Conceitos

A contabilidade de custos pode ser definida como o sistema responsável pela identificação, mensuração e análise dos gastos relacionados à produção de bens ou à prestação de serviços. No ambiente hospitalar, os custos correspondem ao consumo de recursos necessários para a assistência à saúde, incluindo recursos humanos, materiais médicos, medicamentos, infraestrutura e serviços de apoio.
Uma prática comum na gestão de custos hospitalares é a divisão da organização em centros de custos, permitindo identificar e analisar os gastos por área ou atividade. Essa estrutura facilita o acompanhamento do desempenho das áreas e a responsabilização dos gestores (Bornia, 2002).

Entre os principais conceitos de Gestão de Custos Hospitalares, pode-se citar:
a)
Gasto: Valor gasto em bens ou serviços para obtenção de outros bens ou serviços;
b) Custo: tipo de gasto especificamente aplicado na atividade-fim (assistência ao paciente);
c) Despesa: tipo de gasto administrativo ou comercial necessário para manutenção da estrutura, mas que não está ligado diretamente à assistência ao paciente;
d) Investimento: tipo de gasto em bens que trarão benefícios futuramente, (como a compra de um novo equipamento de imagem);
e) Perda: consumo anormal ou involuntário sem retorno (como medicamentos vencidos ou desperdícios);
f) Centro de Custos: Divisão de áreas do hospital nas quais os custos são alocados para melhor controle;
g) Custo por Procedimento: Valor médio gasto para realizar uma atividade específica.
h) Custo-Efetividade: Relação entre o custo de uma intervenção e o benefício de saúde que ela proporciona.
i) Unidades de Negócio: Trata-se de serviços relacionados através da jornada do paciente, onde é analisado a rentabilidade do serviço.
j) Rateio: é o processo de distribuição de custos indiretos entre diferentes centros de custos, setores ou serviços da instituição.
k) Custo Mínimo Estimado: custo calculado de um insumo, partindo da distribuição do custo total pela capacidade de produção associada ao insumo (como custo mínimo estimado de uma diária de UTI, ou de uma hora de uma sala cirúrgica, ou de uma hora de uso de um equipamento, ou de uma hora de empenho de um enfermeiro para realização de um procedimento).
l) Receita Operacional: é a receita obtida em contrapartida a um produto entregue ao cliente (como o recebimento de uma conta hospitalar apresentada ao cliente para pagamento), ou o orçamento destinado a uma determinada área de negócios para sua subsistência ( como o orçamento definido para cobrir os custos do Pronto Socorro ).
m) Gasto Operacional: é o empenho de gastos com despesas e custos relacionada a unidade de negócios que é a base da análise dos custos (como despesas e custos das unidades de internação, do centro cirúrgico, das UTIs ).
n) Receitas e Gastos Não Operacionais: são as receitas obtidas que não se referem a contrapartida do produto entregue ao cliente (como ganhos em aplicações financeiras), e os gastos empenhados em atividades que não se relacionam com as unidades de negócios que são a base das análises dos custos (como os gastos com uma Clínica de Atenção Primária à Saúde, quando se está calculando os custos da atividade hospitalar).