Eletrofisiologia

Eletrofisiologia

 
    O Serviço de Eletrofisiologia, situado no Centro Cardioneurovascular do Hospital Unimed Chapecó, iniciou suas atividades em junho de 2009, com excelentes resultados. Conhecida como área da cardiologia intervencionista, a eletrofisiologia é indicada para investigar e tratar as arritmias ou falhas cardíacas, que são caracterizadas como anormalidades na formação e/ou condução do impulso elétrico necessário ao coração, no envio do sangue para a circulação. 
     Quais são arritmias cardíacas? 

     As arritmias cardíacas são divididas em bradiarritmias (quando o ritmo cardíaco fica muito lento ou com falhas) e taquiarritmias (arritmias que aceleram muito o coração). Os sintomas principais são palpitação e síncopes (desmaios). Algumas arritmias, quando não tratadas adequadamente, podem causar morte súbita.

      Como é feito o diagnóstico? 
     O diagnóstico pode ser realizado através de eletrocardiograma no momento dos sintomas ou do estudo eletrofisiológico nos casos em que não se consegue realizar o eletro durante a crise por ela ter curta duração. É muito frequente o paciente ter crises de taquicardia e chegar ao pronto-socorro após o término da crise e apresentar eletro normal. O estudo eletrofisiológico é realizado através de cateteres posicionados internamente no coração, localizando o ponto de falhas ou decifrando o foco e o mecanismo das taquicardias.

     De que forma é realizado o tratamento? 
     As bradiarritmias são tratadas com o implante de marcapasso - aparelho que realiza a estimulação artificial dos batimentos cardíacos.  
     As taquiarritmias podem ser tratadas de maneira curativa, através de ablação por radiofrequência, ou seja, da “cauterização” do foco da arritmia por cateter. Nas arritmias com alto risco de morte súbita, pode haver necessidade de implante de CDI (Cardiodesfibrilador Implantável) - aparelho que detecta situações de risco e pode realizar uma desfibrilação (choque) do coração no momento de uma parada cardíaca, prevenindo a morte súbita. Tanto o diagnóstico quanto a terapêutica são procedimentos seguros, com baixas taxas de complicações e alto índice de sucesso.                             
                                                                                                                                  Dr.Cláudio da Cruz Ferreira