uma das atitudes mais importantes para proteger os pulmões. E, para quem deseja abandonar o hábito, buscar ajuda profissional aumenta as possibilidades de sucesso.

Uma doença que pode chegar silenciosamente

Entre as consequências da exposição prolongada a fatores de risco está a DPOC, doença que provoca limitação persistente do fluxo de ar e pode causar falta de ar, tosse, produção de secreção, chiado e cansaço.

Dados atualizados da OMS mostram que a DPOC foi responsável por 3,4 milhões de mortes em 2023, sendo atualmente a terceira principal causa de morte no mundo. O tabagismo é responsável por mais de 70% dos casos em países de alta renda; em países de baixa e média renda, a poluição do ar dentro das residências também tem papel importante.

Um ponto importante é que sintomas respiratórios persistentes não devem ser normalizados.

“É apenas uma tosse.”
“É só falta de ar porque estou sedentário.”
“É normal cansar um pouco.”

Nem sempre.

Tosse persistente, falta de ar, chiado, cansaço desproporcional ao esforço, produção frequente de secreção ou infecções respiratórias recorrentes merecem avaliação profissional. Quando há suspeita de DPOC, por exemplo, a espirometria, exame que avalia o funcionamento dos pulmões, é utilizada para confirmar o diagnóstico.

O ambiente de trabalho também pode afetar a respiração

A saúde pulmonar não depende apenas de escolhas individuais. Algumas profissões podem envolver contato frequente com poeiras, fumaças, vapores, gases, produtos químicos e outras substâncias potencialmente nocivas.

A própria OMS reconhece as exposições ocupacionais como fatores capazes de contribuir para doenças como asma, DPOC, câncer de pulmão e pneumoconiose.

Por isso, equipamentos de proteção individual, sistemas adequados de ventilação, controle de agentes contaminantes e acompanhamento da saúde ocupacional são medidas importantes de prevenção.

Cuidar dos pulmões começa antes dos sintomas

A boa notícia é que muitos fatores de risco podem ser reduzidos.

Cuidar da saúde pulmonar envolve atitudes que fazem parte de uma vida saudável:

• Não fumar e evitar a exposição à fumaça de outras pessoas.
• Procurar ajuda profissional para parar de fumar, quando necessário.
• Evitar ambientes com fumaça, poeira e outros poluentes sempre que possível
• Manter os ambientes limpos, ventilados e livres de fumaça.
• Utilizar corretamente os equipamentos de proteção em situações de exposição ocupacional.
• Manter a vacinação indicada para cada faixa etária e condição de saúde, conforme orientação dos profissionais de saúde.
• Praticar atividade física regularmente, respeitando as condições individuais.
• Manter doenças respiratórias, como asma e DPOC, sob acompanhamento.
• Procurar avaliação médica diante de sintomas persistentes ou alterações na respiração.

A prevenção também passa pela atenção aos grupos de maior risco. Para algumas pessoas com histórico significativo de tabagismo, por exemplo, existem estratégias específicas de rastreamento do câncer de pulmão. A United States Preventive Services Task Force (USPSTF) recomenda tomografia computadorizada de baixa dose anual para adultos de 50 a 80 anos, com histórico de pelo menos 20 maços-ano, que fumam atualmente ou deixaram de fumar nos últimos 15 anos. A indicação, entretanto, deve ser individualizada com orientação profissional — não se trata de um exame de rastreamento indicado para toda a população.

Jeito de Cuidar Unimed

A Unimed Cascavel dá as mãos a quem está decidido a parar de fumar. O Programa Antitabagismo mostra aos participantes que esse é um objetivo possível e alcançável, por meio de acompanhamento especializado e estratégias eficazes. Ao longo dos encontros, são realizadas reflexões e orientações sobre temas essenciais, como a definição do Dia D, métodos para a cessação do tabagismo, técnicas de respiração para o controle da ansiedade, orientação nutricional, estratégias para prevenção e manejo de recaídas, identificação de gatilhos que estimulam o hábito de fumar e compreensão dos sintomas da abstinência. 

Com encontros semanais (ao longo de cinco semanas), o programa oferece acompanhamento em grupo com psicólogo, médico e nutricionista, além do subsídio de 50% na medicação indicada para os participantes. Quando necessário, também é possível solicitar atendimento individual. 

Os encontros são realizados no Espaço Viver Bem (EVB), que fica na Rua das Palmeiras, 3160. O Telefone para contato é o (45) 3099-4115.

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Respirar bem hoje é construir saúde para o futuro

Os pulmões acompanham cada momento da nossa vida. Estão presentes quando acordamos, caminhamos, trabalhamos, praticamos exercícios, conversamos, rimos e dormimos.

Por isso, cuidar deles não precisa começar quando surge uma doença. Pode começar agora.

No Dia Mundial do Pulmão, a Unimed Cascavel reforça que informação também é uma forma de cuidado. Conhecer os riscos, reduzir exposições, abandonar o cigarro, manter hábitos saudáveis e procurar avaliação diante de sinais persistentes são atitudes que ajudam a preservar a capacidade de respirar — hoje e ao longo de toda a vida.

Aqui tem gente. Aqui tem vida. Aqui tem Unimed.