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Voltar Serviço de Endoscopia amplia recursos para diagnóstico e tratamento de alta complexidade
A modernização do Serviço de Endoscopia do Hospital Unimed Chapecó ampliou as possibilidades de investigação diagnóstica e tratamento endoscópico. Com estrutura classificada como Tipo 3, o mais alto nível de complexidade, o setor reúne recursos para procedimentos diagnósticos e terapêuticos e conta atualmente com 21 médicos endoscopistas e três salas em funcionamento.
Além da atualização dos equipamentos utilizados nos exames convencionais, os investimentos incorporaram tecnologias voltadas à caracterização de lesões, avaliação de estruturas profundas e adjacentes ao trato gastrointestinal, obtenção de amostras e realização de procedimentos terapêuticos avançados. A estrutura amplia os recursos que podem ser utilizados pelo médico assistente na investigação e condução de diferentes condições clínicas.
Entre os equipamentos incorporados estão a Ecoendoscopia M3, a Processadora EVIS X1 (CV-1500) e o Eletrocautério VIO 3. O serviço também passou a oferecer a Ecobroncoscopia (EBUS), além de contar com sondas endoscópicas das séries 190 e 1500 e laboratório de motilidade gástrica.
Ecoendoscopia amplia avaliação das lesões
Um dos principais recursos disponíveis é a Ecoendoscopia M3, que associa, durante o mesmo procedimento, a visualização endoscópica da mucosa à ultrassonografia das estruturas profundas. O equipamento permite avaliar características das lesões e estruturas adjacentes que não são acessíveis somente pela visualização da superfície.
O Hospital Unimed Chapecó se tornou protagonista em nível nacional ao realizar o primeiro procedimento com esse equipamento no Brasil, consolidando seu posicionamento na incorporação de tecnologias inovadoras e de alta complexidade.
De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo e cooperado da Unimed Chapecó, Dr. Elton Backes, a tecnologia possibilita avaliar a dureza das lesões por elastografia e identificar características como hipo ou hiperecogenicidade, informações que podem contribuir para a diferenciação de determinadas alterações.
A aplicação clínica se estende a diferentes cenários. A ecoendoscopia permite avaliar a camada da parede gastrointestinal na qual se origina uma lesão subepitelial, realizar estadiamento mais preciso de tumores, especialmente de esôfago, estômago, reto, pâncreas e vias biliares, além de avaliar linfonodos suspeitos e selecionar aqueles que efetivamente necessitam de punção.
O recurso também possibilita a realização de punção aspirativa ou biópsia guiada por ultrassom, com maior precisão, e a avaliação de pâncreas e vias biliares, inclusive em pequenas lesões que podem não ser adequadamente caracterizadas por tomografia ou ressonância magnética.
Imagem como apoio à detecção de lesões
Outro avanço está na Processadora EVIS X1 (CV-1500), última geração da plataforma endoscópica da Olympus. Segundo o médico coloproctologista e coordenador do Serviço de Endoscopia, Dr. Luis Carlos Farret Júnior, o equipamento incorpora diferentes modos de zoom, iluminação, foco inteligente e cromoscopia, além da possibilidade de utilização de recursos de inteligência artificial como apoio à detecção de lesões que podem passar despercebidas durante o exame convencional.
Esses recursos ampliam a capacidade de caracterização das alterações encontradas durante os exames e se somam às tecnologias já incorporadas pelo serviço para apoiar a precisão diagnóstica.
Na vertente terapêutica, o Eletrocautério VIO 3, da ERBE, amplia as possibilidades de abordagem endoscópica. A unidade eletrocirúrgica realiza a leitura da impedância dos tecidos e ajusta a liberação de energia conforme sua espessura, intercalando correntes de corte e coagulação. Conforme explica o Dr. Farret, o recurso proporciona maior segurança especialmente na retirada de pólipos de maiores dimensões, contribuindo para a prevenção de perfurações e sangramentos.
Procedimentos de maior complexidade
Com a modernização, o Serviço de Endoscopia está apto a realizar procedimentos que ampliam sua atuação para além da endoscopia diagnóstica convencional. Entre eles estão a remoção de pólipos de maiores dimensões por mucosectomia e dissecção endoscópica da submucosa, dilatação de estenoses intestinais, avaliação endoscópica do sistema biliopancreático e broncopulmonar, ecoendoscopia do sistema digestivo e pulmonar e tratamento de angiodisplasias com bisturi de argônio.
A estrutura também contempla o atendimento pediátrico, com endoscópio e broncoscópio específicos, possibilitando assistência desde a neonatologia até a população adulta. Dessa forma, a ampliação do serviço pode apoiar diferentes especialidades, entre elas a Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Gastroenterologia, Pediatria e Terapia Intensiva, tanto na prevenção e investigação diagnóstica quanto no tratamento.
A ampliação tecnológica reforça, ainda, a integração entre o médico assistente e a equipe de Endoscopia. Para o Dr. Farret, um serviço de alta complexidade depende não somente dos equipamentos disponíveis, mas de uma equipe treinada e alinhada, com comunicação direta entre os profissionais envolvidos nos procedimentos.
“Uma das maiores vantagens de se ter um serviço de endoscopia está na grande prevalência de doenças do sistema digestório e respiratório que acometem toda população, desde crianças até adultos e idosos. Ter de pronto exames endoscópicos à disposição dentro de um hospital é privilégio de poucos. A agilidade e a resolutividade são extremamente importantes quando se fala em tratar doenças”, completa o Dr. Farret.
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